terça-feira, 3 de abril de 2012

sobre o ginecologista


fui ao ginecologista, hoje, pela primeira vez. e devo dizer que não concordo nada com o facto acima descrito. adorei o meu ginecologista homem e maduro. deve ter aí os seus cinquenta anos. É meiguinho e experiente - dito assim soa muito mal - e estava acompanhado de uma enfermeira mesmo simpática.
pedi-lhe para tomar a pílula. ele lá me esteve a fazer os exames necessários, e as perguntas e, no final, já com a pílula prescrita disse-me que não tinha colocado o nome comercial na receita para o caso de eu não querer dizer à minha mãe que estava a tomar a pílula. disse-me que podia dizer que era uma espécie de tratamento para o acne. depois, pediu-me para, no caso de ter relações sexuais durante este mês - até ao dia da minha próxima menstruação que, deus queira, esteja longe:
- usa sempre preservativo e não vás nas cantigas dos rapazes... no "ah e tal, é só a cabecinha" ou "sou muito experiente e controlo isso muito bem!", que é tudo mentira. quando eles acham que vão controlar, já é tarde demais.
para além disso foi querido e, como lhe disse que estava a pensar seguir medicina para ser obstetra e ginecologista como ele, esteve a mostrar-me, através de ecografia, o meu sistema reprodutor. e explicou-me que:
- obstetrícia é uma dor de cabeça e faz muitos cabelos brancos. olha só para os meus!

e pensar que, há cinco horas atrás, estava mais nervosa que uma noiva em manhã de casamento.

ai vou, vou



descobri hoje a pedra filosofal das boas crónicas. aquela revista com a qual tanto sonhei, debaixo do chuveiro. aquela que, para já, se tornou o meu objetivo.
ele são crónicas do josé luís peixoto, do ricardo araújo pereira, do antónio lobo antunes. pronto, está feito.
anuncio hoje que, algures na minha vida, eu vou escrever para a visão. ou não tenha eu o nome que tenho.

Na altura, eu era uma menina com o coração demasiado perto das mãos. Havia quem o tivesse colado ao céu-da-boca, e o deitasse cá para fora em altos momentos de poesia urbana. Eu, só de pensar em falar o que escrevia para o público, tremia da cabeça aos pés. Falava de tudo, sobre qualquer coisa, em que circunstância fosse – faltavam-me as papas na língua – mas criar, assim, em direto; expor o que cá por dentro ia, só no papel, que falava por si e por mim e por todos aqueles que faziam parte da minha vida.


do amor para sempre




quando era miúda ficava impressionada com os casais jovens. a alegria que eles transmitiam no olhar, o dar as mãos tão natural, os beijos na rua, não olhando a meios ou locais para expressar o calor que dentro deles eu sentia que ia. as caras frescas e lindas. sem imperfeições. ela magra e ele alto e tonificado. os cabelos brilhantes, as unhas pintadas, a barba por fazer, o estilo dela - sereno e impassível - e o dele - descontraído e, ao mesmo tempo, quase que propositado, empenhado.
mas fui crescendo e percebi que tudo isso a que eu dava tanto valor, parecia falso.
a maior parte de nós, jovens, sabe lá o que é estar com alguém. melhor dizendo, eles sabem o que é estar com alguém. só não tiveram tempo de perceber o que realmente significa amar alguém o suficiente para que tanto a alegria como a vontade de ficar com a mesma pessoa durante o resto da vida, não os abandonem, ao fim de duas semanas ou três.
não estou, claro está, a dizer que sei mais do que o resto da minha geração, ou que sei mais do que todos aqueles que pela minha situação já passaram sabiam, na altura.
mas o tempo passou e aquela devoção que tinha aos casais jovens - especialmente àqueles que se iriam casar em breve, que, para mim, estavam a chegar à parte "e viveram felizes para sempre" da sua história - acabou também por dar de si.

quando olho o mais fundo de mim, cá por dentro, a única parte que está fechada e raramente vê a luz do dia diz-me que, razão para ficar impressionada, são os casais mais velhos.
esses que passaram todas as fases e a quem só falta saber o sabor da perda e da morte. esses que se mantiveram fieis a um companheiro de viagem e que, muitas vezes, não chegaram a conhecer qualquer outra oportunidade - porque até nem queriam.
 esses, que ainda guardam a alegria no olhar, mesmo depois de trinta, quarenta ou cinquenta anos juntos. que, às vezes - só às vezes - ainda dão as mãos, sem que ninguém veja e, sem que ninguém veja ainda se beijam e se amam como da primeira vez. os casais maduros, que conhecem as suas imperfeições e aprenderam a aceitá-las e a amá-las. os dois baixos e corcovados. já não mais na melhor forma. os cabelos brancos, às vezes inexistentes. ainda as unhas pintadas, ainda a barba por fazer. o estilo dos dois, fundido num só - aquele de quem já viveu tanto e tanto tem para contar ao mundo.
e, quanto mais cresço, quando mais vivo - em pequenas quantidades, claro está - quanto mais aprendo, mais valor lhes dou.
desejo cada vez mais aprender a envelhecer com ele.
cumprir os votos.
fazer valer a promessa que lhe faço, a cada "amo-te" que lhe digo.




sábado, 31 de março de 2012

desculpem, mas tem mesmo de ser



eu amo-o muito . muito mesmo.

outubro

pandora


juro que em outubro vou ter de ter este bonequinho no meu dedo. juro que o vou tratar com amor e carinho e tudo mais. mas por favor,, fofinho, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me.

credo, pareço uma miúda mimada.

sexta-feira, 30 de março de 2012

massagens





descobri um dom: sou uma ótima massagista. e não, não estou para aqui a gabar-me, é mesmo verdade. o meu rapaz adorou.
o segredo, meus discípulos - estou numa de guru zen das massagens - é intercalar movimentos estranhos com as mãos nas costas do recebedor com palavras sussurradas que estimulem a mente.
no meu caso, o pretendido era relaxar e acalmar o meu homem.
e desde prados verdes a palavras carinhosas, digo-vos, tudo valeu. e no final, pronto, para ele não adormecer, fiz-lhe cócegas.
sim, eu, ninna jules, sou a única - sou a única não sou? - que lhe descobriu o ponto fraco.


paz, verde e dias de sol.

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

dia mundial da poesia


Saudades


Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim! 

de florbela espanca, que me ensinou a gostar de poesia. (tenho de ir ver o filme)

dia mundial da poesia


dizem que finjo ou minto


Dizem que finjo ou minto 
Tudo que escrevo. Não. 
Eu simplesmente sinto 
Com a imaginação. 
Não uso o coração. 

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço 
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa é que é linda. 

Por isso escrevo em meio 
Do que não está ao pé, 
Livre do meu enleio, 
Sério do que não é, 
Sentir, sinta quem lê!

do grande, do único, do inigualável, fernando pessoa. que me faz apaixonar pelas letras uma e outra vez, cada vez mais, só de o ler. obrigada.

domingo, 18 de março de 2012

e eis se não quando

dás por ti, um dia. um dia como os outros, em que pode chover ou fazer sol, em que pode estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, mas sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. finalmente vivo.
esse dia chega e tu nem dás por isso. e passa e tu nem dás por isso.
e, de vez em quando, lá vem um dia desses.
mas eis se não quando aparece, num dia desses, alguém diferente. vem de manso, tu nem te apercebes, mas chega e quando chega diz-te um "como estás?" sentido. um "como estás?" que não costuma ouvir-se por aí.
sem que dês por isso, vai ficando por aí, junto a ti. vai-se agarrando a ti. vai criando raízes, dentro de ti e de todos aqueles a quem o apresentas.
e, um dia mais, um dia daqueles, dás por ti, de novo. pode chover ou fazer sol, estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. outra vez, finalmente vivo.
o dia chega e nem dás por isso.
e, nesse dia, a primeira coisa que fazes, a primeira coisa que pensas é em fazê-lo feliz. a esse alguém que chegou num dia como este. e que tornou todos os dias um bocadinho melhores. sais de casa e diriges-te a ele (seja ele quem for, amigo, amante, mãe, pai ou irmão). e com um sorriso, um sentido sorriso dentro de ti, respondes finalmente, "eu, estou feliz. feliz como só tu sabes saber".



eu, meu amor, contigo, estou bem até quando não pareço estar. e o medo que tens e me perder, acredita, tem de ser varrido para longe em dias como este. em dias em que, do fundo de mim e das minhas lágrimas (todas elas de alegria, porque te tenho) posso dizer, a ti e ao mundo, que te amo. que te amo de verdade.

sábado, 17 de março de 2012

e choveu

após dias de um sol glorioso, que nos fez voltar a querer sair à rua sem casaco (pelo menos a mim fez), após rezas e rezinhas, tanto do governo como das pessoas que vivem do que a terra lhes dá (e nos dá a todos), hoje, choveu.

e, para ser sincera, até nem me importo nada.

james morrison-please don't stop the rain

sexta-feira, 9 de março de 2012

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO


este é o vídeo que o mundo todo deveria ver. porque, se estudamos história e nos horrorizamos com o que hitler fez, não há motivos, não há razões, para acreditar que, hoje, em pleno século XXI, nós todos podemos mudar a história.
e daqui a uns anos, os nossos filhos, verão hitler como uma vitória. mas kony, como um milagre que a humanidade, junta, foi capaz de fazer acontecer.

partilhem. ajam. e façam-se ouvir .

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sinais de loucura



adicionei ontem o meu diretor de turma, no facebook.
o tal que aqui há uns dois ou três meses atrás era capaz de dizer que odiava profundamente e com todas as minhas forças. o tal que, na mesma altura, era capaz de dizer que me odiava profundamente e com todas as minhas forças - mesmo sem ter, para essa afirmação - provas concretas. o tal de quem tanto reclamei aos meus pais, que era mau, que era mal encarado, mal humorado, mal amado pela mulher e pela família (mais uma vez, sem provas). aquele, o único professor do qual não gostei, no início do ano.
esse mesmo, que agora, digo ser o meu professor preferido.
esse mesmo, que admitiu à minha mãe que eu era boa aluna.
esse mesmo, que ao contrário do que eu pensava, até me dá algum valor (não demasiado, isso não - mas também não sou assim tão extraordinária de biologia)
e contra todas as minhas expectativas, contra tudo aquilo que eu estava à espera...
ele aceitou. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

eles dizem que querem aproveitar a vida ao máximo






e eu, desde sempre, que só quero ser mãe cedo (25 anos). e não acho que isso seja desperdiçar a vida e a juventude.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

oh summer



please come back soon 

ele regressa hoje,



e vem agora, de mansinho, num avião que só vai aterrar daqui a mais de uma hora, no sá carneiro.
disse-lhe um "até já" nervosinho, quando me ligou para se despedir, temporariamente. por mais que negue, há sempre qualquer coisa dentro de mim que fica agitada, quando o rapaz põe um pé no avião .
quando desligou, lembrei-me uma oração que, desde miúda, ouço a minha avó rezar, cada vez que saímos de carro. estava a fazer um bolo e, em frente ao forno, quase de lágrimas nos olhos, dei por mim a rezá-la. não sei porquê, nunca lhe achei piada, nem sequer rezo muitas vezes. mas achei que, pelo sim, pelo não, valia a pena. afinal, a minha avó nunca teve um acidente de carro.

hoje fazemos quatro meses. ele diz que quando chegar tem uma surpresa para mim. não sei o que é, não consigo imaginar nada suficientemente bom neste momento - porque ele diz que vai fazer a surpresa a partir de casa dele.

o bolo deve estar pronto. ele regressa hoje. já rezei. e já se passaram quatro meses.

o dia esteve lindo.

não há motivos para não ser feliz.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

hey there dalilah

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

quando tiveres saudades minhas



e quando tiveres saudades minhas, lê-me aqui, porque aqui é onde vivo. nas palavras que escrevo, nas frases que digo, nos momentos que, quase sem pensar, vou deixando imortais, aqui e ali, uns à mão, outros virtualmente.
sou assim e tu sabes disso. não sei ficar calada mesmo até quando não falo. falo, não só pelos cotovelos, como pelos dedos, pela ponta da caneta. falo e não paro, nem a dormir.
tenho saudades tuas e acho que também tens saudades minhas. gostava de te ler, para te sentir ainda mais vivo (as chamadas e as mensagens sabem a pouco, meu amor), mas tu não gostas destas coisas de fama virtual.
 eu não te posso ler, quando de ti sinto saudades, mas todos os dias, a qualquer hora, quando sentires saudades minhas, lê-me aqui, que o que escrevo é só nosso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

true


em nome da tolerância, é possível tolerar tudo?



lembram-se daquela tese de filosofia que eu estava tudo menos entusiasmada por fazer? aqui está um excerto dela. (daqueles excertos que, só por si, não levam a conclusão nenhuma acerca do trabalho como um todo)


Ser mulher, não é menos que ser homem (e sem mulheres, os homens também não existiam). Ser judeu, não é menos que ser cristão, lamaísta, ateu, ou muçulmano. O clitóris não impede qualquer mulher de dar à luz e a sua remoção não torna uma mulher mais pura. O Tibete não será destruído para sempre. A proibição da burka não mostra que um estado é laico – mostra que é preconceituoso e sem escrúpulos. Os atentados terroristas não resolveram assunto nenhum.
E já Mahatma Gandhi dizia: “an eye for an eye, makes the whole world blind”


a minha professora de filosofia elogiou muito o trabalho. não lhe pôs sequer um único entrave. não lhe apontou um único erro. não fez uma única correção. aliás, disse até que era um trabalho "alguns níveis à frente" daqueles a que estava habituada.

não tirei 20. sou parva o suficiente para não ter posto bibliografia*, nem paginação no trabalho. é nestes momentos em que me apetece arrancar cabelos.

*sejamos sinceros, eu não usei bibliografia (nem webgrafia) nenhuma para elaborar a tese. limitei-me a utilizar a cultura geral e matéria dada, o ano passado, em geografia.

prefiro assim



que assim não há nada a dizer; que assim é mais simples; que assim é menos sensual, sexual, erótico ou o que quer que seja.
prefiro assim, mas hei de encontrar alguma coisa que me agrade ainda mais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012





estavam os dois sozinhos, no quarto dele.
tinham chegado a casa há pouco tempo e ele tinha de trabalhar. um relatório para entregar no dia seguinte. 
estava frio e estavam cansados.
ele aproximou-se dela, os cabelos desalinhados e um sorriso, daqueles que ela já conhecida. daqueles que ela sabia que, naquele momento, tinha de reprimir. deu-lhe uma palmada no ombro e um leve empurrão.
"tens um relatório para fazer".
abraçaram-se e beijaram-se. a ternura em todos os gestos. a ternura em todos os lados. em cada olhar, cada beijo, cada pedaço de si.
depois, ela largou-o e sentou-se na cama, enquanto o via a dirigir-se para a secretária. tirou os sapatos e puxou a coberta para trás. ele sentou-se ao computador. ela recostou-se na cama. 
a cada minuto que passava, recostava-se mais um pouco, cada vez mais para baixo; o seu olhar sempre preso nele, a sua memória sempre agarrada aos lábios que lhe pertenciam sem serem seus. a luz, do outro lado da janela, clara e brilhante.
a certa altura começou a ouvir uma música baixinho. como que lá ao fundo. como que no seu imaginário.
deixou de dar por si.
e depois acordou, com um beijo. a céu escuro, próprio da noite.
"temos de ir embora, princesa", disse-lhe ele.
tinha-a coberto e aconchegado. estava sentado a seu lado, o cabelo ainda desalinhado, o sorriso ainda nos lábios. 
beijaram-se e depois ele ajudou-a a levantar.
era por isto que ela sabia que o amava. 
era por isto que valia a pena amar alguém.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ajudem aí, por favor


é só uma perguntinha simples, simples.
este novo header, com esta rapariguita toda gira, é assim um bocadinho a cair para o demasiado sensual, nudista, ou coisa que o valha? é que estou, digamos que, reticente em relação à imagem...
o meu namorado diz que gosta. e isso ainda me preocupa mais, não sei se me percebem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

f de f(uck)ilosofia



tenho que escrever uma tese para filosofia e só me apetece escrever coisas totalmente diferentes. apetece-me cozinhar. petece-me namorar. apetece-me ir as compras. cortar o cabelo. ir ao spa. ao parque de diversões e a china.
apetece tudo, tudo menos escrever a tese para filosofia .

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

valentine's day



se a coisa não me correr mal, ele vai ficar feliz.

(ouviste? se a coisa não me correr mal... mas não penses que vai ser assim uma coisa mirabulante)

domingo, 29 de janeiro de 2012

da distância



tenho andado distante. distante de vocês, que por vezes me lêem. tenho estado distante, tenho estado ausente.
não tenho vontade de escrever muito. escrevo só de vez em quando, agora, porque não tenho tempo para mais, e porque já não sinto necesidade. amo e respeito as letras cada vez mais. cada vez mais percebo a falta que fazem às pessoas, à sociedade. mas cada vez mais sinto menos a falta de exprimir por palavra escrita aquilo que me vai na alma.
principalmente porque o sentimento cá dentro têm-se repetindo nos últimos três meses. e seria aborrecido vir para aqui, todos os dias, falar-vos dele e de como o amo. dele e de como me sinto bem a seu lado. dele e do seu sorriso quando os seus olhos me tocam, do seu abraço, do seu beijo, da sua voz.
não tenho escrito muito - nao tenho escrito nada - porque arranjei um amigo. um amigo que me responde, que me dá alento, que faz o meu coração bater, que me ama e que eu amo. um amigo que, para além de amigo, é amante. e amante no sentido original da palavra, não o outro, atribuido pelas piores razões.
estou cada vez mais apaixonada. e como paixão não é o mesmo que amor, deixem-me que vos digo: eu amo(-o) cada vez mais.
e não quero nunca que pare.
nem mesmo se a distancia se imposer sobre nós.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

e na verdade, é tudo mentira



s pessoas gostam de dizer que, quando a gente cresce, a vida é boa. ou se calhar só eu achava isto. quer dizer, afinal de contas temos a independência, a autonomia e tudas aquelas coisas com as quais sonhamos, enquanto crianças.
fiz dezasseis anos a semana passada. e achava que isto ia ser fantástico.
e, na verdade, é tudo mentira.´
a minha avó materna está no hospital com uma infeção respiratória e outra urinária. só ontem é que começou a falar como sempre falou, porque desde domingo que não dizia coisa com coisa.
uma mulher que há muito anda atrás dos meus pais, porque "convive" com eles no local de trabalho e já fez queixa deles a todas as entidades possíveis e imaginárias, decdiu, agora, também fazer queixa de mim.
vou ver se consigo festejar a minha festa de aniversário amanhã, já está tudo marcado e tudo. o grande problema é que vim hoje recambiada da escola porque as dores menstruais e as crises de enxaquecas deram cabo de mim.
e dos dezasseis, ainda não houve nada de novo. nem sequer de bom.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

16


hoje faço 16 anos. 
esperei toda a minha vida por este dia e nem sei bem porquê. mas estou feliz. mais feliz que nunca, melhor que nunca. 
se os 16 forem sempre assim, não quero crescer mais.



sábado, 7 de janeiro de 2012

pseudo facto : as novelas da tvi não trazem nada de novo e instrutivo.



e pseudo facto porque as novelas da tvi trouxeram-me este senhor. hola guapo!

bossa nova e samba




vamos viver no brasil, meu amor. vamos viver no brasil e ser felizes. e dançar e cantar. ir para a praia de noite, em dezembro. tomar banho e sentir o calor na pele. andar todos os dias de branco e abrir negócio em copacabana, chocolates à noite, caipirinhas de dia .

vamos viver no brasil, meu amor. viver no brasil e ser felizes.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

inveja



ficam roxas, verdes, azuis bebé com bolinhas amarelas canário, ficam roídas de inveja com uma silicone, ou um peito grande.
fora de brincadeiras, era só isto que eu queria dizer: parece-me a mim que é tudo inveja . mas eu também me engano .