vamos lá !
sábado, 9 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quiqui, voltaste
ela é assim, igualzinha. uma beleza, portanto.
a minha gata, a quiqui, que até há quatro meses era gorda que nem um chino e, ainda assim, tinha uma energia descomunal, esteve muito doente, nestas últimas doze semanas. deixou de comer - sem motivo aparente, segundo as análises. e os gatos não podem deixar de comer, porque isso lhes afeta automaticamente o fígado (especialmente quando o gato em questão é gordo, muito gordo, como a minha bonequinha era).
foi uma luta.
perdeu cerca de quilo e meio. já se sentiam os ossinhos todos; só pensava em dormir e comer, comer que é bom, nem pensar nisso. cheguei mesmo a temer o pior.
depois de muitas peripécias, hoje percebi, verdadeiramente, que voltou ao normal. mais elegante, isso é certo, mas muito, muito brincalhona e teimosa como sempre foi - queria dormir um bocado a seguir ao almoço e a moça cismou forte e feio que tinha de me roer os pés e as pernas e tudo .
gosto bem mais dela assim, chatinha, comilona e enérgica. esta sim, foi a gata que decidi trazer para casa, um dia, contra a vontade de toda a gente.
são manias
manias, todos temos uma ou duas.
e as minhas acabam sempre por se revelar inúteis, não sei bem porquê. a mais recente, é começar a seguir blogues de moda (porque as raparigas têm sempre imenso estilo e as fotos costumam ser giras e tal). mas depois canso-me daquilo. é que parece-me sempre que são demasiado fúteis. e cansa-me a escrita muita-palavra-pouca-virgula-pouco-ponto. como se o principal objetivo dos blogues de moda fosse obter a melhor escrita desse planeta.
manias.
sábado, 2 de junho de 2012
e pronto
há gente tão croma, com atitudes tão ridículas, e comentários tão hediondos; comportamentos tão infantis e mente tão tacanha... há gente tão treta e tão falsa, tão bonequinho de corda, tão robot telecomandado. há gente tão parva a vaguear esse mundo fora que, honestamente, me pergunto muitas vezes o porquê de essas pessoas poderem ter, por exemplo, direito ao voto e carta de condução, e eu não. o porquê de essas pessoas serem consideradas responsáveis e eu não. o porquê de essas pessoas poderem fazer o que lhes dá na real gana e eu não.
há coisas na vida que me ultrapassam e, cada vez mais, isto dos adultos que se comportam como autênticos pré-adolescentes cheios de sebo no cérebro é um assunto que me preocupa e me faz pensar.
e depois há outras perguntas que se poderia fazer acerca do assunto, mas, também, isso dava aso a estar aqui a divagar o resto da noite.
e eu tenho saudades de escrever a sério.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
do (meu) amor.
sabes, quando era miúda e, como sempre, não queria nem saber das aulas de piano, (ou seja, não estudava em casa) o diretor da academia onde eu andava, um dia, pediu para ter uma reunião com os meus pais e comigo, numa de me dar uma reprimenda para ver se me punha no caminho certo.
a certa altura lá me disse ele:
sabes, a música é como um namorado. cada dia que passa vais gostando um bocadinho mais dele.
na altura, confesso, fartei-me de pensar que o homem era tolo. do namorado, achava eu, gostava-se muito no primeiro dia e depois, à medida que o tempo passava, nós passávamos também, mas a gostar menos dele.
os anos passaram e essa frase que ele me disse, nunca mais me saiu da cabeça. e sempre pelo mesmo motivo, por mais que tentasse, eu não conseguia dar razão ao homem. a minha opinião mantinha-se sempre.
até que, um dia, chegaste tu.
hoje dou-lhe toda a razão. contigo, eu aprendi que ele, um dos homens com quem tenho menos empatia, tinha razão, pelo menos nisto: do namorado (o certo) vai-se gostando cada vez mais um bocadinho, por cada dia que passa. e, mesmo que o certo não o seja para todo o sempre, é-o pelo menos durante aquele (belo) período de tempo.
pelo menos para já, tu és o caminho certo a tomar e eu, eu gosto cada vez mais de ti.
e hoje, só tive ainda mais a certeza disso.
faz-me feliz para todo (o nosso) sempre e eu prometo que vou tentar fazer o mesmo.
amo-te. oficialmente (if you know what i mean).
sexta-feira, 18 de maio de 2012
zoochosis presents: escalator
digo-vos uma coisa, isto é, verdadeiramente, uma grande peça de publicidade.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
da saudade
vem de manso, ao de leve. a saudade que tenho das tonalidades menores tem pés de lã e só ataca de quando em vez. não se mostra quando quero, mas deixa-se ver quando se quer deixar mostrar. vem disfarçada de tudo o que a natureza deu ao homem de bom, como toda a arte, desde os primórdios do tempo.
é-me natural, como é natural a toda a gente, não só a saudade, mas também a melodia que em tempos não fui capaz de apreciar.
toquei piano durante nove anos. não toco há cinco meses. as saudades acumulam-se, é difícil pensar que não podia sequer ver uma partitura à minha frente sem desejar uma outra vida.
não voltaria a tocar por obrigação, de forma alguma. mas a paixão mantém-se. as saudades vieram para ficar. o piano desapareceu.
e vocês não imaginam, sequer, a vontade, o fogo desejo em mim de voltar a tocar. a tocar chopin. beethoven. e schubert.
trago o romantismo em mim e abomino o barroco (tudo por culpa lá do bach, que obviamente respeito e gosto de ouvir).
da saudade, trago a música. e o resto, são só memórias.
domingo, 13 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
sai do quadrado
tu viveste toda a tua vida aí. sem te aperceberes foste traçando ao de leve a linha da fronteira entre o teu e o outro mundo - aquele que sabias que existia, mas que, apesar de estar mesmo ali, do outro lado da linha, parecia estar, na verdade, do outro lado do universo.
viveste sempre como quem tem medo de dar o próximo passo e nunca saíste do teu perímetro de segurança. as estações do ano a passar e tu só davas por isso porque as mesmas árvores de sempre te mostravam que o tempo avançava - as folhas verdes, as amarelas, laranjas e vermelhas, as folhas a cair e o nu despido do frio do inverno; e depois, o milagre da vida e começava tudo de novo; um ano passado a olhar os abetos.
sai do quadrado.
do outro lado da linha há neve no inverno e o verão é tão quente que queima a pele só de se pensar.se queres rir, tens de ir em busca da felicidade, porque ela não vem tem contigo pela mão da tua mãe.
encara a tua vida como uma aventura que ainda não te deste ao luxo de viver. imagina os milhões de combinações diferentes, entre casa nova, novo emprego, novas pessoas e uma nova liberdade, com um cheiro que não conheces e umas cores que nunca viste. eu diria até, imagina o infinito todo à tua disposição - tu, só tens de escolher sair do quadrado.
vais dar mais valor ao que antes eras incapaz de suportar. vais agradecer ter nascido num quadrado minúsculo dentro deste retângulo pequenino à beira mar plantado, chamado portugal.
sai do quadrado. vai ver o mundo, experimentar o que nunca pensaste existir e depois conta a toda a gente. vais ser inspiração, como alguém foi para ti.
talvez eu, talvez não. talvez o sonho ou a necessidade.
mas promete-me, promete-me que durante a tua vida, pelo menos uma vez na tua vida, vais sair do teu quadrado. o universo parece assustador, mas talvez seja só impressão tua. e se o não for, voltas atrás, traças de novo a fronteira e és feliz, por saber que o teu, é o melhor quadrado do mundo.
domingo, 6 de maio de 2012
mommy's day
a minha mãe, não só é a melhor mãe do mundo, como é também a pessoa mais altruísta, amiga e querida que eu conheço. não só é a melhor mãe do mundo, como é também a melhor amiga que o meu mundo alguma vez vai conhecer. não só é a melhor mãe do mundo, como é a mulher mais forte que alguma vez vi. a minha mãe é a mãe mais linda de todos os mundos e eu tenho muito orgulho em ter um bocadinho em mim que lhe pertence. a minha mãe é a melhormãe do mundo. ninguém se equipara a ela. ninguém consegue ser melhor e nunca ninguém vai tratar melhor de alguém como ela trata de mim, do meu irmão e do meu pai e de toda a gente que à volta dela anda, porque a minha mãe, para além de ser a melhor mãe, é a melhor profissional, melhor chefe, melhor tudo.
e quem não gosta da minha mãe, tenho dito, só pode mesmo ser uma pessoa sem escrúpulos e sem bondade no coração.
a minha mãe, como disse, é a melhor mãe do mundo.
espero que a tua também o seja.
feliz dia da mãe.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
alerta defeito
descobri um defeito meu. um defeito feio, do qual, confesso, tenho alguma vergonha.
percebi que, infelizmente, tenho a mania que tenho de ser a melhor em tudo. obviamente não o sou, mas há um gostinho maléfico qualquer em saber que sou a única a fazer bem, ou em saber que sou aquela que faz melhor alguma coisa.
é triste, não é ?
só de mim
agora fiquei com inveja. inveja de quem escreveu isto. e depois, olha, depois chorei. porque às vezes dá-me para estas coisas.
realização ana luísa bairos
quinta-feira, 3 de maio de 2012
coisas que me inspiraram
vou contar-vos uma história que me contaram hoje, numa palestra sobre o respeito necessário para com todas as pessoas, a propósito do comércio justo. o texto é grande, mas com certeza não será difícil de ler.
nos anos setenta, uma professora de meninos de dez anos decidiu chegar à sala de aula, um dia, e dizer-lhes assim, com ar muito sério:
- meninos, tenho aqui um decreto lei vindo da américa. e neste decreto lei diz que os meninos de olhos castanhos não são tão inteligentes como os que têm olhos claros e, como tal, tenho de lhes pôr uma coleira, para que se possam distinguir dos outros.
e assim o fez, colocou a coleira nos alunos de olhos castanhos e deixou todos os meninos ir ao intervalo.
sabem o que é que aconteceu no intervalo? ora pois claro, houve porrada entre todos os meninos, uns porque se gabaram de ser os mais inteligentes, outros - e estes em maior número, claro está, porque estamos em portugal onde a cor de olhos predominante é o castanho - porque não gostaram de ser humilhados pelos colegas.
no dia seguinte a professora deu um teste, que todos os meninos fizeram.
sabem quem teve melhores notas?
aqui devo dizer-vos que a plateia onde eu me incluia que estava a assistir à palestra, respondeu quase unanimamente:
- os meninos de olhos castanhos tiveram melhores notas.
ao que o orador respondeu:
- pois é, vocês, como eu, responderam com o coração. quiseram fazer justiça para com aqueles que foram humilhados (já para não falar que a maioria de vocês têm olhos castanhos e não ia gostar de se sentir assim). o problema é que quem tirou melhores notas foram os meninos de olhos claros.
porque assim que marcamos alguém negativamente, essa pessoa vai ter menos alento para fazer algo de positivo. a maioria dos meninos de olhos castanhos nem sequer se esforçou para tirar uma boa nota, porque, segundo o decreto lei, eles não eram tão capazes como os outros, de olhos claros.
mas nós todos sabemos que isso é mentira, não é? a cor dos olhos não determina a inteligência das pessoas. e, como tal, a professora teve de desfazer o problema.
passados uns dias, chegou à sala de mãos na cabeça, com um ar muito assustado e arrependido e disse:
- meninos, eu fiz uma grande asneira. perdoem-me! é que eu percebi mal o decreto lei. os meninos mais inteligentes são os que têm olhos castanhos. os meninos de olhos claros são menos capazes.
dito isto, retirou as coleiras aos meninos de olhos castanhos e colocou-as nos meninos de olhos claros.
quando foram para o intervalo, sabem o que aconteceu?
pois é, houve mais uma vez porrada. porque os meninos de olhos castanhos vingaram-se dos colegas que os tinham humilhado.
e sabem que mais? no dia seguinte, quando a professora voltou a entregar testes, os meninos de olhos castanhos tiraram melhores resultados que os de olhos claros.
isto tudo, para dizer que somos todos iguais,e tanto para o bem, como para o mal. sejamos nós de que cor formos. havemos sempre de tentar magoar quem nos magoou, e exultar quem nos quer bem. a maioria funciona assim.
e, é claro, o mundo funciona por maiorias. mas todas essas maiorias, começaram, um dia, por uma minoria que teve de se afirmar.
saibam vocês que as expressões que mais
vos agradarem neste texto são da autoria,
com quase toda a certeza, de um senhor que
a minha professora de filosofia teve a bondade
de trazer à minha escola, hoje, para fazer uma palestra sobre
comércio justo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
os maridos das outras
ontem a minha mãe descobriu esta música. disse-me ela, depois de algum tempo:
sabes, estive a pensar e não encontro outro marido que seja melhor que o meu. o teu pai não tem comparação. os maridos das minhas amigas são todos uns "cocós", coitadas.
sou obrigada a concordar com ela. eu também não conheço melhor marido que o meu pai - talvez só o meu tio se equipare a ele.
e sem dúvida não há nenhum casal mais firme que os meus pais. digam vocês o que disserem, pensem vocês o que pensarem. eles os dois sim, eles os dois são uma equipa. como um dia eu quero ser.
terça-feira, 1 de maio de 2012
f de f(uck)ilosofia II
agora obrigaram-me a falar de política. a sério, era só o que mais me faltava. e ainda para mais, tenho de fazer um organograma conceptual - ou seja, nem escrever muito posso.
esta minha relação com a filosofia está a tornar-se cada vez mais de amor-ódio - com inclinação ligeira para o segundo.
e para rematar, neste aspeto da política, tudo o que for non-gandhi, dá-me a volta a barriga.
era só isto.
a felicidade nas pequenas coisas
desde que comecei a pensar mais na minha vida - assim naqueles pequenos espaços de tempo que tenho reservados à minha sanidade mental, como por exemplo, o banho ou a hora de acordar, enquanto me visto e me arranjo - dizia eu, desde que comecei a pensar mais na minha vida, tenho percebido a importância das pequenas coisas e da felicidade que nelas reside.
cada vez menos quero ser feliz à custa de grande utopias. faz-me aflição que, nestes tempos de crise, se continue a pensar em grandes férias, dias e dias de compras desenfreadas, jantares e almoços e lanches e cafezinhos fora, todos os santos dias, como se de lordes nos tratássemos.
lembro-me de ser miúda e ter a mania das grandezas. o meu pai dizia-mo, muitas vezes, que eu tinha a mania das grandezas - às vezes ainda diz, e se calhar às vezes ainda tenho, mas isso é outra história, já que estou a melhorar.
vejo, cada vez mais nas pequenas circunstâncias da vida, a beleza que a vida tem. em vez de uma semana enfiada num hotel, uma ida à praia, que fica aqui mesmo ao meu lado, quando quero e bem me apetece - e, bem, de borla! em vez de compras todas as semanas - o que me custa, confesso, que pelo meu ser mais interior e selvagem, estourava tudo o que tinha e o que não tinha em roupa e decoração, acessórios de cozinha e livros - dizia eu, em vez de compras todas as semanas, compras quando se pode e, olha, menos compras, que há tanta coisa em casa que pode ser reutilizada.
e em vez de almoços fora, jantares fora, lanches fora - qual tia, qual quê - aprender a cozinhar, aprender a distinguir os melhores temperos, o que melhor faz à saúde - e o que menos bem faz, também.
vejo nas coisas simples da vida, a beleza que a vida tem. é importante sonhar, mas mais importante ainda é conseguir reconhecer a ténue linha que vai do sonho, à utopia; do sonho à realidade.
e perceber que, saltar do sonho para a utopia, salta-se dando um passo pequenino; do sonho à realidade, salta-se trabalhando e persistindo.
mas da utopia à realidade o fosso é grande. e não me lembro de ter visto alguém a sair dele.
isto é que foi filosófico, hein?
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