quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

fica a dica.



na segunda feira à tarde a sic vai transmitir em suposta estreia televisiva, o rei leão. quando vi o anúncio surgiram imediatamente milhões de perguntas à minha cabeça - por exemplo, se era por o fim do mundo estar a chegar, que eles se tinham lembrado de deixar para lá o sozinho em casa e se tinham começado a pensar que se calhar a televisão nacional também merece boas sessões de cinema. enfim. de qualquer das formas fica a dica, o melhor filme de animação de todos os tempos, no dia 24, na sic .

das últimas prendas de natal

este ano o meu orçamento para prendas não existiu. é tudo uma pobreza, o meu pai recusou-se a dar-me emprego remunerado - porque eu lhe exijo 5€ à hora. e para além do mais, não quis pedir muito dinheiro aos meus pais para comprar presentes para o pessoal. só pedi mesmo o essencial e trouxe a minha mãe comigo para aprovar orçamento.
depois de ter comprado a prenda do meu namorado - a qual vos poderia descrever e até mesmo mostrar, não fosse o malandro passar a vida aqui metido a ler o que escrevo - e ter ajudado a minha mãe na escolha das prendas para a família; depois de ter até comprado uma carrada de livros para mim, com um cheque da fnac que ganhei num concurso da minha escola, (tenho de vos mostrar os desenhos animados que fiz, agora que o concurso acabou posso divulgars aquela maravilhosa obra de arte) e na wook, que no dia 12 fez um desconto de doze euros em encomendas acima de trinta; só faltava o presente para a pessoa mais especial na minha vida - a minha querida mãe.
hoje, foi o dia. combinei tudo com o meu pai. fui à natura e comprei-lhe a mala, aquela à qual ela tantos olhinhos fez, enquanto comprávamos os presentes para as minhas tias.
carteira de malha natura, 26€

confesso que para mim a mala roça um bocado em tieza e fufura a mais, mas ela desde que chegou aos trinta e cinco anos é assim mesmo, um bocado mais tia e um bocado mais fofa do que havia sido até então. é a minha mãe e quase cinco anos volvidos desde o seu salto do ipiranga, até já nos habituamos e quase abraçamos esse seu lado mais adulto com todas as nossas forças e todos os dias.
de qualquer forma...
não é que ela tem ralhado comigo o dia todo? anda impossível, a chatear-me, que não pus os pés em casa, e que não lhe ligo nenhum, e que não honro os meus compromissos e que ainda não me disseste o que andas a tramar com o teu pai.

e eu suspiro, pronto. que quando ela está assim é melhor nem levantar os olhos para a encarar, que o mundo tende a vir abaixo - e só estou pronta para que isso aconteça amanhã. 



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

da maternidade



ultimamente tenho lido por essa blogosfera fora, muita coisa acerca da maternidade - ora a dizer suuuuper bem, ora a dizer suuuuper mal. e só porque também sou mulher - embora ainda uma mulher pequenina - e porque tenho opiniões próprias, decidi debater comigo mesma e com vocês este tema.
desde muito miúda que quero ser mãe. nunca soube ao certo que profissão queria ter, nunca soube ao certo se me queria casar ou não, se queria ter uma casa grande ou uma pequena, ou se queria ou não ter um animal de estimação, ou um jardim cheio de plantas. mas desde miúda que sei que quero ser mãe; e não muito tarde.
a realidade é que os tempos estão fracos e as taxas de natalidade mostram isso mesmo. está mau para se ter bebés. as pessoas habituaram-se a um nível de vida muito bom e por vezes, ceder nas férias ou nas compras do mês, ou mesmo na companhia do marido para se ter um filho é chato. eu imagino que seja uma grande reviravolta na vida de um casal. e acredito mesmo que o tempo esteja mal para se ter filhos, às vezes não há dinheiro nem para se pôr comidinha todos os dias na mesa. mas não me acredito - e corrijam-me se estiver enganada, por amor de deus - não consigo acreditar que seja por falta de dinheiro que este pessoal não tem filhos.
uma coisa é estar desempregada, o marido estar desempregado, andar para aí a pedir e dizer que não se tem dinheiro para se ter filhos. porque aí as pessoas não têm mesmo dinheiro para ter filhos. outra coisa é ter uma casa, ter comida para pôr na mesa, ter dinheiro para se ter internet e televisão por cabo, dinheiro para gastar em roupa, para gastar em todos os produtos para o cão e para o gato e para o periquito e para a iguana e ainda fazer uma ou duas viagens ao estrangeiro por ano e dizer que não se tem dinheiro para filhos. porque é que não se diz logo que não se quer ter filhos? que é chato perder noites de sono? e deixar de comprar carteiras prada? e talvez, sei lá, deixar os saltos altos e os sutiãs copa c e as maminhas duras de jovem adolescente?  porque é que não se diz logo que as crianças são muito muito lindas - mas no colo dos outros?
antigamente não se tinha dinheiro nem para comprar uma sardinha para cada um dos membros da família, e tinha-se nove e dez filhos. hoje, não se tem nenhum filho, e compra-se dez sardinhas para cada um dos membros do casal.
não estou aqui a dizer que as pessoas são obrigadas a ter filhos. isso tem a ver com os ideais de cada um. só gostava de deixar de ouvir desculpas e começar a ouvir verdades.

o que é que vocês acham?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



não cheguei a contar-vos, mas o meu tio que monta sistemas de vigilância nos shoppings e hipermercados que todos conhecemos, caiu há duas semanas de uma altura de quatro metros, enquanto trabalhava num novo hipermercado.
não só caiu, como caiu em hora de expediente - o hipermercado estava aberto, já - e caiu à beira de uma menina de caixa que estava grávida e a atender uma enfermeira, pelos vistos.
essa, diria eu, foi a maior sorte dele. caiu e a enfermeira tratou logo de o imobilizar, de fazer com que o danos fosses o menos graves possível.
só partiu um pulso. hematomas? nem vê-los. anda de braço ao peito e está impedido de trabalhar por dois meses.
amanhã vou lá para casa dar-lhe mimos, que ele bem merece.

domingo, 16 de dezembro de 2012

vamos cortar esta tarde da minha vida, sim?

eu não me acredito que a minha mãe me obrigou a gastar dez euros do meu saldo para ligar ao longo da tarde para o programa da tvi - uma vez que eles estavam a oferecer 50.000€ - e ganhou uma senhora qualquer de águas santas. eu de facto às vezes sou muito bambi.

oh ♥


o natal e o fim do mundo.



o mundo acaba dia 21 e eu vou estar a enfardar-me de pizza no cais de gaia com o pessoal da minha turma, para celebrar o natal. sim, é verdade, vamos à pizzahut celebrar o natal no último dia das nossas vidas. mas somos felizes, a sério.

sábado, 15 de dezembro de 2012


"As palavras são minhas, de mais ninguém! Eu sou dona delas e não tenho que dar justificações de nada que esteja relacionado com elas, seja a quem for. Eu escrevo sobre o que quero e me apetece; quando quero e quando sei que vai ser produtivo. Não gosto de ser interrompida, não gosto de dizer nada, não gosto de ouvir música, quando o faço, nem de ouvir vozes, sequer. Fico feliz – só assim fico feliz – se ouvir o bater das teclas, ou o deslizar da caneta e talvez a chuva a cair lá fora ou o vento a soprar bem alto.
Tudo o que estiver fora disso apaga a minha mente e impede que escreva. Enerva-me e impede que escreva
 Mata-me, porque impede que escreva."
                                           nj.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

a crise

audrey hepburn


está a dar agora uma reportagem na rtp que mostra como cada vez mais crianças portuguesas têm apenas uma refeição quente por dia: a que comem na escola. os pais, que antes até tinham uma vida boa, que até ganhavam bem, acabaram por ficar desempregados. a sua vida desmorona, e com as contas para pagar, por vezes deixa de haver dinheiro para dar de comer aos próprios filhos.

não imagino a angústia de um pai que não pode alimentar o filho. um pai que, neste natal, não tem dinheiro para lhe dar a prenda que tanto quer.

mas ainda há coisas que não me entram na cabeça. como é que ainda se deita comida fora? como é que ainda se desperdiça água? e porque é que, cada vez mais, se serve má e pouca comida nas cantinas escolares?

o mundo está às avessas e as pessoa ainda não se habituaram à situação. todos os dias ouço a palavra crise, mas na maior parte das vezes não consigo compreender sequer como é que as pessoas se podem queixar. como é que as pessoas se podem queixar das muitas horas de trabalho quando ainda têm emprego? como é que se podem queixar da falta de dinheiro quando ainda podem se dar ao luxo de deitar comida fora? como se podem queixar que a vida vai mal, quando ainda têm a família toda junta, dentro do calor da casa, enquanto outros saem todos os dias em busca de roupa e conforto no contentor de lixo mais próximo, enquanto os maridos ou mulheres vão para fora trabalhar para sustentar a família?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

" ... "



"o que preciso é do dente-de-leão na primavera. o amarelo vivo que simboliza o renascimento e não destruição. a promessa de que a vida pode continuar, por piores que tenham sido as nossas perdas. que pode voltar a ser boa. e só o peeta é capaz de me dar isso.

por isso, mais tarde, quando ele murmura: - tu amas-me. verdade ou mentira?

eu respondo: - verdade."

a revolta, de suzanne collins

os jogos da fome - a revolta.

acabei hoje de ler a saga os jogos da fome. o último livro, a revolta, deixou-me quase que desolada. às vezes os autores têm este tipo de ideias, sabe-se lá de onde as vão tirar, e deixam o leitor prender-se de forma cega a um ou dois personagens.
depois, fazem exatamente o que podem fazer, utilizam todo o seu poder sobre os personagens e sobre nós, e tiram a vida a inocentes.
estou de luto, hoje. porque há coisas que não me cabem na cabeça e uma delas é a morte de inocentes.

e antes que digam que eu sou louca e já não distingo a realidade da ficção, deixem-me que vos lembre que só estou de luto, porque tenho noção que, em situações como esta que a saga retrata, tudo o que vem à rede é peixe - e inocentes, morrem mais do que culpados.


domingo, 2 de dezembro de 2012

[...]

quantas vezes já tivemos tudo, e ainda assim sentimos que havia qualquer coisa mais para querer ? 

do sushi



hoje fui pela segunda vez na minha vida ao restaurante japonês. senti como se estivesse no início do século vinte e fosse o pessoa a provar coca-cola pela primeira vez - primeiro estranha-se depois entranha-se.

e pensar que tinha ficado com tão má impressão da primeira vez que lá tinha ido, provar o famoso sushi. acho que até estou um bocadinho envergonhada por ter andado aí dois anos ou três a dizer mal da gastronomia japonesa a toda a gente que me falava dela.

quem mais aqui adora sushi ponha a mão no ar (:

sábado, 1 de dezembro de 2012

hunger games, o livro [ou as saudades que eu tinha de dias passados a ler e de noites passadas a pensar em livros]



hoje acabei de ler o primeiro livro da trilogia the hunger games. já havia visto o filme, e já o achava muito bem feito, mesmo de prender ao ecrã. mas nunca tinha pensado que o livro fosse tão bem escrito.
quando comecei a ler ocorreu-me automaticamente que, apesar de captar a atenção desde o início, a autora não era extremamente dotada, em termos de utilização de recursos de estilo. não é uma escrita extremamente rica, não é uma obra de arte do ponto de vista das palavras. mas é, sem dúvida, um pedacinho de céu no que toca à quantidade de adrenalina, suspense e romance, desta obra.
esta é a melhor qualidade da autora, a meu ver
comecei por ler apenas dois capítulos por dia, porque não tinha tempo para ler mais. mesmo assim, já acabava por ler mais que isso e ir dormir fora de horas.
hoje, no entanto, desde que me levantei não descansei até que acabei o livro. devorei este hunger games como já não devorava nenhum livro há muito tempo, sempre com desculpas que não tinha tempo, nem paciência - mas tendo noção que nenhum livro me prendia assim praticamente desde que entrei para o secundário.

agora, espero ansiosamente por segunda feira, quando uma amiga me vai emprestar o segundo livro. é engraçado como estamos sempre à espera que um livro acabe da melhor maneira. ou, pelo menos, que acabe. este, no entanto, não acaba. fica suspenso, deixando espaço a todas as possibilidades de continuação que a autora desejasse.

é claro que, infelizmente, não me contive, portei-me mal, e já fui a wikipedia espreitar os spoilers. o segundo livro desenrola-se exatamente da maneira como eu desejava e estava à espera que acontecesse. mas isso depois fica para outro post.

para já, fiquem com isto na vossa cabeça: se já leram o livro e ainda não viram o filme, não sei do que estão à espera. se já viram o filme e ainda não leram o livro, não esperem mais. corram já para um lado qualquer onde o possam ler. acreditem, se forem fãs de leituras cativantes, não se vão arrepender.

sábado, 17 de novembro de 2012

amanhecer parte II



fui, num ato de pura loucura e espontaneidade, ontem à noite, assistir ao filme amanhecer, parte II, da saga twilight. para mim, este é o melhor filme da saga. acho que jogaram melhor que nunca com as cores, com os flashbacks, com os efeitos, com a música, com tudo. a kristen nunca esteve tão bonita em nenhum outro filme e o pattinson nunca esteve tão charmoso. a miúda que faz de renesmee é absolutamente deslumbrante! e para além de tudo assisti à cena de guerra mais poderosa da minha vida toda. foi mesmo muito boa, fiquei mesmo agarrada ao ecrã.

quando ouvi nas notícias o robert pattinson a dizer que acreditava que este filme fazia justiça ao público e à história de stephanie meyer, pensei que fosse um monte de balelas. afinal, ele estava correto. eu adorei. aconselho todos que tenham visto a série a ver e até quem nunca se interessou. fui com uma amiga minha que entrou no cinema a dizer que nunca tinha visto nenhum filme da saga e nem sabia a história e saí de lá com ela a dizer que ia "comprar" os filmes todos, para ver. 

domingo, 4 de novembro de 2012

girl on fire

alicia keys

eu, que não sou grande fã da alicia, adorei esta música. empowering women forever! 

sábado, 3 de novembro de 2012

das mulheres com fama

quando era mais nova tinha uma amiga de quem gostava muito e que conhecia desde sempre, que era a miúda mais simples deste mundo e do outro. era assim até meia parecida comigo na altura - ou eu com ela. éramos mesmo muito amigas até ao dia em que eu e o rapaz de quem ela gostava nos envolvemos. 
a partir desse dia, não só fez questão de acabar com qualquer tipo de amizade que mantínhamos, como também fez questão de me fazer a vida negra, denegrindo por completo a minha imagem e espalhando por todos os que consegui espalhar, que eu era a maior rameira deste mundo e do outro.
entretanto o tempo foi passando, ela mudou de escola e hoje, uma das raparigas mais simples que eu conhecia, uma das mais simpáticas e divertidas, é uma barbie . das foleiras.
ela é calções curtos e nádegas de fora em pleno inverno. ela é unhas de meio metro. ela é saltos na escola. ela é base até mais não. ela é compras todas as semanas. ela é sexo, sexo, sexo - a miúda só fala de sexo. ela é tudo imagem e vazio por dentro. e ela é miúda de fama. e não falo de uma boa fama. falo do tipo de fama que tem um autocarro da stcp - fama de quem já tem muita rodagem.

não compreendo porque é que algumas mulheres fazem isto a elas mesmas. eu também gosto de comprar roupa nova, eu também gosto de maquilhagem e de pintar as unhas e de namorar muito. mas não seria capaz de rebaixar a minha imagem desta forma. não seria capaz de me desrespeitar, ou desrespeitar os meus pais desta forma. eu não seria capaz de denegrir desta forma a imagem das mulheres em geral e a forma como nós somos vistas. é uma pena que ainda haja mulheres que o façam, como se nada fosse.

tenho pena das pessoas assim e agradeço todos os dias por nos termos afastado. do que será a vida dela daqui par a frente eu não sei, mas não prevejo grande futuro. e é uma pena. a miúda tinha um jeito natural para História, que era uma coisa maluca. 



bond. james bond

daniel craig em "007 skyfall"

é interessante, mas nunca me identifiquei com nenhum dos filmes do famoso agente secreto 007. no entanto, agora, cada vez que ouço a nova música da adele, só me apetece gastar dez euros dos meus pais e ir ver o filme ao cinema mais próximo.
(ainda por cima porque o javier barden faz de mau, no filme. miauuuu! - que é, gosto do javiar barden, não posso?)

quando a felicidade alheia se torna a minha também

brad pitt e angelina jolie em "mr and mrs smith"


a minha família não é muito grande. nunca o foi. o meu pai não tem irmãos e a minha mãe, apesar de ter dois, e eles terem casado e serem muito felizes, ainda não nos presentearam com nenhum rebento. somos muito unidos, como não me lembro de conhecer nenhuma família, mas não somos muitos.
o interessante é que tenho imensa gente a quem chamo de tio ou tia, mas que não têm qualquer tipo de consanguinidade comigo. são amigos dos meus pais, que, na altura em que eu nasci nem sequer pensavam constituir família, porque eram todos muito novos, mas que me acolheram sempre como sendo sobrinha deles. e que sempre foram imensamente importantes para mim e para a minha educação.
uma dessas pessoas, é a melhor amiga da minha mãe. é minha tia e com o maior dos orgulhos. e tem dois filhos que são meus primos e de quem eu gosto imenso.
a minha tia divorciou-se há cinco anos do marido dela - o qual eu ainda tenho como meu tio, porque a relação deles apesar de tudo ainda é de amizade. depois do divórcio, dedicou-se por completo aos filhos e ao trabalho dela, abraçando cada uma das suas funções com todo o seu poder e esquecendo um bocadinho que também era mulher e merecia ser amada.
esta semana, apresentou-me o namorado dela.  esta semana, apareceu-me à frente da mesma forma que tem aparecido no último mês - mais bonita, mais mulher, extremamente mais cuidada e mais sensual, com um sorriso de orelha a orelha e uma pele fantástica, sempre muito bem arranjada.
ela, que sempre foi uma mulher muito bonita, mas que se tinha dedicado tanto aos filhos e ao trabalho que de vez em quando nem parecia que poderia um dia voltar a ser extremamente feliz. feliz com o homem que a trata muito bem e que gosta muito dela e que, parece-me a mim e a todos, que é muito simpático e dado às pessoas.

para ela, a minha tia do coração, um enorme beijinho e votos de um amor muuuito feliz e duradouro. porque às vezes o príncipe encantado demora mais tempo a chegar.