quarta-feira, 8 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
eles escrevem merecer com ç. eles escrevem "passas-te de ano?" em vez de "passaste de ano?". põem uma virgula entre o sujeito e o predicado, assim: "ele, comia muito". nunca leram um livro completo e, os que leram não conhecem uma obra de Pessoa, ou Florbela Espanca e não sabem sequer que miguel sousa tavares é filho da grande Sophia. acham que a disciplina de português, no secundário, só devia existir para quem frequenta humanidades, porque os outros não precisam de saber contar sílabas métricas. desconhecem o significado de palavras tão banais como "soberbo" ou "suprimir". nunca ouviram falar em advérbios. dizem "prontos" em vez de "pronto". e acham que a palavra "amante" só tem conotação negativa.
assim são milhares de jovens dos dias de hoje. gente da minha geração que me atira à cara que estou certamente no curso errado porque, para eles, escrevo muito bem e falo com demasiada eloquência - "eloquência", aí está outra palavra cujo significado desconhecem - para ser aluna de ciências.
gente que tem à sua disposição todos os meios e mais alguns para fazer boa figura em qualquer circunstância mas que, em vez de se preocupar minimamente em obter um pouco de literacia de qualquer forma, prefere a moda e o swag, que hoje em dia são quase a mesma coisa. são todos senhores e senhoras de grande cultura musical e até científica. sabem tudo sobre a saúde e têm relações sexuais protegidas. deixaram de fumar e já poucas drogas pesadas consomem. saem à noite e voltam de manhã. e têm vidas sociais super preenchidas.
são a chamada socialite juvenil.
e depois vão-me para o facebook escrever "mereçias uma chapada!", "passas-te de ano? eu passei!", "o joão, comia muito. agora é very fat", "quem me dera que alguém te trouce-se de volta" (este foi o pior de sempre) ou até mesmo "prontos, agora é que me fud***-te (sim, com u e -te).
valha-nos deus. nem o palavrão sabem escrevem.
assim são milhares de jovens dos dias de hoje. gente da minha geração que me atira à cara que estou certamente no curso errado porque, para eles, escrevo muito bem e falo com demasiada eloquência - "eloquência", aí está outra palavra cujo significado desconhecem - para ser aluna de ciências.
gente que tem à sua disposição todos os meios e mais alguns para fazer boa figura em qualquer circunstância mas que, em vez de se preocupar minimamente em obter um pouco de literacia de qualquer forma, prefere a moda e o swag, que hoje em dia são quase a mesma coisa. são todos senhores e senhoras de grande cultura musical e até científica. sabem tudo sobre a saúde e têm relações sexuais protegidas. deixaram de fumar e já poucas drogas pesadas consomem. saem à noite e voltam de manhã. e têm vidas sociais super preenchidas.
são a chamada socialite juvenil.
e depois vão-me para o facebook escrever "mereçias uma chapada!", "passas-te de ano? eu passei!", "o joão, comia muito. agora é very fat", "quem me dera que alguém te trouce-se de volta" (este foi o pior de sempre) ou até mesmo "prontos, agora é que me fud***-te (sim, com u e -te).
valha-nos deus. nem o palavrão sabem escrevem.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
tinha um texto gigantesco para postar aqui sobre a falta de respeito que algumas raparigas têm por si mesmas. elas mostram o rabinho, elas mostram as maminhas, elas falam de tudo, e vai-se a ver e são tão ocas, mas tão ocas, que mete pena.
chamem-me o que quiserem - atirem-me pedras - mas acho que mulheres que não se dão ao respeito, não deveriam ser chamadas mulheres. essas são, na minha opinião, simplesmente as outras. as que não deixam marcas, depois. as que são produto de meia dúzia de marcas de cosméticos e roupa. e, com tanta imagem, acabam por estragar a imagem do nosso género.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
se não sabes fazer bem, faz mal. mas faz na mesma.
isto é uma boa máxima, mas não é para levar sempre assim tão à risca. dar um erro ortográfico de vez em quando não faz mal. mas não vamos exagerar.
vi agora num blogue que sigo uma frase com 3 erros ortográficos. seguidos. até mete dó .
já dizia o boss ac, a "inveja é um sentimento muito feio" .
fui sempre, honestamente e mesmo em miúda, muito pouco invejosa daquilo que os outros tinham. nunca quis saber se eram ricos e eu não, se tinham melhor roupa que eu, ou mais brinquedos. não tinha, nem tenho, sequer cabeça para pensar nisso, na inveja. há outros sentimentos que desejo mais e que me preenchem melhor. e, bem, acredito que qualquer pessoa que experiencie esta emoção não o faça por querer, mas mesmo assim, tento afastar-me deste tipo de nergias negativas - sou muito zen, portanto - o máximo que posso.
é claro que já vi o seu fogo preencher outros. de modo quase cego, fazem tudo o que podem para deitar abaixo o objeto de inveja, quando por ela se vêm obstruidos. é triste, na minha opinião, mas, como disse, tento dar sempre o benefício da dúvida; afinal não somos perfeitos, nenhum de nós; nem eu mesma .
acontece que, fico grata por nunca ter julgado quem se viu movido pela inveja. porque, tal como aos outros, também mais tarde na minha vida, e há muito pouco tempo, acabei por experienciar o mesmo tipo de sensação. não vos sei dizer a cor da inveja - talvez verde, talvez não - mas houve hoje e já em outras ocasiões, um laivo de sua graça que me invadiu o espírito e me fez ver coisas feias. coisas que, sinceramente, não gosto de visualizar e que me relembram sempre os malvados do desenhos animados, como aquele d'os incríveis - no mínimo, ridículo!
e o motivo é sempre o mesmo. não a roupa, não o dinheiro, não a beleza ou o sucesso escolar - são triunfos pessoais que me passam ao lado - mas o sucesso, no mundo que mais quero e mais
não devia sentir-me assim, com o que os outros alcançam com suor, esforço e muito, muito desgaste mental. é feio e deixa-me triste comigo mesma. mas não consigo evitar. quando o assunto é o meu maior sonho, é-me difícil evitar. e logo a inveja, que é um "sentimento muito feio".
ainda estou viva [só estou mesmo em modo férias]
eu sei que ando completamente desaparecia há uns tempos, mas acreditem, não vos esqueci! continuo por cá e continuo a ver os vossos blogues, mas não tenho tido tempo (nem paciência, confesso) para escrever ou comentar o que fosse. acho que entrei agora, passado quase mês e meio, em modo férias e modo verão e, como tal, só me apetece namoro, descanso e praia ou piscina.
mas, tudo isto valeu a pena. hoje, gente, passados 16 anos e uns meses daquele dia em que eu nasci e nadei bem pela última vez, APRENDI A NADAR!
bem, sou super tosca, às vezes dou trinta braçadas e fico no mesmo sítio, mas já é um começo. fiquem todos felizes por mim porque, acreditem, eu não podia estar mais feliiiiiz ;D
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
you and i
nós os dois lutámos e vencemos. sonhamos e um dia lá chegaremos. porque cada vez que passamos assim, um dia juntos - chamem-me tola - as certezas aumentam a olhos vistos.
domingo, 8 de julho de 2012
domingo à noite na tv portuguesa
qual ídolos, qual carapuça ? a tvi vale toda a pena só pelo ff a cantar. isto que ele acabou de fazer fez com que eu perdesse o queixo, quando ele caiu com tamanha força e rebolou pelas escadas abaixo.
deus, alguém dê uma carreira DECENTE a este homem, que este homem faz QUALQUER COISA com aquela voz!
deus, alguém dê uma carreira DECENTE a este homem, que este homem faz QUALQUER COISA com aquela voz!
sexta-feira, 6 de julho de 2012
fico gaga cada vez que olho para a foto
lady gaga para vanity fair, janeiro de 2012
esta mulher tem uma forma muito especial de fazer ver a sua arte, mas não deixa por isso de ter valor . e eu acho esta foto, sem maquilhagens malucas, nem vestidos de bife, nem adereços demasiado berrantes muito, muito bonita: assim, simples, natural, como no fundo, no fundo, somos todos .
até ela.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
happiness
há coisas que nos dizem que são capazes de nos transportar para outras dimensões. hoje disseram-me uma coisa que me deixou simplesmente feliz.
- nunca te estragues, que vale a pena ser assim !
são estas pequenas coisas que às vezes nos fazem perceber que, se calhar, há mais em nós do que pensamos.
e vocês, quais são as coisas que vos podem dizer para vos deixar derretidos ?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
sunshine
uma amiga da minha mãe está gravida
eu ainda não descobri nada decente para ler
o meu namorado ainda não desistiu de me ensinar a nadar
(sim, eu não sei nadar)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
hoje apaixonei-me
por um bem material que neste momento não posso pagar.
juro que tenho de ir a búzios antes de morrer!
terça-feira, 26 de junho de 2012
♥
o amor afinal tem cara.
tem cara de homem. três ou quatro dedos de testa. olhos castanhos e brilhantes, tão bem desenhados e delimitados por pestanas longas. tem bochechas elásticas e uma pele muita clara. e sorri para mim e para quem quiser ver, num sorriso tão aberto e tão honesto que me desarma e me deixa desprotegida ao sabor do vento e dos seus beijos.
tem também um corpo, o amor.
meticulosamente desenhado, cada pormenor pensado até mais não, até à exaustão do mais talentoso escultor. ombros mais largos que tudo o resto. torço perfeito, de tal forma perfeito que apetece dar mordidelas ao de leve, como quem não quer a coisa. costas de deus. ai, as costas do amor, do meu amor; e os seus braços e a forma como tudo fica mais tonificado, como tudo salta à vista quando está dentro de água e se move como um peixe - como um verdadeiro peixe, ou um cisne.
e o amor...
o amor tem vida - é vida. é beijos molhados, é abraços apertados e uma felicidade tão grande e tão feroz que nos consome aos dois e nos deixa exaustos, caídos nos braços um do outro; a respiração ofegante, o suor na sua testa. a persiana e a porta entreabertas. e as cócegas. e os sonhos em comum.
teve luta, tem luta.
e o amor é luta.
e o amor é ele.
sou eu.
e somos nós. há um ano e sete meses, para sermos francos. há oito meses para sermos exatos.
amo-te .
8
estive a pensar em voltar a celebrar este dia daqui a oito anos.
e sabes o que vai acontecer aos oito anos, não sabes?
segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
l'il red riding hood
amanda seyfried (original de sam the sham and the pharahaos)
little red riding hood
i don't think little big girls should
go walking in these spooky old woods alone
what big eyes you have,
the kind of eyes that drive wolves mad.
so just to see that you don't get chased
i think i ought to walk with you for a ways
what full lips you have.
they're sure to lure someone bad.
so until you get to grandma's place
i think you ought to walk with me and be safe
i don't think little big girls should
go walking in these spooky old woods alone
what big eyes you have,
the kind of eyes that drive wolves mad.
so just to see that you don't get chased
i think i ought to walk with you for a ways
what full lips you have.
they're sure to lure someone bad.
so until you get to grandma's place
i think you ought to walk with me and be safe
isto é tão eu. a sério.
∞
tu e eu deitados na mesma cama, às cinco da tarde; tu respiras tão alto, que eu acordo e, para não te incomodar, afasto-me de ti - mas só o tronco, porque te quero o mais próximo possível. também tu assim o desejas e pões-te, literalmente, em cima de mim.
há coisas que nem o amor explica.
a forma como te amo e adoro a tua respiração alta e o teu peso sobre mim, quase a matar-me por asfixia são algumas delas.
há coisas que nem o amor explica.
a forma como te amo e adoro a tua respiração alta e o teu peso sobre mim, quase a matar-me por asfixia são algumas delas.
e o que torna a coisa mais ridícula é que eu desejo isso.
todos os dias da minha vida.
todos os dias da minha vida.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
educação física vai (mesmo) deixar de contar para a média de acesso ao ensino superior
eu concordo. honestamente, sem medos que me atirem pedras ou flechas ou o que quer que seja, eu concordo com a medida.
e sabem porquê?
sim, é verdade que não sou boa aluna a educação física. sou péssima, na verdade. corro pouco (e mal) - embora tenha melhorado muito, com a ajuda de uma amiga minha e do meu namorado, todos atletas. falho serviços em badminton. tenho dificuldades em bloquear remates. não sei fazer a cambalhota para trás. nem o pino. nem a roda. nem outros cinco milhões de movimentos, seja de que desporto ou modalidade se esteja a falar. sou péssima.
mas sou ótima ao resto. o que, em balanço, faz com que o meu 13 merecido a educação física seja, em termos práticos, um 17. porque o conselho de turma obriga os professores de educação física a subir a nota da sua disciplina aos alunos que vão ver a sua média descer bastante devido à sua fraca destreza.
e está toda a gente a dizer que é muito injusto educação física ser retirada da média, e o único argumento que dão é que é injusto, porque assim a média desce.
mas enquanto a nota contava, diziam que era injusto, porque eu mereço muuuito mais que os outros e os outros têm quase igual a mim.
sabem porque é que essa nota contar para a média é injusto, na minha humilde opinião? porque eu, que vejo a minha nota subida em quatro valores, acho isso mesmo injusto. só porque sou boa ao resto, sobem-me esta nota e praticam um mau ensino.
mas digo-vos que se contasse para a média de acesso ao ensino superior e eu não entrasse em medicina, por exemplo, porque a nota de educação física, dada justa, me tinha impedido de aceder, por não sei quantas décimas, isso sim, gente, isso seria injusto. porque, para ser médica, não preciso de conseguir correr a maratona, nem preciso de saber fazer serviços, nem saber bloquear um ataque. preciso de saber biologia e anatomia e química e, pasmem-se, até português.
no ensino secundário já somos crescidinhos o suficiente para perceber que temos de praticar exercício físico, se queremos ser saudáveis. não precisamos de uma nota na pauta para perceber se somos bons ou maus a determinada modalidade, ou pelo menos, nao devíamos precisar. porque as notas não se tratam de uma festinha no ego. tratam-se de selecionar pessoas, para que, quem nos atenda nos mais variados serviços, um dia, saiba ser um bom profissional.
e, quanto a vocês não sei, mas eu prefiro um médico que me saiba explicar o que é que eu tenho; ou um biólogo português que escreva uma grande teoria; ou um químico fantástico que descubra a cura não sei para o quê, e a saiba publicar e defender; do que um médico, ou um biólogo ou um químico que tenha ultrapassado melhores possíveis profissionais, porque fez o teste de cooper em menos dois minutos que os outros.
mas quê, isso sou eu, uma miúda que não percebe nada de desporto, mas sabe contar sílabas métricas.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
há publicidade que nunca desilude
e esta da coca cola, apesar de, todos sabermos, ser mais uma campanha de markting como as outras, difere de outras marcas por isto: grande publicidade (da qual eu sou apreciadora).
e assim se fez uma bela d'uma laranjada
e, mesmo não sendo uma fã, há que reconhecer que sem aqueles dois, não havia quartos para ninguém.
hoje estava um senhor paneleiro a pesar fruta no continente que se virou para a minha mãe e disse qualquer coisa sobre o europeu.
a minha mãe, achando-se a fazer alguma coisa que qualquer português faria, disse:
- vamos lá ver se eles ganham e nos trazem uma grande alegria.
responde o senhor paneleiro:
- eu espero bem que eles não ganhem; não estou para lhes pagar mais nada.
a minha mãe, irritada, disse-lhe assim:
- olhe, é por neste país, gente ressabiada como o senhor, que não andamos mais para a frente.
e rematou com um belo de um:
- anormal.
sabem, com senhor paneleiro não quero dizer que o homem fosse homossexual. não, se o fosse eu chamar-lhe-ia senhor da fruta, porque, honestamente sou simpatizante de todas as formas de amor. mas com este comentário, comportou-se mesmo como aquele tipo de pessoas a quem, independentemente da orientação sexual, chamo de paneleiros; que é como quem diz, idiotas, gente da treta e cus abertos (mas tudo ao mesmo tempo).
estive o jogo todo a implorar que ganhassem aos holandeses porque não queria que o senhor paneleiro fosse para a cama feliz. esta noite, eu e o resto dos portugueses vão dormir orgulhosos do seu país e da sua seleção. este senhor paneleiro vai ter uma noite mais ressabiada. e ainda bem que assim é.
e perdoem-me a linguagem. mas às vezes não me contenho de todo.
e, se existe, é porque há ocasiões onde certas palavras são bem ditas.
domingo, 17 de junho de 2012
desde que lhe contei que os casais que partilham tarefas domésticas têm uma vida amorosa mais ativa, ele nem pensou duas vezes:
ele - ensina-me a cozinhar.
e ainda para mais este tipo de coisas. e logo ele que tem uma mãe tão prendada neste tipo de coisas.
ensino sim senhor! com muito gosto.
sábado, 16 de junho de 2012
summer paradise
gosto de músicas que cheiram a verão . ele está aí perto, mesmo que, por cá, não pareça muito. mas ele revela-se, vão ver . mais tarde ou mais cedo.
sábado, 9 de junho de 2012
constatações deste primeiro jogo.
é uma pena que tantos portugueses se estejam a marimbar para a nossa seleção. estes são momentos que nos fazem sonhar mais, acordar para outras realidades e, quiçá, deixar, durante noventa minutos, de pensar nos coitadinhos que somos, tão infelizes e pobrezinhos.
é uma pena que sejamos como somos. que não tenhamos orgulho no desporto que nos caracteriza. que só pensemos nas coisas más que a vida nos traz.
passaram a semana toda a enxovalhar a seleção, que nos está a representar a todos numa competição europeia. e, minutos antes de começar a jogar, já se via por toda a blogosfera fora, gente que afirma que a seleção, a eles, não lhes aquece nem arrefece, que há coisas melhores, que esperam que não se esteja a gastar muito dinheiro com aquela competição menor. gente superior, portanto; de muito nível, muito chá.
é uma pena.
ps: houve macumba, pelo menos naquele "remate" que o pepe fez à baliza. obviamente que houve mão, quem sabe, do espírito malévolo do hitler, caso contrário a bola teria passado a linha de baliza e seria golo. paciência, há mais jogos.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quiqui, voltaste
ela é assim, igualzinha. uma beleza, portanto.
a minha gata, a quiqui, que até há quatro meses era gorda que nem um chino e, ainda assim, tinha uma energia descomunal, esteve muito doente, nestas últimas doze semanas. deixou de comer - sem motivo aparente, segundo as análises. e os gatos não podem deixar de comer, porque isso lhes afeta automaticamente o fígado (especialmente quando o gato em questão é gordo, muito gordo, como a minha bonequinha era).
foi uma luta.
perdeu cerca de quilo e meio. já se sentiam os ossinhos todos; só pensava em dormir e comer, comer que é bom, nem pensar nisso. cheguei mesmo a temer o pior.
depois de muitas peripécias, hoje percebi, verdadeiramente, que voltou ao normal. mais elegante, isso é certo, mas muito, muito brincalhona e teimosa como sempre foi - queria dormir um bocado a seguir ao almoço e a moça cismou forte e feio que tinha de me roer os pés e as pernas e tudo .
gosto bem mais dela assim, chatinha, comilona e enérgica. esta sim, foi a gata que decidi trazer para casa, um dia, contra a vontade de toda a gente.
são manias
manias, todos temos uma ou duas.
e as minhas acabam sempre por se revelar inúteis, não sei bem porquê. a mais recente, é começar a seguir blogues de moda (porque as raparigas têm sempre imenso estilo e as fotos costumam ser giras e tal). mas depois canso-me daquilo. é que parece-me sempre que são demasiado fúteis. e cansa-me a escrita muita-palavra-pouca-virgula-pouco-ponto. como se o principal objetivo dos blogues de moda fosse obter a melhor escrita desse planeta.
manias.
sábado, 2 de junho de 2012
e pronto
há gente tão croma, com atitudes tão ridículas, e comentários tão hediondos; comportamentos tão infantis e mente tão tacanha... há gente tão treta e tão falsa, tão bonequinho de corda, tão robot telecomandado. há gente tão parva a vaguear esse mundo fora que, honestamente, me pergunto muitas vezes o porquê de essas pessoas poderem ter, por exemplo, direito ao voto e carta de condução, e eu não. o porquê de essas pessoas serem consideradas responsáveis e eu não. o porquê de essas pessoas poderem fazer o que lhes dá na real gana e eu não.
há coisas na vida que me ultrapassam e, cada vez mais, isto dos adultos que se comportam como autênticos pré-adolescentes cheios de sebo no cérebro é um assunto que me preocupa e me faz pensar.
e depois há outras perguntas que se poderia fazer acerca do assunto, mas, também, isso dava aso a estar aqui a divagar o resto da noite.
e eu tenho saudades de escrever a sério.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
do (meu) amor.
sabes, quando era miúda e, como sempre, não queria nem saber das aulas de piano, (ou seja, não estudava em casa) o diretor da academia onde eu andava, um dia, pediu para ter uma reunião com os meus pais e comigo, numa de me dar uma reprimenda para ver se me punha no caminho certo.
a certa altura lá me disse ele:
sabes, a música é como um namorado. cada dia que passa vais gostando um bocadinho mais dele.
na altura, confesso, fartei-me de pensar que o homem era tolo. do namorado, achava eu, gostava-se muito no primeiro dia e depois, à medida que o tempo passava, nós passávamos também, mas a gostar menos dele.
os anos passaram e essa frase que ele me disse, nunca mais me saiu da cabeça. e sempre pelo mesmo motivo, por mais que tentasse, eu não conseguia dar razão ao homem. a minha opinião mantinha-se sempre.
até que, um dia, chegaste tu.
hoje dou-lhe toda a razão. contigo, eu aprendi que ele, um dos homens com quem tenho menos empatia, tinha razão, pelo menos nisto: do namorado (o certo) vai-se gostando cada vez mais um bocadinho, por cada dia que passa. e, mesmo que o certo não o seja para todo o sempre, é-o pelo menos durante aquele (belo) período de tempo.
pelo menos para já, tu és o caminho certo a tomar e eu, eu gosto cada vez mais de ti.
e hoje, só tive ainda mais a certeza disso.
faz-me feliz para todo (o nosso) sempre e eu prometo que vou tentar fazer o mesmo.
amo-te. oficialmente (if you know what i mean).
sexta-feira, 18 de maio de 2012
zoochosis presents: escalator
digo-vos uma coisa, isto é, verdadeiramente, uma grande peça de publicidade.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
da saudade
vem de manso, ao de leve. a saudade que tenho das tonalidades menores tem pés de lã e só ataca de quando em vez. não se mostra quando quero, mas deixa-se ver quando se quer deixar mostrar. vem disfarçada de tudo o que a natureza deu ao homem de bom, como toda a arte, desde os primórdios do tempo.
é-me natural, como é natural a toda a gente, não só a saudade, mas também a melodia que em tempos não fui capaz de apreciar.
toquei piano durante nove anos. não toco há cinco meses. as saudades acumulam-se, é difícil pensar que não podia sequer ver uma partitura à minha frente sem desejar uma outra vida.
não voltaria a tocar por obrigação, de forma alguma. mas a paixão mantém-se. as saudades vieram para ficar. o piano desapareceu.
e vocês não imaginam, sequer, a vontade, o fogo desejo em mim de voltar a tocar. a tocar chopin. beethoven. e schubert.
trago o romantismo em mim e abomino o barroco (tudo por culpa lá do bach, que obviamente respeito e gosto de ouvir).
da saudade, trago a música. e o resto, são só memórias.
domingo, 13 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
sai do quadrado
tu viveste toda a tua vida aí. sem te aperceberes foste traçando ao de leve a linha da fronteira entre o teu e o outro mundo - aquele que sabias que existia, mas que, apesar de estar mesmo ali, do outro lado da linha, parecia estar, na verdade, do outro lado do universo.
viveste sempre como quem tem medo de dar o próximo passo e nunca saíste do teu perímetro de segurança. as estações do ano a passar e tu só davas por isso porque as mesmas árvores de sempre te mostravam que o tempo avançava - as folhas verdes, as amarelas, laranjas e vermelhas, as folhas a cair e o nu despido do frio do inverno; e depois, o milagre da vida e começava tudo de novo; um ano passado a olhar os abetos.
sai do quadrado.
do outro lado da linha há neve no inverno e o verão é tão quente que queima a pele só de se pensar.se queres rir, tens de ir em busca da felicidade, porque ela não vem tem contigo pela mão da tua mãe.
encara a tua vida como uma aventura que ainda não te deste ao luxo de viver. imagina os milhões de combinações diferentes, entre casa nova, novo emprego, novas pessoas e uma nova liberdade, com um cheiro que não conheces e umas cores que nunca viste. eu diria até, imagina o infinito todo à tua disposição - tu, só tens de escolher sair do quadrado.
vais dar mais valor ao que antes eras incapaz de suportar. vais agradecer ter nascido num quadrado minúsculo dentro deste retângulo pequenino à beira mar plantado, chamado portugal.
sai do quadrado. vai ver o mundo, experimentar o que nunca pensaste existir e depois conta a toda a gente. vais ser inspiração, como alguém foi para ti.
talvez eu, talvez não. talvez o sonho ou a necessidade.
mas promete-me, promete-me que durante a tua vida, pelo menos uma vez na tua vida, vais sair do teu quadrado. o universo parece assustador, mas talvez seja só impressão tua. e se o não for, voltas atrás, traças de novo a fronteira e és feliz, por saber que o teu, é o melhor quadrado do mundo.
domingo, 6 de maio de 2012
mommy's day
a minha mãe, não só é a melhor mãe do mundo, como é também a pessoa mais altruísta, amiga e querida que eu conheço. não só é a melhor mãe do mundo, como é também a melhor amiga que o meu mundo alguma vez vai conhecer. não só é a melhor mãe do mundo, como é a mulher mais forte que alguma vez vi. a minha mãe é a mãe mais linda de todos os mundos e eu tenho muito orgulho em ter um bocadinho em mim que lhe pertence. a minha mãe é a melhormãe do mundo. ninguém se equipara a ela. ninguém consegue ser melhor e nunca ninguém vai tratar melhor de alguém como ela trata de mim, do meu irmão e do meu pai e de toda a gente que à volta dela anda, porque a minha mãe, para além de ser a melhor mãe, é a melhor profissional, melhor chefe, melhor tudo.
e quem não gosta da minha mãe, tenho dito, só pode mesmo ser uma pessoa sem escrúpulos e sem bondade no coração.
a minha mãe, como disse, é a melhor mãe do mundo.
espero que a tua também o seja.
feliz dia da mãe.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
alerta defeito
descobri um defeito meu. um defeito feio, do qual, confesso, tenho alguma vergonha.
percebi que, infelizmente, tenho a mania que tenho de ser a melhor em tudo. obviamente não o sou, mas há um gostinho maléfico qualquer em saber que sou a única a fazer bem, ou em saber que sou aquela que faz melhor alguma coisa.
é triste, não é ?
só de mim
agora fiquei com inveja. inveja de quem escreveu isto. e depois, olha, depois chorei. porque às vezes dá-me para estas coisas.
realização ana luísa bairos
quinta-feira, 3 de maio de 2012
coisas que me inspiraram
vou contar-vos uma história que me contaram hoje, numa palestra sobre o respeito necessário para com todas as pessoas, a propósito do comércio justo. o texto é grande, mas com certeza não será difícil de ler.
nos anos setenta, uma professora de meninos de dez anos decidiu chegar à sala de aula, um dia, e dizer-lhes assim, com ar muito sério:
- meninos, tenho aqui um decreto lei vindo da américa. e neste decreto lei diz que os meninos de olhos castanhos não são tão inteligentes como os que têm olhos claros e, como tal, tenho de lhes pôr uma coleira, para que se possam distinguir dos outros.
e assim o fez, colocou a coleira nos alunos de olhos castanhos e deixou todos os meninos ir ao intervalo.
sabem o que é que aconteceu no intervalo? ora pois claro, houve porrada entre todos os meninos, uns porque se gabaram de ser os mais inteligentes, outros - e estes em maior número, claro está, porque estamos em portugal onde a cor de olhos predominante é o castanho - porque não gostaram de ser humilhados pelos colegas.
no dia seguinte a professora deu um teste, que todos os meninos fizeram.
sabem quem teve melhores notas?
aqui devo dizer-vos que a plateia onde eu me incluia que estava a assistir à palestra, respondeu quase unanimamente:
- os meninos de olhos castanhos tiveram melhores notas.
ao que o orador respondeu:
- pois é, vocês, como eu, responderam com o coração. quiseram fazer justiça para com aqueles que foram humilhados (já para não falar que a maioria de vocês têm olhos castanhos e não ia gostar de se sentir assim). o problema é que quem tirou melhores notas foram os meninos de olhos claros.
porque assim que marcamos alguém negativamente, essa pessoa vai ter menos alento para fazer algo de positivo. a maioria dos meninos de olhos castanhos nem sequer se esforçou para tirar uma boa nota, porque, segundo o decreto lei, eles não eram tão capazes como os outros, de olhos claros.
mas nós todos sabemos que isso é mentira, não é? a cor dos olhos não determina a inteligência das pessoas. e, como tal, a professora teve de desfazer o problema.
passados uns dias, chegou à sala de mãos na cabeça, com um ar muito assustado e arrependido e disse:
- meninos, eu fiz uma grande asneira. perdoem-me! é que eu percebi mal o decreto lei. os meninos mais inteligentes são os que têm olhos castanhos. os meninos de olhos claros são menos capazes.
dito isto, retirou as coleiras aos meninos de olhos castanhos e colocou-as nos meninos de olhos claros.
quando foram para o intervalo, sabem o que aconteceu?
pois é, houve mais uma vez porrada. porque os meninos de olhos castanhos vingaram-se dos colegas que os tinham humilhado.
e sabem que mais? no dia seguinte, quando a professora voltou a entregar testes, os meninos de olhos castanhos tiraram melhores resultados que os de olhos claros.
isto tudo, para dizer que somos todos iguais,e tanto para o bem, como para o mal. sejamos nós de que cor formos. havemos sempre de tentar magoar quem nos magoou, e exultar quem nos quer bem. a maioria funciona assim.
e, é claro, o mundo funciona por maiorias. mas todas essas maiorias, começaram, um dia, por uma minoria que teve de se afirmar.
saibam vocês que as expressões que mais
vos agradarem neste texto são da autoria,
com quase toda a certeza, de um senhor que
a minha professora de filosofia teve a bondade
de trazer à minha escola, hoje, para fazer uma palestra sobre
comércio justo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
os maridos das outras
ontem a minha mãe descobriu esta música. disse-me ela, depois de algum tempo:
sabes, estive a pensar e não encontro outro marido que seja melhor que o meu. o teu pai não tem comparação. os maridos das minhas amigas são todos uns "cocós", coitadas.
sou obrigada a concordar com ela. eu também não conheço melhor marido que o meu pai - talvez só o meu tio se equipare a ele.
e sem dúvida não há nenhum casal mais firme que os meus pais. digam vocês o que disserem, pensem vocês o que pensarem. eles os dois sim, eles os dois são uma equipa. como um dia eu quero ser.
terça-feira, 1 de maio de 2012
f de f(uck)ilosofia II
agora obrigaram-me a falar de política. a sério, era só o que mais me faltava. e ainda para mais, tenho de fazer um organograma conceptual - ou seja, nem escrever muito posso.
esta minha relação com a filosofia está a tornar-se cada vez mais de amor-ódio - com inclinação ligeira para o segundo.
e para rematar, neste aspeto da política, tudo o que for non-gandhi, dá-me a volta a barriga.
era só isto.
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