quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

de volta às fases de cores

asos 48,62€
blanco (saldos 27,99€)



dei conta, pela primeira vez, que estava naquilo a que mais tarde vim a chamar de "período azul" quando enchi o meu guarda roupa de camisolas, vestidos, calças, casacos e até botas azuis. Todos os dias, incansavelmente, lá vestia eu uma peça azul. só assim me sentia bem; era a cor que me preenchia, a cor que me fazia feliz.
entretanto a tara foi passando e, apesar de o azul continuar a ser uma das minhas cores de eleição no que toca a vestuário, assim como o preto e o vermelho - e independentemente de tendências - agora, julgo estar a entrar numa espécie de "período green". e logo eu, que há um ano atrás não tinha uma única peça - nem mesmo um par de meias - em verde.
a culpa é do verde esmeralda e o verde "tropa" que invadiu as lojas o ano passado e este.
eu tenho-me contido, porque sei que provavelmente será uma tandência passageira e o verde não é uma das minhas cores de eleição, mas dois vestidos verdes já lá estão, pendurados no meu armário. e se continuo a ser bombardeada com esta cor, duvido muito que continue a querer aguentar-me no meu canto e nos meus azuis/pretos/vermelhos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

conversas


eu a conversar com o meu namorado, quando ele se sai com esta maravilhosa afirmação.

ele - até tive sorte, comprei duas coisas nos saldos por 80euros.
eu - ah?

domingo, 6 de janeiro de 2013

opções.


este fim de semana deveria ter feito uns trabalhos de casa de uma disciplina de apoio a exame. em vez disso, vi a 4a temporada da série glee. e adorei.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

o último post de 2012



só vim, hoje, aqui ao blogue, para vos desejar um excelente 2013, com mais amor, mais alegrias, mais felicidade, menos preocupações e muuita diversão. não se esqueçam de pedir 12desejos fantásticos e não se esqueçam de trabalhar muito para que os possam realizar.

para o ano - ou seja, daqui a umas horas - cá nos encontramos outra vez, para mais 365dias de vida escrita. com muito amor,
                                                           ninna.

sábado, 29 de dezembro de 2012

o meu lado mais consumista revela-se nesta altura do ano, mas não é por mal, a sério.

h&m 3,95€
pull and bear 12,99€
pull and bear 9,99€

pull and bear 12,99€

bershka 19,99€
bershka 17,99€

estas são as coisas que, para já, me captaram a atenção nestes saldos e me obrigaram - cof - a abrir os cordões à minha bolsa.. a pull and bear está com preços muito bons, como já é costume. a bershka não, os preços ainda não baixaram praticamente nada. em relação ao hair cuff da h&m, não está em promoção, mas é algo que eu já quero há muito tempo e também não tem um preço por aí além, por isso, acho que o vou comprar na minha próxima ida ao shopping (que também vai servir para trocar as botas que recebi no natal e que não me servem - ahah, que feliz que eu estou [not!]). 
para além disto, estou mesmo a precisar de comprar umas sabrinas pretas, já que as minhas já não estão em condições de serem usadas. mas ainda não vi nada que gostasse mesmo, acho que tenho que investigar melhor.

e vocês, qual é aquela peça ou loja que vos está a tirar o fôlego, nestes saldos?

assuma-se, imediatamente.

quem é o caramelo que vem cá em blogue só para por "não gosto" nos meus posts? ah? olhe que também devo gostar de si, mas assim a nossa relação não vai longe, não senhor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

zara: faith restored


há muito tempo que detesto a zara. detesto os preços, detesto as novas lojas super giras e detesto a roupa cada vez mais gira e mais cara. detesto a linda palavra que ressoa em cada esquina de um bom shopping, detesto os sacos, detesto as senhoras simpáticas que me atendem na loja que costumo visitar. e acima de tudo, detesto adorar a zara, que tem vindo a fazer um percurso fantástico no mundo das fast fashion stores.

mais recentemente detesto este magnífico blusão. detesto tudo nele, desde a cor que nunca uso, ao corte demasiado simples, ao facto de ser impossível conjugá-lo com qualquer peça de roupa. detesto-o com todas as minhas forças. e ainda bem que o detesto, porque nunca iria dar 129euros por ele, não senhor. que desperdício do meu dinheiro.
por isso decidi pedir este blusão ao meu namorado como prenda de anos. porque seria impossível considerar como desperdício dar 129euros para agradar uma namorada tão prendada como eu, não concordam?
ps. como é óbvio eu adoro a zara e adoro o blusão. só não gosto mesmo dos preços.
hoje, no meio de uma conversa, a minha mãe virou-se para mim e perguntou-me se eu já sabia que profissão queria ter (e agora juro-vos que escrevi quando fosse grande como se eu tivesse oito anos, mas depois decidi apagar porque me apercebi que para o mês que vem faço 17 e já não sou propriamente pequenina). a realidade é que eu me sinto como se tivesse mesmo oito anos. quero ser tudo e não quero ser nada. aliás, falta uma semana para esta interrupção letiva de natal acabar e eu só penso que não quero por nada voltar à escola, que vou ter de estudar e não me apetece, que depois até tenho exames e tudo e vou deixar de dormir até ao meio dia e estar acordada até à uma a ver filmes com os meus pais e o meu irmão.
de qualquer forma, sinto-me como se tivesse oito anos porque, cada vez mais, me lembro da menina de oito anos que se passeava pela casa com os sapatos de casamento da mãe e uma mala de livrinhos na mão, gritando aos sete ventos que era uma empresária de sucesso. 
eu não sei o que quero ser. aliás, o que eu quero ser eu sei bem - o que eu mais quero ser é totalmente feliz, na escolha profissional que fizer. o problema é como lá chegar, como atingir essa felicidade.
hoje, a meio de uma conversa a minha mãe virou-se para mim e perguntou-me se eu já sabia que profissão queria ter. e eu percebi que saber, saber, eu não sei mesmo nada. e assim, por acaso, até me dava jeito descobrir isso até ao final do 12ºano, só para não andar feita bambi a sentir-me inutil depois de um secundário que até agora só me parece estar a correr na perfeição.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

dar de frosques



desde sempre que entreguei os meus cabelos aos cuidados de uma só pessoa. fui fiel desde os tempos que ainda nem sequer tinha poder de escolha, primeiro porque nunca me fez nada de absolutamente ridículo ao cabelo - bem, houve uma vez que na verdade me fez um corte ligeiramente exagerado, mas eu perdoei-lhe porque depois arranjou-me bem o cabelo - dizia eu, que primeiro nunca me fez parecer um palhaço com cabelo de senhora e depois sempre me tratou bem.
ora, na sexta feira, lá fui para retirar apenas a porcaria de uns pelos faciais na zona supraciliar e do buço - coisa que supostamente demora aí uns quinze minutos.
quinze minutos o caraças, dona cabeleireira. uma hora à espera e depois ainda mete uma velhotinha de cinquenta anos à minha frente.
pois é, isso comigo não funciona, eu ainda acredito na lealdade entre cliente regular e prestador de serviços e como a parte da lealdade foi quebrada por uma das partes - dona cabeleireira - vou dar de frosques e arranjar uma cabeleireira nova, que pelo menos, me faça o serviço bem e mais rapidinho.


o meu namorado é melhor que o vosso [ou, qual foi a vossa presente de natal favorito?]

 e ofereceu-me este anel da pandora que eu andava a namorar há mais de um ano. o anel é lindo, muito querido e super elegante. foi, sem dúvida, o melhor presente deste natal, apesar de ter recebido também as botas que tanto tinha pedinchado aos meus pais e mais uns quantos presentes fofinhos que me vão fazer muito jeito.

e o vocês, qual foi o vosso presente de natal mais especial?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

a todos os que por cá passarem (:



feliz naaatal, meu meninos c: que o vosso natal seja o melhor de todos os tempos e que estejam todos rodeados daqueles que mais amam c: eu, estou, com certeza.

sábado, 22 de dezembro de 2012

a carta (por 1 portugal melhor)

partilho aqui o vídeo que está a correr as redes sociais portuguesas. porque também eu sou jovem, também eu tenho o futuro nas mãos; mas também eu estou nas mãos dos grandes. partilhem.


das más escolhas.



houve um dia em que, num estado doentio, espero eu, enquanto debatia qual de dois livros comprar, me decidi mal. escolhi o da margarida rebelo pinto e deixei o comer, orar, amar na prateleira. claro que mais tarde chorei muito o meu dinheiro, mas de qualquer forma, esta semana redimi-me. fui à fnac e comprei o comer, orar, amar, em edição de bolso.

depois do natal, vou divertir-me à grande!
btw, já alguém comprou livros de bolso? a mim pareceu-me uma boa compra, o mesmo livro, mas mais barato. se gostar disto sou capaz de começar a preferir este tipo de livros aos normais.

como é que conheceram a vossa cara metade?



vi num blogue (este fantástico blogue) que sigo desde praticamente os meus primórdios da bloguosfera esta mesma questão e quis experimentar perguntar-vos a mesma coisa, como é que conheceram a vossa cara metade? e já agora, qual é a sua melhor característica, aquela que vocês mais gostam?

agradeço a vossa colaboração  (:


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

santa baby

este natal, só pedinchei duas coisinhas aos meus pais. coisinhas que me derretem o coração de cada vez que as vejo. coisinhas que me fazem suspirar e voltar a suspirar. até ao dia 24 - espero - suspiro. depois disso serei feliz, na cozinha e de botas calçadas quer seja dia, quer seja noite.

prazeres divinos, de nigella, a rainha da cozinha

botas campino da bershka (ou umas ou outras)

sou extremamente fácil de agradar. meia dúzia de peças de roupa, ou sapatos, e uns quantos livros, e sou uma miúda feliz.
         

fica a dica.



na segunda feira à tarde a sic vai transmitir em suposta estreia televisiva, o rei leão. quando vi o anúncio surgiram imediatamente milhões de perguntas à minha cabeça - por exemplo, se era por o fim do mundo estar a chegar, que eles se tinham lembrado de deixar para lá o sozinho em casa e se tinham começado a pensar que se calhar a televisão nacional também merece boas sessões de cinema. enfim. de qualquer das formas fica a dica, o melhor filme de animação de todos os tempos, no dia 24, na sic .

das últimas prendas de natal

este ano o meu orçamento para prendas não existiu. é tudo uma pobreza, o meu pai recusou-se a dar-me emprego remunerado - porque eu lhe exijo 5€ à hora. e para além do mais, não quis pedir muito dinheiro aos meus pais para comprar presentes para o pessoal. só pedi mesmo o essencial e trouxe a minha mãe comigo para aprovar orçamento.
depois de ter comprado a prenda do meu namorado - a qual vos poderia descrever e até mesmo mostrar, não fosse o malandro passar a vida aqui metido a ler o que escrevo - e ter ajudado a minha mãe na escolha das prendas para a família; depois de ter até comprado uma carrada de livros para mim, com um cheque da fnac que ganhei num concurso da minha escola, (tenho de vos mostrar os desenhos animados que fiz, agora que o concurso acabou posso divulgars aquela maravilhosa obra de arte) e na wook, que no dia 12 fez um desconto de doze euros em encomendas acima de trinta; só faltava o presente para a pessoa mais especial na minha vida - a minha querida mãe.
hoje, foi o dia. combinei tudo com o meu pai. fui à natura e comprei-lhe a mala, aquela à qual ela tantos olhinhos fez, enquanto comprávamos os presentes para as minhas tias.
carteira de malha natura, 26€

confesso que para mim a mala roça um bocado em tieza e fufura a mais, mas ela desde que chegou aos trinta e cinco anos é assim mesmo, um bocado mais tia e um bocado mais fofa do que havia sido até então. é a minha mãe e quase cinco anos volvidos desde o seu salto do ipiranga, até já nos habituamos e quase abraçamos esse seu lado mais adulto com todas as nossas forças e todos os dias.
de qualquer forma...
não é que ela tem ralhado comigo o dia todo? anda impossível, a chatear-me, que não pus os pés em casa, e que não lhe ligo nenhum, e que não honro os meus compromissos e que ainda não me disseste o que andas a tramar com o teu pai.

e eu suspiro, pronto. que quando ela está assim é melhor nem levantar os olhos para a encarar, que o mundo tende a vir abaixo - e só estou pronta para que isso aconteça amanhã. 



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

da maternidade



ultimamente tenho lido por essa blogosfera fora, muita coisa acerca da maternidade - ora a dizer suuuuper bem, ora a dizer suuuuper mal. e só porque também sou mulher - embora ainda uma mulher pequenina - e porque tenho opiniões próprias, decidi debater comigo mesma e com vocês este tema.
desde muito miúda que quero ser mãe. nunca soube ao certo que profissão queria ter, nunca soube ao certo se me queria casar ou não, se queria ter uma casa grande ou uma pequena, ou se queria ou não ter um animal de estimação, ou um jardim cheio de plantas. mas desde miúda que sei que quero ser mãe; e não muito tarde.
a realidade é que os tempos estão fracos e as taxas de natalidade mostram isso mesmo. está mau para se ter bebés. as pessoas habituaram-se a um nível de vida muito bom e por vezes, ceder nas férias ou nas compras do mês, ou mesmo na companhia do marido para se ter um filho é chato. eu imagino que seja uma grande reviravolta na vida de um casal. e acredito mesmo que o tempo esteja mal para se ter filhos, às vezes não há dinheiro nem para se pôr comidinha todos os dias na mesa. mas não me acredito - e corrijam-me se estiver enganada, por amor de deus - não consigo acreditar que seja por falta de dinheiro que este pessoal não tem filhos.
uma coisa é estar desempregada, o marido estar desempregado, andar para aí a pedir e dizer que não se tem dinheiro para se ter filhos. porque aí as pessoas não têm mesmo dinheiro para ter filhos. outra coisa é ter uma casa, ter comida para pôr na mesa, ter dinheiro para se ter internet e televisão por cabo, dinheiro para gastar em roupa, para gastar em todos os produtos para o cão e para o gato e para o periquito e para a iguana e ainda fazer uma ou duas viagens ao estrangeiro por ano e dizer que não se tem dinheiro para filhos. porque é que não se diz logo que não se quer ter filhos? que é chato perder noites de sono? e deixar de comprar carteiras prada? e talvez, sei lá, deixar os saltos altos e os sutiãs copa c e as maminhas duras de jovem adolescente?  porque é que não se diz logo que as crianças são muito muito lindas - mas no colo dos outros?
antigamente não se tinha dinheiro nem para comprar uma sardinha para cada um dos membros da família, e tinha-se nove e dez filhos. hoje, não se tem nenhum filho, e compra-se dez sardinhas para cada um dos membros do casal.
não estou aqui a dizer que as pessoas são obrigadas a ter filhos. isso tem a ver com os ideais de cada um. só gostava de deixar de ouvir desculpas e começar a ouvir verdades.

o que é que vocês acham?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



não cheguei a contar-vos, mas o meu tio que monta sistemas de vigilância nos shoppings e hipermercados que todos conhecemos, caiu há duas semanas de uma altura de quatro metros, enquanto trabalhava num novo hipermercado.
não só caiu, como caiu em hora de expediente - o hipermercado estava aberto, já - e caiu à beira de uma menina de caixa que estava grávida e a atender uma enfermeira, pelos vistos.
essa, diria eu, foi a maior sorte dele. caiu e a enfermeira tratou logo de o imobilizar, de fazer com que o danos fosses o menos graves possível.
só partiu um pulso. hematomas? nem vê-los. anda de braço ao peito e está impedido de trabalhar por dois meses.
amanhã vou lá para casa dar-lhe mimos, que ele bem merece.

domingo, 16 de dezembro de 2012

vamos cortar esta tarde da minha vida, sim?

eu não me acredito que a minha mãe me obrigou a gastar dez euros do meu saldo para ligar ao longo da tarde para o programa da tvi - uma vez que eles estavam a oferecer 50.000€ - e ganhou uma senhora qualquer de águas santas. eu de facto às vezes sou muito bambi.

oh ♥


o natal e o fim do mundo.



o mundo acaba dia 21 e eu vou estar a enfardar-me de pizza no cais de gaia com o pessoal da minha turma, para celebrar o natal. sim, é verdade, vamos à pizzahut celebrar o natal no último dia das nossas vidas. mas somos felizes, a sério.

sábado, 15 de dezembro de 2012


"As palavras são minhas, de mais ninguém! Eu sou dona delas e não tenho que dar justificações de nada que esteja relacionado com elas, seja a quem for. Eu escrevo sobre o que quero e me apetece; quando quero e quando sei que vai ser produtivo. Não gosto de ser interrompida, não gosto de dizer nada, não gosto de ouvir música, quando o faço, nem de ouvir vozes, sequer. Fico feliz – só assim fico feliz – se ouvir o bater das teclas, ou o deslizar da caneta e talvez a chuva a cair lá fora ou o vento a soprar bem alto.
Tudo o que estiver fora disso apaga a minha mente e impede que escreva. Enerva-me e impede que escreva
 Mata-me, porque impede que escreva."
                                           nj.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

a crise

audrey hepburn


está a dar agora uma reportagem na rtp que mostra como cada vez mais crianças portuguesas têm apenas uma refeição quente por dia: a que comem na escola. os pais, que antes até tinham uma vida boa, que até ganhavam bem, acabaram por ficar desempregados. a sua vida desmorona, e com as contas para pagar, por vezes deixa de haver dinheiro para dar de comer aos próprios filhos.

não imagino a angústia de um pai que não pode alimentar o filho. um pai que, neste natal, não tem dinheiro para lhe dar a prenda que tanto quer.

mas ainda há coisas que não me entram na cabeça. como é que ainda se deita comida fora? como é que ainda se desperdiça água? e porque é que, cada vez mais, se serve má e pouca comida nas cantinas escolares?

o mundo está às avessas e as pessoa ainda não se habituaram à situação. todos os dias ouço a palavra crise, mas na maior parte das vezes não consigo compreender sequer como é que as pessoas se podem queixar. como é que as pessoas se podem queixar das muitas horas de trabalho quando ainda têm emprego? como é que se podem queixar da falta de dinheiro quando ainda podem se dar ao luxo de deitar comida fora? como se podem queixar que a vida vai mal, quando ainda têm a família toda junta, dentro do calor da casa, enquanto outros saem todos os dias em busca de roupa e conforto no contentor de lixo mais próximo, enquanto os maridos ou mulheres vão para fora trabalhar para sustentar a família?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

" ... "



"o que preciso é do dente-de-leão na primavera. o amarelo vivo que simboliza o renascimento e não destruição. a promessa de que a vida pode continuar, por piores que tenham sido as nossas perdas. que pode voltar a ser boa. e só o peeta é capaz de me dar isso.

por isso, mais tarde, quando ele murmura: - tu amas-me. verdade ou mentira?

eu respondo: - verdade."

a revolta, de suzanne collins

os jogos da fome - a revolta.

acabei hoje de ler a saga os jogos da fome. o último livro, a revolta, deixou-me quase que desolada. às vezes os autores têm este tipo de ideias, sabe-se lá de onde as vão tirar, e deixam o leitor prender-se de forma cega a um ou dois personagens.
depois, fazem exatamente o que podem fazer, utilizam todo o seu poder sobre os personagens e sobre nós, e tiram a vida a inocentes.
estou de luto, hoje. porque há coisas que não me cabem na cabeça e uma delas é a morte de inocentes.

e antes que digam que eu sou louca e já não distingo a realidade da ficção, deixem-me que vos lembre que só estou de luto, porque tenho noção que, em situações como esta que a saga retrata, tudo o que vem à rede é peixe - e inocentes, morrem mais do que culpados.


domingo, 2 de dezembro de 2012

[...]

quantas vezes já tivemos tudo, e ainda assim sentimos que havia qualquer coisa mais para querer ? 

do sushi



hoje fui pela segunda vez na minha vida ao restaurante japonês. senti como se estivesse no início do século vinte e fosse o pessoa a provar coca-cola pela primeira vez - primeiro estranha-se depois entranha-se.

e pensar que tinha ficado com tão má impressão da primeira vez que lá tinha ido, provar o famoso sushi. acho que até estou um bocadinho envergonhada por ter andado aí dois anos ou três a dizer mal da gastronomia japonesa a toda a gente que me falava dela.

quem mais aqui adora sushi ponha a mão no ar (:

sábado, 1 de dezembro de 2012

hunger games, o livro [ou as saudades que eu tinha de dias passados a ler e de noites passadas a pensar em livros]



hoje acabei de ler o primeiro livro da trilogia the hunger games. já havia visto o filme, e já o achava muito bem feito, mesmo de prender ao ecrã. mas nunca tinha pensado que o livro fosse tão bem escrito.
quando comecei a ler ocorreu-me automaticamente que, apesar de captar a atenção desde o início, a autora não era extremamente dotada, em termos de utilização de recursos de estilo. não é uma escrita extremamente rica, não é uma obra de arte do ponto de vista das palavras. mas é, sem dúvida, um pedacinho de céu no que toca à quantidade de adrenalina, suspense e romance, desta obra.
esta é a melhor qualidade da autora, a meu ver
comecei por ler apenas dois capítulos por dia, porque não tinha tempo para ler mais. mesmo assim, já acabava por ler mais que isso e ir dormir fora de horas.
hoje, no entanto, desde que me levantei não descansei até que acabei o livro. devorei este hunger games como já não devorava nenhum livro há muito tempo, sempre com desculpas que não tinha tempo, nem paciência - mas tendo noção que nenhum livro me prendia assim praticamente desde que entrei para o secundário.

agora, espero ansiosamente por segunda feira, quando uma amiga me vai emprestar o segundo livro. é engraçado como estamos sempre à espera que um livro acabe da melhor maneira. ou, pelo menos, que acabe. este, no entanto, não acaba. fica suspenso, deixando espaço a todas as possibilidades de continuação que a autora desejasse.

é claro que, infelizmente, não me contive, portei-me mal, e já fui a wikipedia espreitar os spoilers. o segundo livro desenrola-se exatamente da maneira como eu desejava e estava à espera que acontecesse. mas isso depois fica para outro post.

para já, fiquem com isto na vossa cabeça: se já leram o livro e ainda não viram o filme, não sei do que estão à espera. se já viram o filme e ainda não leram o livro, não esperem mais. corram já para um lado qualquer onde o possam ler. acreditem, se forem fãs de leituras cativantes, não se vão arrepender.

sábado, 17 de novembro de 2012

amanhecer parte II



fui, num ato de pura loucura e espontaneidade, ontem à noite, assistir ao filme amanhecer, parte II, da saga twilight. para mim, este é o melhor filme da saga. acho que jogaram melhor que nunca com as cores, com os flashbacks, com os efeitos, com a música, com tudo. a kristen nunca esteve tão bonita em nenhum outro filme e o pattinson nunca esteve tão charmoso. a miúda que faz de renesmee é absolutamente deslumbrante! e para além de tudo assisti à cena de guerra mais poderosa da minha vida toda. foi mesmo muito boa, fiquei mesmo agarrada ao ecrã.

quando ouvi nas notícias o robert pattinson a dizer que acreditava que este filme fazia justiça ao público e à história de stephanie meyer, pensei que fosse um monte de balelas. afinal, ele estava correto. eu adorei. aconselho todos que tenham visto a série a ver e até quem nunca se interessou. fui com uma amiga minha que entrou no cinema a dizer que nunca tinha visto nenhum filme da saga e nem sabia a história e saí de lá com ela a dizer que ia "comprar" os filmes todos, para ver. 

domingo, 4 de novembro de 2012

girl on fire

alicia keys

eu, que não sou grande fã da alicia, adorei esta música. empowering women forever! 

sábado, 3 de novembro de 2012

das mulheres com fama

quando era mais nova tinha uma amiga de quem gostava muito e que conhecia desde sempre, que era a miúda mais simples deste mundo e do outro. era assim até meia parecida comigo na altura - ou eu com ela. éramos mesmo muito amigas até ao dia em que eu e o rapaz de quem ela gostava nos envolvemos. 
a partir desse dia, não só fez questão de acabar com qualquer tipo de amizade que mantínhamos, como também fez questão de me fazer a vida negra, denegrindo por completo a minha imagem e espalhando por todos os que consegui espalhar, que eu era a maior rameira deste mundo e do outro.
entretanto o tempo foi passando, ela mudou de escola e hoje, uma das raparigas mais simples que eu conhecia, uma das mais simpáticas e divertidas, é uma barbie . das foleiras.
ela é calções curtos e nádegas de fora em pleno inverno. ela é unhas de meio metro. ela é saltos na escola. ela é base até mais não. ela é compras todas as semanas. ela é sexo, sexo, sexo - a miúda só fala de sexo. ela é tudo imagem e vazio por dentro. e ela é miúda de fama. e não falo de uma boa fama. falo do tipo de fama que tem um autocarro da stcp - fama de quem já tem muita rodagem.

não compreendo porque é que algumas mulheres fazem isto a elas mesmas. eu também gosto de comprar roupa nova, eu também gosto de maquilhagem e de pintar as unhas e de namorar muito. mas não seria capaz de rebaixar a minha imagem desta forma. não seria capaz de me desrespeitar, ou desrespeitar os meus pais desta forma. eu não seria capaz de denegrir desta forma a imagem das mulheres em geral e a forma como nós somos vistas. é uma pena que ainda haja mulheres que o façam, como se nada fosse.

tenho pena das pessoas assim e agradeço todos os dias por nos termos afastado. do que será a vida dela daqui par a frente eu não sei, mas não prevejo grande futuro. e é uma pena. a miúda tinha um jeito natural para História, que era uma coisa maluca. 



bond. james bond

daniel craig em "007 skyfall"

é interessante, mas nunca me identifiquei com nenhum dos filmes do famoso agente secreto 007. no entanto, agora, cada vez que ouço a nova música da adele, só me apetece gastar dez euros dos meus pais e ir ver o filme ao cinema mais próximo.
(ainda por cima porque o javier barden faz de mau, no filme. miauuuu! - que é, gosto do javiar barden, não posso?)

quando a felicidade alheia se torna a minha também

brad pitt e angelina jolie em "mr and mrs smith"


a minha família não é muito grande. nunca o foi. o meu pai não tem irmãos e a minha mãe, apesar de ter dois, e eles terem casado e serem muito felizes, ainda não nos presentearam com nenhum rebento. somos muito unidos, como não me lembro de conhecer nenhuma família, mas não somos muitos.
o interessante é que tenho imensa gente a quem chamo de tio ou tia, mas que não têm qualquer tipo de consanguinidade comigo. são amigos dos meus pais, que, na altura em que eu nasci nem sequer pensavam constituir família, porque eram todos muito novos, mas que me acolheram sempre como sendo sobrinha deles. e que sempre foram imensamente importantes para mim e para a minha educação.
uma dessas pessoas, é a melhor amiga da minha mãe. é minha tia e com o maior dos orgulhos. e tem dois filhos que são meus primos e de quem eu gosto imenso.
a minha tia divorciou-se há cinco anos do marido dela - o qual eu ainda tenho como meu tio, porque a relação deles apesar de tudo ainda é de amizade. depois do divórcio, dedicou-se por completo aos filhos e ao trabalho dela, abraçando cada uma das suas funções com todo o seu poder e esquecendo um bocadinho que também era mulher e merecia ser amada.
esta semana, apresentou-me o namorado dela.  esta semana, apareceu-me à frente da mesma forma que tem aparecido no último mês - mais bonita, mais mulher, extremamente mais cuidada e mais sensual, com um sorriso de orelha a orelha e uma pele fantástica, sempre muito bem arranjada.
ela, que sempre foi uma mulher muito bonita, mas que se tinha dedicado tanto aos filhos e ao trabalho que de vez em quando nem parecia que poderia um dia voltar a ser extremamente feliz. feliz com o homem que a trata muito bem e que gosta muito dela e que, parece-me a mim e a todos, que é muito simpático e dado às pessoas.

para ela, a minha tia do coração, um enorme beijinho e votos de um amor muuuito feliz e duradouro. porque às vezes o príncipe encantado demora mais tempo a chegar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

amo-te #1



há um ano atrás eu era só eu e tu eras só tu.
eu era apaixonada, é certo, mas continuava tão eu, tão só, tão expectante acerta do nosso futuro, daquele que poderia apenas existir e sobre o qual não havia qualquer certeza; eu era só mais uma, tão igual a tantas outras.
tu, tu foste sempre tu e há um ano atrás ainda o eras. o que sentias, não o sabia eu. o nosso possível futuro estava nas tuas mãos. tu ditavas as regras, eu seguia.
há um ano atrás, por esta altura, eu deixei de ser só eu e tu deixaste de ser só tu. e juntos, passamos a ser os dois.
faz um ano, hoje, o primeiro de todos aqueles que quero viver contigo. o mais difícil, diz quem já passou por lá, o mais longo ano de sempre, já o era. vamos agora a caminho dos dois anos.
cada dia que passamos juntos e que (sobre)vivemos um ao outro é um dia melhor, uma meta alcançada. não somos perfeito, nem eu, nem tu, mas juntos, gosto de crer que estamos mais perto do que pode ser considerado bastante positivo, uma vez que a perfeição não existe.
guardo em mim tudo o que já vivemos, tudo o que já aprendemos e tudo o que já ultrapassamos juntos.

o teu lugar no céu já existe, após um ano comigo. dá-lhe no máximo mais dez e já serás considerado VIP, por teres aturado tanto.

eu, apesar de difícil, sou perdidamente apaixonada por ti. não como era há um ano atrás. não. há um ano atrás, pouco conhecia do amor.

porque o amor, meu anjo, esse aprendi este ano que vamos conhecendo muito devagar. em cada beijo, em cada abraço; em cada vez que a paciência vai ao ar e há coragem para a recarregar; em todos os recantos de ti, de mim, e de nós, que fazemos o plural ser tão mais atraente que o singular.

nós. gosto desta palavra.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

daqueles momentos


o sol pode vir a estar dentro de mim. eu quero-o para mim. mas que não seja agora. por favor que não seja agora.

domingo, 21 de outubro de 2012

lego house

ed sheeran

juro que não é só porque o rupert está em grande também aqui.
(também é porque eu não me importaria de viver o nosso amor, numa lego house.)

sábado, 20 de outubro de 2012

fui possuída...



... como o nilton dizia no outro dia, em pleno café da manhã, também eu fui possuída pelo vírus da gripe, que me molestou por completo e me atirou para a cama, numa bela sexta feira de outubro.

sinto-me prestes a tornar-me num voldemort desta vida, eternamente sem nariz (de tanto me assoar, em vão).

para já, é só isto. bom fim de semana.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

11

o dia 29 de março de 2012, meu amor  
(o tal que não temos bem a certeza se aconteceu nesta data)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

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eles criticam por eu pensar num futuro contigo. eu não me importo. é o que eu quero. é o que nós queremos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

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sim, é verdade, tens um lugar no céu por me aturares como aturas. sim, tens uma paciência de santo. sim, é graças a isso que nós resultamos tão bem. tu és o herói da nossa relação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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eu não conheço nenhum rapaz com um cabelo tão lindo como o teu. aliás, eu não sou viciada em mais nenhum cabelo, para além do teu.

domingo, 7 de outubro de 2012

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não achas que devíamos tratar dos nossos presentes para o dia especial?

oh.



dei por mim hoje a pensar que a loja online de calçado que todo o fashion blog fala - a spartoo, portanto - tem exatamente o mesmo efeito em mim que a h&m: toda a gente parece adorar e encontrar peças lindas e fantásticas, mas eu, quando visito sozinha, nunca pouso o olhar em algo que me atraia.

sábado, 6 de outubro de 2012

6.

és o único capaz de me tirar completamente do sério. seja por boas ou más razões.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

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quando vejo casais felizes, só penso em nós os dois.

[sou capaz de ficar mais lamechas 
à medida que o tempo passa]

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

eh lá, o que eu encontrei.


é tão erótico que nem ponho aqui a imagem. digam lá, meninas, o que acham aí do rapaz ? é que eu ainda estou um pouco... sem saber bem o que dizer.

[é só para avisar que isto me veio parar às mãos enquanto procurava 
imagens para o último post]

[uma coisa que já não faço à demasiado tempo]

há gente gira. e depois há gente quente. gente quente como...


 o zac efron - meu deus, está tão crescido.


(que foi, eu só tenho 16 anos, mereço um desconto por este tipo de comportamentos)

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és a única pessoa em quem penso quando quero ficar confortável, à noite, para dormir melhor e mais rápido.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

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eu nunca vou esquecer o nosso primeira beijo.

para sempre .

no dia a seguir a fazer quatro anos, um amiga da minha mãe levou-me, com muita alegria ao apartamento dela. disse-me ela que era a minha prenda de aniversário, mas que eu só a poderia levar dali a uns tempos, porque ainda não estava completamente pronta.
eu, toda entusiasmada, e sem fazer a mínima ideia do que seria, já pulava de alegria. mal esperava  que se seguia.
quando abriu a porta percebi logo. a sala estava cheia de cachorrinhos bebés. eram imensos! ela disse-me para escolher o que eu quisesse, que era meu.
ao início e mal pus os pés dentro daquela casa, um macho bebé muito muito pequenino, começou logo a andar atrás de mim. era castanho escuro e andava sempre de volta de mim, com a cauda sempre a abanar de felicidade.
mas a minha mãe disse-me logo que não queria machos, que preferia uma fêmea e que, por isso, eu tinha de escolher outro.
só me lembro de procurar por toda a casa pela cadelinha perfeita. e de a encontrar a mamar, muito sossegada. literalmente roubei-a da mãe, peguei nela e disse: é esta! - foi amor à primeira vista.
a Tucha, assim decidimos chamar-lhe (que foi, estávamos no final dos anos noventa!) foi, desde sempre a minha compenheira. era eu quem a passeava, era eu quem lhe dava banho e quem lhe ia dar de comer. até a treinei e ensinei-a a sentar-se e a deitar à minha ordem.

mas os anos passaram e o meu tempo foi ficando cada vez menor.

a Tucha, foi envelhecendo cada vez mais e eu sabia-o. todos os dias, enquanto estudava em casa da minha avó pensava que a devia levar a passear - ela ficava sempre tão feliz quando a levava a passear, toda histérica e, na maior parte das vezes, passeava-nos mais a nós que nós a ela. mas precisava sempre de estudar e, desde o último mês, quando ela começou a mostrar verdadeiramente sinais de velhice e cansaço, nunca mais a levei a passear. não fui sequer à beira dela, não a abracei, nem deixei que me lambesse a cara toda. limitei-me a estudar.

hoje a Tucha morreu. a minha avó diz que morreu de saudades do gato com quem sempre partilhou casa, mas que, também de velhice, morreu no início do verão. eles faziam tudo juntos - incluindo dormir - e parece que foi demais para ela.
estou a conter o choro de desgosto e desilusão para comigo mesma, mas julgo que esta noite não vai haver soninho para ninguém.

honestamente, gostava de ter sido mais dona dela do que fui. ela, a minha companheira de sempre, merecia mais.

talvez um dia escreva qualquer coisa digna dos momentos que tivemos juntas, hoje não sou capaz de mais. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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eu amo-te. pronto, por hoje é só isto, eu amo-te .

insólito.



os meus pais têm um colega de trabalho que vai à caça de alheiras. sim, é isso mesmo, vai à caça ao domingo e à segundo chega ao trabalho e diz:

 - ontem fui à caça e arranjei-vos estas alheiras. são muito boas.

agora desmanchei-me toda

a maior parte das minhas amigas não pensam em ser mães.
ou, talvez pensem, mas não mostrem esse gosto de um dia, num futuro mais ou menos próximo - porque o tempo anda cada vez mais depressa - serem mães.

eu falo por mim. eu sempre quis ser mãe. nunca soube bem qual o rumo que a minha vida poderia tomar. nunca soube - e continuo sem saber - se quero ser médica, professora, escritora ou, como dizia quando era pequenina, empresária de sucesso.
apesar de estar num relacionamento sério - vamos para o nosso primeira ano, ainda este mês - dizia, apesar de estar num relacionamento sério, e de querer estar com ele sempre e para sempre, não sei o que o futuro me reserva e posso nem chegar a casar.
mas uma coisa é certa, der por onde dê, eu quero ser mãe. porque não acho que haja maior felicidade nesse mundo, do que aquela que a minha mãe sente quando me vê vencer, e me vê crescer. e eu quero sentir isso.

e, é como diz este vídeo, que todos devem ver: o trabalho mais difícil do mundo, é também o melhor trabalho do mundo.


domingo, 23 de setembro de 2012

sunday afternoon



enquanto chove cães e gatos lá fora, cá em casa chove um cheirinho a torta de laranja made by ninna. há coisas das quais me orgulho muito e este jeitinho natural para a doçaria é uma delas c:

bom resto de domingo e de semana.

domingo, 16 de setembro de 2012

conversas



prof - este ano não há restrições em relação ao lugar que vocês escolhem, nem ao parceiro.

[eu olho para o meu namorado e ele para mim, todos contentes]

prof - excepto, claro está, em alguns casos, como por exemplo em relação às pessoas com relacionamentos conjugais.

nota, só há um casal na minha turma: eu e o meu namorado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

conversas



no sofá da sala de uma das minhas melhores amigas, a falar sobre os nossos futuros carros:


ela - então fazemos assim, quando fizermos dezoito anos, eu ofereço-te o teu carro de sonho e tu ofereces-me o meu.

eu - acho que vais ter de esperar pela tua prenda... eu não tenho esse dinheiro todo, sou pobrezinha.

ela -  pronto, então não faz mal, dás-me uma camisola e eu dou-te o carro. o que interessa mesmo é a intenção, não é ? 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

emagreci um quilo!


i'm feeling like a million bucks! 

o eusébio e a reforma.



cá em portugal gostamos de recordar, às vezes até demasiado, as coisas boas que fizemos no passado. na escola, os miúdos aprendem o nome dos reis todos, com quem eram casados; aprendem que o d. afonso henriques prendeu a mãe e foi um bom rebelde, só para salvar o país. ouvem falar dos atos heroicos de d. pedro para com d. inês de castro. aprendem que o marquês reconstruiu, com um plano de louvar os céus, lisboa inteira, depois do terramoto que a destruiu. para além disso, todos os anos se celebra o 25 de abril, há uma festança do caneco e toda a gente vê a cerimónia na televisão - ou pelo menos todas as estações transmitem a cerimónia.
o mesmo se passa com o futebol, no nosso país. o sporting ainda faz parte dos três grandes, mas há uma data de anos que não ganha um campeonato - aliás, eu nem me lembro de alguma vez ter visto o sporting a ganhar um campeonato. o braga, depois de ter chegado ao topo, e ter melhores resultados do que clubes ditos importantes - sporting, mais uma vez - ainda é considerado por muitos um clube de terceira. E depois, o benfica. os benfiquistas ainda acham que o seu clube, é o melhor de portugal porque, no passado, fez coisas maravilhosas que nenhum outro clube fez. e, para além disso, o eusébio é benfiquista! há lá melhor jogador, maior lenda que o eusébio?
meus senhores, atirem-me pedras, mas sim, há. o eusébio foi o maior, em tempos. veio do nada e com muito talento chegou ao topo do mundo - pelo menos ao topo do benfica. mas não nos esqueçamos que o eusébio teve também muita sorte, como aliás teve o cr7, o figo e qualquer outro grande jogador.
mas o eusébio - isto tudo para chegar ao eusébio, , que é, provavelmente o melhor exemplod e como a reforma, para algumas pessoas, devia ser obrigatória - o eusébio está a cair de velho. o eusébio foi o maior e nunca será esquecido, e fez o delírio de todos nós no tempo em que os jogadores ainda usavam pelos nas pernas e calções curtos. mas o eusébio já não pode ver jogos de futebol sem estar ligado a uma máquina de hospital com quilos de calmantes no sangue. e pelas notícias desta semana, devia deixar de poder conduzir.
porque o eusébio foi uma lenda e talvez o seja para sempre. mas chega uma altura na vida de todos nós, em que há que perceber que outras pessoas têm de ocupar os nossos lugares.
façam-me um favor, façam-lhe um favor, façam um favor a todos nós - dêm um desconto ao eusébio e deixem-no obriguem-no a retirar-se e a fazer aquilo que todas as pessoas, de uma certa idade devem e podem estar a fazer: visitar termas, beber vinho tinto e jogar às cartas no jardim da cidade. que eu, pelo menos, já não posso mais ouvir falar no pantera negra como se ele viesse salvar o nosso país da desgraça e da imundisse em que estamos metidos e fosse a cura para o cancro e, apenas com um estalar de dedos, acabasse com a fome no mundo.



.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

do meu pequeno herói



eu e o meu irmão fomos habituados, desde muito cedo, a passar muito tempo com os nossos avós. nunca frequntámos atl's, nem infantários, nem centros de estudo. até irmos para a pré-primária passávamos o dia na avó materna e, quando os meus pais acabavam o trabalho iam buscar-nos. eu cheguei até a viver, durante oito anos, no mesmo terreno que os meus avós paternos, que ainda trabalhavam, na altura. e portanto os avós, os quatro sempre foram parte da nossa vida.
ora, hoje em dia, ainda passamos muito tempo com eles. eu, cada vez menos, porque quando há escola passo cada vez mais tempo lá e quando não há, ando sempre para trás e para a frente, ora com as amigas, ora com o namorado. mas ele continua e adora continuar por lá.
ontem ele fez uma coisa fantástica.
já não é a primeira vez que os meus avós vêm a sua casa inundada por causa de um tanque que têm na lavandaria e que, de vez em quando, se lembra de abrir a água só porque  sim - nunca percebemos porquê. normalmente é durante a noite e os meus avós só se apercebem de manhã, quando põem os pés no chão e ficam com a água pelos tornozelos.
ontem, durante a tarde, quando o meu irmão estava a ver televisão na sala, aconteceu a mesma coisa. a torneira do tanque começou, do nada, a deitar água. o meu irmão só se apercebeu - porque adora o volume da televisão quase em modo discoteca - quando o tanque estava quase cheio. a minha avó tinha ido ao padeiro.
nervoso, coitadinho, teve a frieza de tirar todos os aparelhos eletrónicos do chão, antes de ir chamar a minha avó, muito preocupado.

quando chegaram, a água estava a começar a inundar a lavandaria.

e nada me tira da cabeça que ele, quando crescer, pode vir a ser um homem de grandes responsabilidades, que vai conseguir lidar sempre com o assunto de cabeça fria.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

goals



já defini os meus objetivos e já comecei a minha alimentação mais regrada. hoje, fiz uma caminhada de uma hora e meia, em passo acelerado - o quanto eu adoro fazer isto, por volta das sete da tarde. Para além disso, acabei agora de fazer exercícios de yoga - e estou a fazer tudo  pela internet, não sei até que ponto é que isto vai dar resultado, mas não me quero inscrever em nenhum ginásio e portanto tenho de me dedicar às coisas assim.

a pouco e pouco quero iniciar um ritual de corrida, duas vezes por semana, continuando a caminhar outras duas vezes por semana e quero ver se me inscrevo na natação para fazer um treino semanal. e assim se consegue um treino cardio regular e diversificado. vamos lá a ver como é que isto corre - literalmente.

wish me luck :D

domingo, 2 de setembro de 2012

conversas



eu - então já foste buscar os livros para a escola, foi ?
ele - sim, acabei agora de os ir buscar. mas só quando chegar a casa é que vou cheirar o livro de química.

isto tudo porque, eu juro, meus senhores, o meu livro de química tem o pior cheiro de sempre!

eu vou mas é fazer dieta e mexer-me mais - porque o que eu quero, é ser boazona



e deixo isto aqui escrito porque assim aprendo a ter vergonha na cara e a fazer as coisas às quais me comprometo.
pronto, meus senhores e minhas senhoras, é só isto. podem ir dormir à vontade agora, que setembro é sempre - pelo menos para mim - mês de mudança.

alguém se junta a mim? eu vou dando notícias.

sábado, 1 de setembro de 2012

setembro



eu já tenho os livros e, daqui a uma semana vou comprar o material. é o 11º ano e o penúltimo ano antes da faculdade.

eu não quero que comecem as aulas. eu não quero ter exames! socorro, levem-me de volta ao dia 16 de junho e ao início das férias de verão, por favooooor :(

(pronto, isto vai acabar por passar...)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

o amor e a decoração

quando estamos apaixonados há coisas para as quais começamos a olhar com novos olhos, só porque a pessoa amada nos mostrou que eram do seu agrado.
pelo menos comigo e com o meu namorado é assim.
passo a explicar - eu não gosto de tudo o que ele gosta (pobrezinho, às vezes acho que sofre um bocadinho, exatamente por eu não gostar sempre das mesmas coisas que ele e por ter de levar sempre a minha avante). mas desde que começamos a namorar e adquirimos algumas rotinas que, pelo menos eu, vejo algumas coisas sobre outra perspetiva.


por exemplo, na nossa primeira ida ao ikea (ou à ikea, tanto faz), ele confessou-me que quando tivesse uma casa sua, não queria que o seu quarto tivesse mesinhas de cabeceira. ora eu, que toda a minha vida dormi numa cama tipo estúdio, ou seja, nunca tive mesinha de cabeceira sei bem a falta que se pode sentir de uma - especialmente quando se quer ler à noite, sem acender o candeeiro de teto do quarto, ou quando se recebe uma chamada às seis da manhã e se tem de levantar da cama para enfrentar o frio do inverno só para atender o telefone. decidida, disse-lhe logo que essa era uma ideia ridícula. que nenhum quarto de casal fica completo sem mesinhas de cabeceira, que faz falta e tudo e tudo.

então, ele acompanhou-me até um dos quartos em exposição no ikea de matosinhos e mostrou-se as maravilhas das cabeceiras com arrumação.

e não é que hoje, passados nem sei eu quantos meses, só sonho com uma casa à beira rio, nós os dois e uma cabeceira de cama como estas?

e a culpa, a culpa é toda do [meu] amor 


ando às voltas; a cabeça cheia de tudo, vaga de nada.
é sempre assim, quando o verão está acabar. sempre assim desde o momento em que tomei a primeira grande decisão da minha vida. o medo, as incertezas, as perguntas, uma e outra vez, será que vou falhar, desta vez? , será que não vou saber fazer as coisas, como as fazia antes?, será que vou desiludir alguém, talvez, a mim mesma ?.
a sensação de calma e de dever cumprido só chega quando o ano acaba e percebo que não correu nada mal. que até foi bastante bom. que se calhar até poderia começar a confiar naquilo que sou e nas capacidades que tenho.
 para já, para já, está o medo. de não conciliar tudo: amigos, namorado, escola, família e diversão. de não chegar onde quero e preciso de chegar. e, de vez em quando, muito de mansinho, de não ter feito a escolha certa - ainda hoje, de não ter seguido as palavras.

de qualquer maneira as palavras seguem-me sempre. mesmo quando não as mereço. e isso já é um alívio.