quinta-feira, 21 de junho de 2012

educação física vai (mesmo) deixar de contar para a média de acesso ao ensino superior




eu concordo. honestamente, sem medos que me atirem pedras ou flechas ou o que quer que seja, eu concordo com a medida.
e sabem porquê?
sim, é verdade que não sou boa aluna a educação física. sou péssima, na verdade. corro pouco (e mal) - embora tenha melhorado muito, com a ajuda de uma amiga minha e do meu namorado, todos atletas. falho serviços em badminton. tenho dificuldades em bloquear remates. não sei fazer a cambalhota para trás. nem o pino. nem a roda. nem outros cinco milhões de movimentos, seja de que desporto ou modalidade se esteja a falar. sou péssima.
mas sou ótima ao resto. o que, em balanço, faz com que o meu 13 merecido a educação física seja, em termos práticos, um 17. porque o conselho de turma obriga os professores de educação física a subir a nota da sua disciplina aos alunos que vão ver a sua média descer bastante devido à sua fraca destreza. 
e está toda a gente a dizer que é muito injusto educação física ser retirada da média, e o único argumento que dão é que é injusto, porque assim a média desce.
mas enquanto a nota contava, diziam que era injusto, porque eu mereço muuuito mais que os outros e os outros têm quase igual a mim.

sabem porque é que essa nota contar para a média é injusto, na minha humilde opinião? porque eu, que vejo a minha nota subida em quatro valores, acho isso mesmo injusto. só porque sou boa ao resto, sobem-me esta nota e praticam um mau ensino. 
mas digo-vos que se contasse para a média de acesso ao ensino superior e eu não entrasse em medicina, por exemplo, porque a nota de educação física, dada justa, me tinha impedido de aceder, por não sei quantas décimas, isso sim, gente, isso seria injusto. porque, para ser médica, não preciso de conseguir correr a maratona, nem preciso de saber fazer serviços, nem saber bloquear um ataque. preciso de saber biologia e anatomia e química e, pasmem-se, até português. 

no ensino secundário já somos crescidinhos o suficiente para perceber que temos de praticar exercício físico, se queremos ser saudáveis. não precisamos de uma nota na pauta para perceber se somos bons ou maus a determinada modalidade, ou pelo menos, nao devíamos precisar. porque as notas não se tratam de uma festinha no ego. tratam-se de selecionar pessoas, para que, quem nos atenda nos mais variados serviços, um dia, saiba ser um bom profissional. 

e, quanto a vocês não sei, mas eu prefiro um médico que me saiba explicar o que é que eu tenho; ou um biólogo português que escreva uma grande teoria; ou um químico fantástico que descubra a cura não sei para o quê, e a saiba publicar e defender; do que um médico, ou um biólogo ou um químico que tenha ultrapassado melhores possíveis profissionais, porque fez o teste de cooper em menos dois minutos que os outros.

mas quê, isso sou eu, uma miúda que não percebe nada de desporto, mas sabe contar sílabas métricas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

há publicidade que nunca desilude

e esta da coca cola, apesar de, todos sabermos, ser mais uma campanha de markting como as outras, difere de outras marcas por isto: grande publicidade (da qual eu sou apreciadora).

e assim se fez uma bela d'uma laranjada

e, mesmo não sendo uma fã, há que reconhecer que sem aqueles dois, não havia quartos para ninguém.


hoje estava um senhor paneleiro a pesar fruta no continente que se virou para a minha mãe e disse qualquer coisa sobre o europeu.
a minha mãe, achando-se a fazer alguma coisa que qualquer português faria, disse:
- vamos lá ver se eles ganham e nos trazem uma grande alegria.
responde o senhor paneleiro:
- eu espero bem que eles não ganhem; não estou para lhes pagar mais nada.
a minha mãe, irritada, disse-lhe assim:
- olhe, é por neste país, gente ressabiada como o senhor, que não andamos mais para a frente.
e rematou com um belo de um:
- anormal.

sabem, com senhor paneleiro não quero dizer que o homem fosse homossexual. não, se o fosse eu chamar-lhe-ia senhor da fruta, porque, honestamente sou simpatizante de todas as formas de amor. mas com este comentário, comportou-se mesmo como aquele tipo de pessoas a quem, independentemente da orientação sexual, chamo de paneleiros; que é como quem diz, idiotas, gente da treta e cus abertos (mas tudo ao mesmo tempo).

estive o jogo todo a implorar que ganhassem aos holandeses porque não queria que o senhor paneleiro fosse para a cama feliz. esta noite, eu e o resto dos portugueses vão dormir orgulhosos do seu país e da sua seleção. este senhor paneleiro vai ter uma noite mais ressabiada. e ainda bem que assim é.

e perdoem-me a linguagem. mas às vezes não me contenho de todo. 
e, se existe, é porque há ocasiões onde certas palavras são bem ditas.

sábado, 16 de junho de 2012

summer paradise


gosto de músicas que cheiram a verão . ele está aí perto, mesmo que, por cá, não pareça muito. mas ele revela-se, vão ver . mais tarde ou mais cedo.

é oficial



estou de férias.
que bem que sabe o gosto a no responsabilities.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

constatações deste primeiro jogo.



é uma pena que tantos portugueses se estejam a marimbar para a nossa seleção. estes são momentos que nos fazem sonhar mais, acordar para outras realidades e, quiçá, deixar, durante noventa minutos, de pensar nos coitadinhos que somos, tão infelizes e pobrezinhos.
é uma pena que sejamos como somos. que não tenhamos orgulho no desporto que nos caracteriza. que só pensemos nas coisas más que a vida nos traz.
passaram a semana toda a enxovalhar a seleção, que nos está a representar a todos numa competição europeia. e, minutos antes de começar a jogar, já se via por toda a blogosfera fora, gente que afirma que a seleção, a eles, não lhes aquece nem arrefece, que há coisas melhores, que esperam que não se esteja a gastar muito dinheiro com aquela competição menor. gente superior, portanto; de muito nível, muito chá.
é uma pena.

ps: houve macumba, pelo menos naquele "remate" que o pepe fez à baliza. obviamente que houve mão, quem sabe, do espírito malévolo do hitler, caso contrário a bola teria passado a linha de baliza e seria golo. paciência, há mais jogos.

portugal está a chamar.



vamos lá !



Olhei-a nos olhos 
sorriu para mim 
pedi-lhe um beijo 
lá lá lá lá lá 
lá lá lá lá lá 
E ela disse que sim
fausto - namoro.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quiqui, voltaste

ela é assim, igualzinha. uma beleza, portanto.

a minha gata, a quiqui, que até há quatro meses era gorda que nem um chino e, ainda assim, tinha uma energia descomunal, esteve muito doente, nestas últimas doze semanas. deixou de comer - sem motivo aparente, segundo as análises. e os gatos não podem deixar de comer, porque isso lhes afeta automaticamente o fígado (especialmente quando o gato em questão é gordo, muito gordo, como a minha bonequinha era).
foi uma luta.
perdeu cerca de quilo e meio. já se sentiam os ossinhos todos; só pensava em dormir e comer, comer que é bom, nem pensar nisso. cheguei mesmo a temer o pior.
depois de muitas peripécias, hoje percebi, verdadeiramente, que voltou ao normal. mais elegante, isso é certo, mas muito, muito brincalhona e teimosa como sempre foi - queria dormir um bocado a seguir ao almoço e a moça cismou forte e feio que tinha de me roer os pés e as pernas e tudo .

gosto bem mais dela assim, chatinha, comilona e enérgica. esta sim, foi a gata que decidi trazer para casa, um dia, contra a vontade de toda a gente.

são manias



manias, todos temos uma ou duas.
e as minhas acabam sempre por se revelar inúteis, não sei bem porquê. a mais recente, é começar a seguir blogues de moda (porque as raparigas têm sempre imenso estilo e as fotos costumam ser giras e tal). mas depois canso-me daquilo. é que parece-me sempre que são demasiado fúteis. e cansa-me a escrita muita-palavra-pouca-virgula-pouco-ponto. como se o principal objetivo dos blogues de moda fosse obter a melhor escrita desse planeta.

manias.

sábado, 2 de junho de 2012

e pronto



há gente tão croma, com atitudes tão ridículas, e comentários tão hediondos; comportamentos tão infantis e mente tão tacanha... há gente tão treta e tão falsa, tão bonequinho de corda, tão robot telecomandado. há gente tão parva a vaguear esse mundo fora que, honestamente, me pergunto muitas vezes o porquê de essas pessoas poderem ter, por exemplo, direito ao voto e carta de condução, e eu não. o porquê de essas pessoas serem consideradas responsáveis e eu não. o porquê de essas pessoas poderem fazer o que lhes dá na real gana e eu não.

há coisas na vida que me ultrapassam e, cada vez mais, isto dos adultos que se comportam como autênticos pré-adolescentes cheios de sebo no cérebro é um assunto que me preocupa e me faz pensar.
e depois há outras perguntas que se poderia fazer acerca do assunto, mas, também, isso dava aso a estar aqui a divagar o resto da noite.

e eu tenho saudades de escrever a sério.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

rock in rio



como eu queria estar no rock in rio, no dia um, a ver maroon5.
há algum malandro que vá?

domingo, 20 de maio de 2012

do (meu) amor.



sabes, quando era miúda e, como sempre, não queria nem saber das aulas de piano, (ou seja, não estudava em casa) o diretor da academia onde eu andava, um dia, pediu para ter uma reunião com os meus pais e comigo, numa de me dar uma reprimenda para ver se me punha no caminho certo.
a certa altura lá me disse ele:
sabes, a música é como um namorado. cada dia que passa vais gostando um bocadinho mais dele.
na altura, confesso, fartei-me de pensar que o homem era tolo. do namorado, achava eu, gostava-se muito no primeiro dia e depois, à medida que o tempo passava, nós passávamos também, mas a gostar menos dele.
os anos passaram e essa frase que ele me disse, nunca mais me saiu da cabeça. e sempre pelo mesmo motivo, por mais que tentasse, eu não conseguia dar razão ao homem. a minha opinião mantinha-se sempre.
até que, um dia, chegaste tu.
hoje dou-lhe toda a razão. contigo, eu aprendi que ele, um dos homens com quem tenho menos empatia, tinha razão, pelo menos nisto: do namorado (o certo) vai-se gostando cada vez mais um bocadinho, por cada dia que passa. e, mesmo que o certo não o seja para todo o sempre, é-o pelo menos durante aquele (belo) período de tempo.
pelo menos para já, tu és o caminho certo a tomar e eu, eu gosto cada vez mais de ti.
e hoje, só tive ainda mais a certeza disso.

faz-me feliz para todo (o nosso) sempre e eu prometo que vou tentar fazer o mesmo.

amo-te. oficialmente (if you know what i mean).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

da saudade



vem de manso, ao de leve. a saudade que tenho das tonalidades menores tem pés de lã e só ataca de quando em vez. não se mostra quando quero, mas deixa-se ver quando se quer deixar mostrar. vem disfarçada de tudo o que a natureza deu ao homem de bom, como toda a arte, desde os primórdios do tempo.
é-me natural, como é natural a toda a gente, não só a saudade, mas também a melodia que em tempos não fui capaz de apreciar.
toquei piano durante nove anos. não toco há cinco meses. as saudades acumulam-se, é difícil pensar que não podia sequer ver uma partitura à minha frente sem desejar uma outra vida.
não voltaria a tocar por obrigação, de forma alguma. mas a paixão mantém-se. as saudades vieram para ficar. o piano desapareceu.
e vocês não imaginam, sequer, a vontade, o fogo desejo em mim de voltar a tocar. a tocar chopin. beethoven. e schubert.
trago o romantismo em mim e abomino o barroco (tudo por culpa lá do bach, que obviamente respeito e gosto de ouvir).
da saudade, trago a música. e o resto, são só memórias.

domingo, 13 de maio de 2012



hoje faz anos umas das pessoas de quem eu mais gosto e com quem tenho a histórias mais hilariantes de sempre. somos amigas, hoje em dia, mas há dez anos atrás, credo, quem nos visse era a arrancar cabelo uma à outra (ela a mim, mais precisamente).

ela lê o blogue.

parabéns fofinha.

quinta-feira, 10 de maio de 2012