domingo, 6 de maio de 2012
mommy's day
a minha mãe, não só é a melhor mãe do mundo, como é também a pessoa mais altruísta, amiga e querida que eu conheço. não só é a melhor mãe do mundo, como é também a melhor amiga que o meu mundo alguma vez vai conhecer. não só é a melhor mãe do mundo, como é a mulher mais forte que alguma vez vi. a minha mãe é a mãe mais linda de todos os mundos e eu tenho muito orgulho em ter um bocadinho em mim que lhe pertence. a minha mãe é a melhormãe do mundo. ninguém se equipara a ela. ninguém consegue ser melhor e nunca ninguém vai tratar melhor de alguém como ela trata de mim, do meu irmão e do meu pai e de toda a gente que à volta dela anda, porque a minha mãe, para além de ser a melhor mãe, é a melhor profissional, melhor chefe, melhor tudo.
e quem não gosta da minha mãe, tenho dito, só pode mesmo ser uma pessoa sem escrúpulos e sem bondade no coração.
a minha mãe, como disse, é a melhor mãe do mundo.
espero que a tua também o seja.
feliz dia da mãe.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
alerta defeito
descobri um defeito meu. um defeito feio, do qual, confesso, tenho alguma vergonha.
percebi que, infelizmente, tenho a mania que tenho de ser a melhor em tudo. obviamente não o sou, mas há um gostinho maléfico qualquer em saber que sou a única a fazer bem, ou em saber que sou aquela que faz melhor alguma coisa.
é triste, não é ?
só de mim
agora fiquei com inveja. inveja de quem escreveu isto. e depois, olha, depois chorei. porque às vezes dá-me para estas coisas.
realização ana luísa bairos
quinta-feira, 3 de maio de 2012
coisas que me inspiraram
vou contar-vos uma história que me contaram hoje, numa palestra sobre o respeito necessário para com todas as pessoas, a propósito do comércio justo. o texto é grande, mas com certeza não será difícil de ler.
nos anos setenta, uma professora de meninos de dez anos decidiu chegar à sala de aula, um dia, e dizer-lhes assim, com ar muito sério:
- meninos, tenho aqui um decreto lei vindo da américa. e neste decreto lei diz que os meninos de olhos castanhos não são tão inteligentes como os que têm olhos claros e, como tal, tenho de lhes pôr uma coleira, para que se possam distinguir dos outros.
e assim o fez, colocou a coleira nos alunos de olhos castanhos e deixou todos os meninos ir ao intervalo.
sabem o que é que aconteceu no intervalo? ora pois claro, houve porrada entre todos os meninos, uns porque se gabaram de ser os mais inteligentes, outros - e estes em maior número, claro está, porque estamos em portugal onde a cor de olhos predominante é o castanho - porque não gostaram de ser humilhados pelos colegas.
no dia seguinte a professora deu um teste, que todos os meninos fizeram.
sabem quem teve melhores notas?
aqui devo dizer-vos que a plateia onde eu me incluia que estava a assistir à palestra, respondeu quase unanimamente:
- os meninos de olhos castanhos tiveram melhores notas.
ao que o orador respondeu:
- pois é, vocês, como eu, responderam com o coração. quiseram fazer justiça para com aqueles que foram humilhados (já para não falar que a maioria de vocês têm olhos castanhos e não ia gostar de se sentir assim). o problema é que quem tirou melhores notas foram os meninos de olhos claros.
porque assim que marcamos alguém negativamente, essa pessoa vai ter menos alento para fazer algo de positivo. a maioria dos meninos de olhos castanhos nem sequer se esforçou para tirar uma boa nota, porque, segundo o decreto lei, eles não eram tão capazes como os outros, de olhos claros.
mas nós todos sabemos que isso é mentira, não é? a cor dos olhos não determina a inteligência das pessoas. e, como tal, a professora teve de desfazer o problema.
passados uns dias, chegou à sala de mãos na cabeça, com um ar muito assustado e arrependido e disse:
- meninos, eu fiz uma grande asneira. perdoem-me! é que eu percebi mal o decreto lei. os meninos mais inteligentes são os que têm olhos castanhos. os meninos de olhos claros são menos capazes.
dito isto, retirou as coleiras aos meninos de olhos castanhos e colocou-as nos meninos de olhos claros.
quando foram para o intervalo, sabem o que aconteceu?
pois é, houve mais uma vez porrada. porque os meninos de olhos castanhos vingaram-se dos colegas que os tinham humilhado.
e sabem que mais? no dia seguinte, quando a professora voltou a entregar testes, os meninos de olhos castanhos tiraram melhores resultados que os de olhos claros.
isto tudo, para dizer que somos todos iguais,e tanto para o bem, como para o mal. sejamos nós de que cor formos. havemos sempre de tentar magoar quem nos magoou, e exultar quem nos quer bem. a maioria funciona assim.
e, é claro, o mundo funciona por maiorias. mas todas essas maiorias, começaram, um dia, por uma minoria que teve de se afirmar.
saibam vocês que as expressões que mais
vos agradarem neste texto são da autoria,
com quase toda a certeza, de um senhor que
a minha professora de filosofia teve a bondade
de trazer à minha escola, hoje, para fazer uma palestra sobre
comércio justo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
os maridos das outras
ontem a minha mãe descobriu esta música. disse-me ela, depois de algum tempo:
sabes, estive a pensar e não encontro outro marido que seja melhor que o meu. o teu pai não tem comparação. os maridos das minhas amigas são todos uns "cocós", coitadas.
sou obrigada a concordar com ela. eu também não conheço melhor marido que o meu pai - talvez só o meu tio se equipare a ele.
e sem dúvida não há nenhum casal mais firme que os meus pais. digam vocês o que disserem, pensem vocês o que pensarem. eles os dois sim, eles os dois são uma equipa. como um dia eu quero ser.
terça-feira, 1 de maio de 2012
f de f(uck)ilosofia II
agora obrigaram-me a falar de política. a sério, era só o que mais me faltava. e ainda para mais, tenho de fazer um organograma conceptual - ou seja, nem escrever muito posso.
esta minha relação com a filosofia está a tornar-se cada vez mais de amor-ódio - com inclinação ligeira para o segundo.
e para rematar, neste aspeto da política, tudo o que for non-gandhi, dá-me a volta a barriga.
era só isto.
a felicidade nas pequenas coisas
desde que comecei a pensar mais na minha vida - assim naqueles pequenos espaços de tempo que tenho reservados à minha sanidade mental, como por exemplo, o banho ou a hora de acordar, enquanto me visto e me arranjo - dizia eu, desde que comecei a pensar mais na minha vida, tenho percebido a importância das pequenas coisas e da felicidade que nelas reside.
cada vez menos quero ser feliz à custa de grande utopias. faz-me aflição que, nestes tempos de crise, se continue a pensar em grandes férias, dias e dias de compras desenfreadas, jantares e almoços e lanches e cafezinhos fora, todos os santos dias, como se de lordes nos tratássemos.
lembro-me de ser miúda e ter a mania das grandezas. o meu pai dizia-mo, muitas vezes, que eu tinha a mania das grandezas - às vezes ainda diz, e se calhar às vezes ainda tenho, mas isso é outra história, já que estou a melhorar.
vejo, cada vez mais nas pequenas circunstâncias da vida, a beleza que a vida tem. em vez de uma semana enfiada num hotel, uma ida à praia, que fica aqui mesmo ao meu lado, quando quero e bem me apetece - e, bem, de borla! em vez de compras todas as semanas - o que me custa, confesso, que pelo meu ser mais interior e selvagem, estourava tudo o que tinha e o que não tinha em roupa e decoração, acessórios de cozinha e livros - dizia eu, em vez de compras todas as semanas, compras quando se pode e, olha, menos compras, que há tanta coisa em casa que pode ser reutilizada.
e em vez de almoços fora, jantares fora, lanches fora - qual tia, qual quê - aprender a cozinhar, aprender a distinguir os melhores temperos, o que melhor faz à saúde - e o que menos bem faz, também.
vejo nas coisas simples da vida, a beleza que a vida tem. é importante sonhar, mas mais importante ainda é conseguir reconhecer a ténue linha que vai do sonho, à utopia; do sonho à realidade.
e perceber que, saltar do sonho para a utopia, salta-se dando um passo pequenino; do sonho à realidade, salta-se trabalhando e persistindo.
mas da utopia à realidade o fosso é grande. e não me lembro de ter visto alguém a sair dele.
isto é que foi filosófico, hein?
quarta-feira, 25 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
O amor é paciente e prestativo; não é invejoso, não se ostenta nem é orgulhoso, nada faz de inconveniente. O amor não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com uma injustiça mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor é eterno.
1ª carta aos coríntios 13:4-8
mariza - afterwords
eu não quero acreditar nisto que vos vou dizer, mas, até hoje, este concerto da mariza foi, sem dúvida o melhor a que já assisti - e eu já tive o privilégio de assistir a alguns.
mesmo estando no lugar de pobres que estava - quem me dera a mim ter dinheiro para gastar 150€ em bilhetes e estar na primeira fila a ouvi-la e aplaudi-la - foi, sem sombra de dúvidas, um grande, grande concerto.
foi pena não ter cantado o oxalá, mas pronto, a performance no barco negro já foi para mim um enorme - gigantesco consolo de se ouvir e ver.
estou extasiada!
mesmo estando no lugar de pobres que estava - quem me dera a mim ter dinheiro para gastar 150€ em bilhetes e estar na primeira fila a ouvi-la e aplaudi-la - foi, sem sombra de dúvidas, um grande, grande concerto.
foi pena não ter cantado o oxalá, mas pronto, a performance no barco negro já foi para mim um enorme - gigantesco consolo de se ouvir e ver.
estou extasiada!
domingo, 15 de abril de 2012
mariza
proxima sexta feira, como boa filha que sou, vou ver a mariza ao coliseu do porto. ofereci os bilhetes ao meu pai, de prenda de anos e, como é óbvio, não o podia deixar ir sozinho. vamos os dois, mais a minha mãe e uma amiga.
estou entusiasmada com o concerto. afinal, trata-se da mulher que levou o fado moderno até todos os cantos do mundo e mais algum. e que recentemente teve um filho e casou - julgo eu que por esta ordem. e, sou sincera, já há muito que a admiro. este concerto será uma grande oportunidade.
estou entusiasmada com o concerto. afinal, trata-se da mulher que levou o fado moderno até todos os cantos do mundo e mais algum. e que recentemente teve um filho e casou - julgo eu que por esta ordem. e, sou sincera, já há muito que a admiro. este concerto será uma grande oportunidade.
barco negro (original de amália rodrigues)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
quero, quero, quero
quem me conhece, sabe: eu, sou uma viciada em livros, letras, palavras e expressões. e, principalmente quando tenho mais tempo - como nas férias - o que eu gosto mesmo de fazer é ler, seja o que for, quando for e em que sítio eu estiver.
Ontem fui ao arrábida shopping e estive na book house a ver as novidades. assim que me deparei com este livro, nunca mais quis outra coisa.
Ontem fui ao arrábida shopping e estive na book house a ver as novidades. assim que me deparei com este livro, nunca mais quis outra coisa.
e, ainda para mais é de um autor italiano. nunca me desiludiram, os autores italianos.
acho que o vou ler num instante!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
panquecas
hoje vou fazer panquecas para o lanche, uma vez que descobri que tenho uma máquinha própria com formas e tudo. foi a minha avó quem comprou aquilo há uns anos atrás, através dos anúncios de televendas e ofereceu à minha mãe. nunca foi estreada.
hoje, é o dia.
terça-feira, 3 de abril de 2012
sobre o ginecologista
fui ao ginecologista, hoje, pela primeira vez. e devo dizer que não concordo nada com o facto acima descrito. adorei o meu ginecologista homem e maduro. deve ter aí os seus cinquenta anos. É meiguinho e experiente - dito assim soa muito mal - e estava acompanhado de uma enfermeira mesmo simpática.
pedi-lhe para tomar a pílula. ele lá me esteve a fazer os exames necessários, e as perguntas e, no final, já com a pílula prescrita disse-me que não tinha colocado o nome comercial na receita para o caso de eu não querer dizer à minha mãe que estava a tomar a pílula. disse-me que podia dizer que era uma espécie de tratamento para o acne. depois, pediu-me para, no caso de ter relações sexuais durante este mês - até ao dia da minha próxima menstruação que, deus queira, esteja longe:
- usa sempre preservativo e não vás nas cantigas dos rapazes... no "ah e tal, é só a cabecinha" ou "sou muito experiente e controlo isso muito bem!", que é tudo mentira. quando eles acham que vão controlar, já é tarde demais.
para além disso foi querido e, como lhe disse que estava a pensar seguir medicina para ser obstetra e ginecologista como ele, esteve a mostrar-me, através de ecografia, o meu sistema reprodutor. e explicou-me que:
- obstetrícia é uma dor de cabeça e faz muitos cabelos brancos. olha só para os meus!
e pensar que, há cinco horas atrás, estava mais nervosa que uma noiva em manhã de casamento.
ai vou, vou
descobri hoje a pedra filosofal das boas crónicas. aquela revista com a qual tanto sonhei, debaixo do chuveiro. aquela que, para já, se tornou o meu objetivo.
ele são crónicas do josé luís peixoto, do ricardo araújo pereira, do antónio lobo antunes. pronto, está feito.
anuncio hoje que, algures na minha vida, eu vou escrever para a visão. ou não tenha eu o nome que tenho.
Na altura, eu
era uma menina com o coração demasiado perto das mãos. Havia quem o tivesse
colado ao céu-da-boca, e o deitasse cá para fora em altos momentos de poesia
urbana. Eu, só de pensar em falar o que escrevia para o público, tremia da
cabeça aos pés. Falava de tudo, sobre qualquer coisa, em que circunstância
fosse – faltavam-me as papas na língua – mas criar, assim, em direto; expor o
que cá por dentro ia, só no papel, que falava por si e por mim e por todos
aqueles que faziam parte da minha vida.
do amor para sempre
quando era miúda ficava impressionada com os casais jovens. a alegria que eles transmitiam no olhar, o dar as mãos tão natural, os beijos na rua, não olhando a meios ou locais para expressar o calor que dentro deles eu sentia que ia. as caras frescas e lindas. sem imperfeições. ela magra e ele alto e tonificado. os cabelos brilhantes, as unhas pintadas, a barba por fazer, o estilo dela - sereno e impassível - e o dele - descontraído e, ao mesmo tempo, quase que propositado, empenhado.
mas fui crescendo e percebi que tudo isso a que eu dava tanto valor, parecia falso.
a maior parte de nós, jovens, sabe lá o que é estar com alguém. melhor dizendo, eles sabem o que é estar com alguém. só não tiveram tempo de perceber o que realmente significa amar alguém o suficiente para que tanto a alegria como a vontade de ficar com a mesma pessoa durante o resto da vida, não os abandonem, ao fim de duas semanas ou três.
não estou, claro está, a dizer que sei mais do que o resto da minha geração, ou que sei mais do que todos aqueles que pela minha situação já passaram sabiam, na altura.
mas o tempo passou e aquela devoção que tinha aos casais jovens - especialmente àqueles que se iriam casar em breve, que, para mim, estavam a chegar à parte "e viveram felizes para sempre" da sua história - acabou também por dar de si.
quando olho o mais fundo de mim, cá por dentro, a única parte que está fechada e raramente vê a luz do dia diz-me que, razão para ficar impressionada, são os casais mais velhos.
esses que passaram todas as fases e a quem só falta saber o sabor da perda e da morte. esses que se mantiveram fieis a um companheiro de viagem e que, muitas vezes, não chegaram a conhecer qualquer outra oportunidade - porque até nem queriam.
esses, que ainda guardam a alegria no olhar, mesmo depois de trinta, quarenta ou cinquenta anos juntos. que, às vezes - só às vezes - ainda dão as mãos, sem que ninguém veja e, sem que ninguém veja ainda se beijam e se amam como da primeira vez. os casais maduros, que conhecem as suas imperfeições e aprenderam a aceitá-las e a amá-las. os dois baixos e corcovados. já não mais na melhor forma. os cabelos brancos, às vezes inexistentes. ainda as unhas pintadas, ainda a barba por fazer. o estilo dos dois, fundido num só - aquele de quem já viveu tanto e tanto tem para contar ao mundo.
e, quanto mais cresço, quando mais vivo - em pequenas quantidades, claro está - quanto mais aprendo, mais valor lhes dou.
desejo cada vez mais aprender a envelhecer com ele.
cumprir os votos.
fazer valer a promessa que lhe faço, a cada "amo-te" que lhe digo.
sábado, 31 de março de 2012
outubro
pandora
juro que em outubro vou ter de ter este bonequinho no meu dedo. juro que o vou tratar com amor e carinho e tudo mais. mas por favor,, fofinho, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me.
credo, pareço uma miúda mimada.
sexta-feira, 30 de março de 2012
massagens
descobri um dom: sou uma ótima massagista. e não, não estou para aqui a gabar-me, é mesmo verdade. o meu rapaz adorou.
o segredo, meus discípulos - estou numa de guru zen das massagens - é intercalar movimentos estranhos com as mãos nas costas do recebedor com palavras sussurradas que estimulem a mente.
no meu caso, o pretendido era relaxar e acalmar o meu homem.
e desde prados verdes a palavras carinhosas, digo-vos, tudo valeu. e no final, pronto, para ele não adormecer, fiz-lhe cócegas.
sim, eu, ninna jules, sou a única - sou a única não sou? - que lhe descobriu o ponto fraco.
paz, verde e dias de sol.
quarta-feira, 21 de março de 2012
dia mundial da poesia
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
de florbela espanca, que me ensinou a gostar de poesia. (tenho de ir ver o filme)
dia mundial da poesia
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é,
Sentir, sinta quem lê!
do grande, do único, do inigualável, fernando pessoa. que me faz apaixonar pelas letras uma e outra vez, cada vez mais, só de o ler. obrigada.
domingo, 18 de março de 2012
e eis se não quando
dás por ti, um dia. um dia como os outros, em que pode chover ou fazer sol, em que pode estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, mas sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. finalmente vivo.
esse dia chega e tu nem dás por isso. e passa e tu nem dás por isso.
e, de vez em quando, lá vem um dia desses.
mas eis se não quando aparece, num dia desses, alguém diferente. vem de manso, tu nem te apercebes, mas chega e quando chega diz-te um "como estás?" sentido. um "como estás?" que não costuma ouvir-se por aí.
sem que dês por isso, vai ficando por aí, junto a ti. vai-se agarrando a ti. vai criando raízes, dentro de ti e de todos aqueles a quem o apresentas.
e, um dia mais, um dia daqueles, dás por ti, de novo. pode chover ou fazer sol, estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. outra vez, finalmente vivo.
o dia chega e nem dás por isso.
e, nesse dia, a primeira coisa que fazes, a primeira coisa que pensas é em fazê-lo feliz. a esse alguém que chegou num dia como este. e que tornou todos os dias um bocadinho melhores. sais de casa e diriges-te a ele (seja ele quem for, amigo, amante, mãe, pai ou irmão). e com um sorriso, um sentido sorriso dentro de ti, respondes finalmente, "eu, estou feliz. feliz como só tu sabes saber".
esse dia chega e tu nem dás por isso. e passa e tu nem dás por isso.
e, de vez em quando, lá vem um dia desses.
mas eis se não quando aparece, num dia desses, alguém diferente. vem de manso, tu nem te apercebes, mas chega e quando chega diz-te um "como estás?" sentido. um "como estás?" que não costuma ouvir-se por aí.
sem que dês por isso, vai ficando por aí, junto a ti. vai-se agarrando a ti. vai criando raízes, dentro de ti e de todos aqueles a quem o apresentas.
e, um dia mais, um dia daqueles, dás por ti, de novo. pode chover ou fazer sol, estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. outra vez, finalmente vivo.
o dia chega e nem dás por isso.
e, nesse dia, a primeira coisa que fazes, a primeira coisa que pensas é em fazê-lo feliz. a esse alguém que chegou num dia como este. e que tornou todos os dias um bocadinho melhores. sais de casa e diriges-te a ele (seja ele quem for, amigo, amante, mãe, pai ou irmão). e com um sorriso, um sentido sorriso dentro de ti, respondes finalmente, "eu, estou feliz. feliz como só tu sabes saber".
eu, meu amor, contigo, estou bem até quando não pareço estar. e o medo que tens e me perder, acredita, tem de ser varrido para longe em dias como este. em dias em que, do fundo de mim e das minhas lágrimas (todas elas de alegria, porque te tenho) posso dizer, a ti e ao mundo, que te amo. que te amo de verdade.
sábado, 17 de março de 2012
e choveu
após dias de um sol glorioso, que nos fez voltar a querer sair à rua sem casaco (pelo menos a mim fez), após rezas e rezinhas, tanto do governo como das pessoas que vivem do que a terra lhes dá (e nos dá a todos), hoje, choveu.
e, para ser sincera, até nem me importo nada.
james morrison-please don't stop the rain
sexta-feira, 9 de março de 2012
MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO
este é o vídeo que o mundo todo deveria ver. porque, se estudamos história e nos horrorizamos com o que hitler fez, não há motivos, não há razões, para acreditar que, hoje, em pleno século XXI, nós todos podemos mudar a história.
e daqui a uns anos, os nossos filhos, verão hitler como uma vitória. mas kony, como um milagre que a humanidade, junta, foi capaz de fazer acontecer.
partilhem. ajam. e façam-se ouvir .
MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO.
quarta-feira, 7 de março de 2012
sinais de loucura
adicionei ontem o meu diretor de turma, no facebook.
o tal que aqui há uns dois ou três meses atrás era capaz de dizer que odiava profundamente e com todas as minhas forças. o tal que, na mesma altura, era capaz de dizer que me odiava profundamente e com todas as minhas forças - mesmo sem ter, para essa afirmação - provas concretas. o tal de quem tanto reclamei aos meus pais, que era mau, que era mal encarado, mal humorado, mal amado pela mulher e pela família (mais uma vez, sem provas). aquele, o único professor do qual não gostei, no início do ano.
esse mesmo, que agora, digo ser o meu professor preferido.
esse mesmo, que admitiu à minha mãe que eu era boa aluna.
esse mesmo, que ao contrário do que eu pensava, até me dá algum valor (não demasiado, isso não - mas também não sou assim tão extraordinária de biologia)
e contra todas as minhas expectativas, contra tudo aquilo que eu estava à espera...
ele aceitou.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
eles dizem que querem aproveitar a vida ao máximo
e eu, desde sempre, que só quero ser mãe cedo (25 anos). e não acho que isso seja desperdiçar a vida e a juventude.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
ele regressa hoje,
e vem agora, de mansinho, num avião que só vai aterrar daqui a mais de uma hora, no sá carneiro.
disse-lhe um "até já" nervosinho, quando me ligou para se despedir, temporariamente. por mais que negue, há sempre qualquer coisa dentro de mim que fica agitada, quando o rapaz põe um pé no avião .
quando desligou, lembrei-me uma oração que, desde miúda, ouço a minha avó rezar, cada vez que saímos de carro. estava a fazer um bolo e, em frente ao forno, quase de lágrimas nos olhos, dei por mim a rezá-la. não sei porquê, nunca lhe achei piada, nem sequer rezo muitas vezes. mas achei que, pelo sim, pelo não, valia a pena. afinal, a minha avó nunca teve um acidente de carro.
hoje fazemos quatro meses. ele diz que quando chegar tem uma surpresa para mim. não sei o que é, não consigo imaginar nada suficientemente bom neste momento - porque ele diz que vai fazer a surpresa a partir de casa dele.
o bolo deve estar pronto. ele regressa hoje. já rezei. e já se passaram quatro meses.
o dia esteve lindo.
não há motivos para não ser feliz.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
hey there dalilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all
quando tiveres saudades minhas
e quando tiveres saudades minhas, lê-me aqui, porque aqui é onde vivo. nas palavras que escrevo, nas frases que digo, nos momentos que, quase sem pensar, vou deixando imortais, aqui e ali, uns à mão, outros virtualmente.
sou assim e tu sabes disso. não sei ficar calada mesmo até quando não falo. falo, não só pelos cotovelos, como pelos dedos, pela ponta da caneta. falo e não paro, nem a dormir.
tenho saudades tuas e acho que também tens saudades minhas. gostava de te ler, para te sentir ainda mais vivo (as chamadas e as mensagens sabem a pouco, meu amor), mas tu não gostas destas coisas de fama virtual.
eu não te posso ler, quando de ti sinto saudades, mas todos os dias, a qualquer hora, quando sentires saudades minhas, lê-me aqui, que o que escrevo é só nosso.
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