quarta-feira, 11 de abril de 2012

quero, quero, quero

quem me conhece, sabe: eu, sou uma viciada em livros, letras, palavras e expressões. e, principalmente quando tenho mais tempo - como nas férias - o que eu gosto mesmo de fazer é ler, seja o que for, quando for e em que sítio eu estiver.

Ontem fui ao arrábida shopping e estive na book house a ver as novidades. assim que me deparei com este livro, nunca mais quis outra coisa.
e, ainda para mais é de um autor italiano. nunca me desiludiram, os autores italianos.


acho que o vou ler num instante!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

panquecas



hoje vou fazer panquecas para o lanche, uma vez que descobri que tenho uma máquinha própria com formas e tudo. foi a minha avó quem comprou aquilo há uns anos atrás, através dos anúncios de televendas e ofereceu à minha mãe. nunca foi estreada.

hoje, é o dia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

sobre o ginecologista


fui ao ginecologista, hoje, pela primeira vez. e devo dizer que não concordo nada com o facto acima descrito. adorei o meu ginecologista homem e maduro. deve ter aí os seus cinquenta anos. É meiguinho e experiente - dito assim soa muito mal - e estava acompanhado de uma enfermeira mesmo simpática.
pedi-lhe para tomar a pílula. ele lá me esteve a fazer os exames necessários, e as perguntas e, no final, já com a pílula prescrita disse-me que não tinha colocado o nome comercial na receita para o caso de eu não querer dizer à minha mãe que estava a tomar a pílula. disse-me que podia dizer que era uma espécie de tratamento para o acne. depois, pediu-me para, no caso de ter relações sexuais durante este mês - até ao dia da minha próxima menstruação que, deus queira, esteja longe:
- usa sempre preservativo e não vás nas cantigas dos rapazes... no "ah e tal, é só a cabecinha" ou "sou muito experiente e controlo isso muito bem!", que é tudo mentira. quando eles acham que vão controlar, já é tarde demais.
para além disso foi querido e, como lhe disse que estava a pensar seguir medicina para ser obstetra e ginecologista como ele, esteve a mostrar-me, através de ecografia, o meu sistema reprodutor. e explicou-me que:
- obstetrícia é uma dor de cabeça e faz muitos cabelos brancos. olha só para os meus!

e pensar que, há cinco horas atrás, estava mais nervosa que uma noiva em manhã de casamento.

ai vou, vou



descobri hoje a pedra filosofal das boas crónicas. aquela revista com a qual tanto sonhei, debaixo do chuveiro. aquela que, para já, se tornou o meu objetivo.
ele são crónicas do josé luís peixoto, do ricardo araújo pereira, do antónio lobo antunes. pronto, está feito.
anuncio hoje que, algures na minha vida, eu vou escrever para a visão. ou não tenha eu o nome que tenho.

Na altura, eu era uma menina com o coração demasiado perto das mãos. Havia quem o tivesse colado ao céu-da-boca, e o deitasse cá para fora em altos momentos de poesia urbana. Eu, só de pensar em falar o que escrevia para o público, tremia da cabeça aos pés. Falava de tudo, sobre qualquer coisa, em que circunstância fosse – faltavam-me as papas na língua – mas criar, assim, em direto; expor o que cá por dentro ia, só no papel, que falava por si e por mim e por todos aqueles que faziam parte da minha vida.


do amor para sempre




quando era miúda ficava impressionada com os casais jovens. a alegria que eles transmitiam no olhar, o dar as mãos tão natural, os beijos na rua, não olhando a meios ou locais para expressar o calor que dentro deles eu sentia que ia. as caras frescas e lindas. sem imperfeições. ela magra e ele alto e tonificado. os cabelos brilhantes, as unhas pintadas, a barba por fazer, o estilo dela - sereno e impassível - e o dele - descontraído e, ao mesmo tempo, quase que propositado, empenhado.
mas fui crescendo e percebi que tudo isso a que eu dava tanto valor, parecia falso.
a maior parte de nós, jovens, sabe lá o que é estar com alguém. melhor dizendo, eles sabem o que é estar com alguém. só não tiveram tempo de perceber o que realmente significa amar alguém o suficiente para que tanto a alegria como a vontade de ficar com a mesma pessoa durante o resto da vida, não os abandonem, ao fim de duas semanas ou três.
não estou, claro está, a dizer que sei mais do que o resto da minha geração, ou que sei mais do que todos aqueles que pela minha situação já passaram sabiam, na altura.
mas o tempo passou e aquela devoção que tinha aos casais jovens - especialmente àqueles que se iriam casar em breve, que, para mim, estavam a chegar à parte "e viveram felizes para sempre" da sua história - acabou também por dar de si.

quando olho o mais fundo de mim, cá por dentro, a única parte que está fechada e raramente vê a luz do dia diz-me que, razão para ficar impressionada, são os casais mais velhos.
esses que passaram todas as fases e a quem só falta saber o sabor da perda e da morte. esses que se mantiveram fieis a um companheiro de viagem e que, muitas vezes, não chegaram a conhecer qualquer outra oportunidade - porque até nem queriam.
 esses, que ainda guardam a alegria no olhar, mesmo depois de trinta, quarenta ou cinquenta anos juntos. que, às vezes - só às vezes - ainda dão as mãos, sem que ninguém veja e, sem que ninguém veja ainda se beijam e se amam como da primeira vez. os casais maduros, que conhecem as suas imperfeições e aprenderam a aceitá-las e a amá-las. os dois baixos e corcovados. já não mais na melhor forma. os cabelos brancos, às vezes inexistentes. ainda as unhas pintadas, ainda a barba por fazer. o estilo dos dois, fundido num só - aquele de quem já viveu tanto e tanto tem para contar ao mundo.
e, quanto mais cresço, quando mais vivo - em pequenas quantidades, claro está - quanto mais aprendo, mais valor lhes dou.
desejo cada vez mais aprender a envelhecer com ele.
cumprir os votos.
fazer valer a promessa que lhe faço, a cada "amo-te" que lhe digo.




sábado, 31 de março de 2012

desculpem, mas tem mesmo de ser



eu amo-o muito . muito mesmo.

outubro

pandora


juro que em outubro vou ter de ter este bonequinho no meu dedo. juro que o vou tratar com amor e carinho e tudo mais. mas por favor,, fofinho, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me.

credo, pareço uma miúda mimada.

sexta-feira, 30 de março de 2012

massagens





descobri um dom: sou uma ótima massagista. e não, não estou para aqui a gabar-me, é mesmo verdade. o meu rapaz adorou.
o segredo, meus discípulos - estou numa de guru zen das massagens - é intercalar movimentos estranhos com as mãos nas costas do recebedor com palavras sussurradas que estimulem a mente.
no meu caso, o pretendido era relaxar e acalmar o meu homem.
e desde prados verdes a palavras carinhosas, digo-vos, tudo valeu. e no final, pronto, para ele não adormecer, fiz-lhe cócegas.
sim, eu, ninna jules, sou a única - sou a única não sou? - que lhe descobriu o ponto fraco.


paz, verde e dias de sol.

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

dia mundial da poesia


Saudades


Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim! 

de florbela espanca, que me ensinou a gostar de poesia. (tenho de ir ver o filme)

dia mundial da poesia


dizem que finjo ou minto


Dizem que finjo ou minto 
Tudo que escrevo. Não. 
Eu simplesmente sinto 
Com a imaginação. 
Não uso o coração. 

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço 
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa é que é linda. 

Por isso escrevo em meio 
Do que não está ao pé, 
Livre do meu enleio, 
Sério do que não é, 
Sentir, sinta quem lê!

do grande, do único, do inigualável, fernando pessoa. que me faz apaixonar pelas letras uma e outra vez, cada vez mais, só de o ler. obrigada.

domingo, 18 de março de 2012

e eis se não quando

dás por ti, um dia. um dia como os outros, em que pode chover ou fazer sol, em que pode estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, mas sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. finalmente vivo.
esse dia chega e tu nem dás por isso. e passa e tu nem dás por isso.
e, de vez em quando, lá vem um dia desses.
mas eis se não quando aparece, num dia desses, alguém diferente. vem de manso, tu nem te apercebes, mas chega e quando chega diz-te um "como estás?" sentido. um "como estás?" que não costuma ouvir-se por aí.
sem que dês por isso, vai ficando por aí, junto a ti. vai-se agarrando a ti. vai criando raízes, dentro de ti e de todos aqueles a quem o apresentas.
e, um dia mais, um dia daqueles, dás por ti, de novo. pode chover ou fazer sol, estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. outra vez, finalmente vivo.
o dia chega e nem dás por isso.
e, nesse dia, a primeira coisa que fazes, a primeira coisa que pensas é em fazê-lo feliz. a esse alguém que chegou num dia como este. e que tornou todos os dias um bocadinho melhores. sais de casa e diriges-te a ele (seja ele quem for, amigo, amante, mãe, pai ou irmão). e com um sorriso, um sentido sorriso dentro de ti, respondes finalmente, "eu, estou feliz. feliz como só tu sabes saber".



eu, meu amor, contigo, estou bem até quando não pareço estar. e o medo que tens e me perder, acredita, tem de ser varrido para longe em dias como este. em dias em que, do fundo de mim e das minhas lágrimas (todas elas de alegria, porque te tenho) posso dizer, a ti e ao mundo, que te amo. que te amo de verdade.

sábado, 17 de março de 2012

e choveu

após dias de um sol glorioso, que nos fez voltar a querer sair à rua sem casaco (pelo menos a mim fez), após rezas e rezinhas, tanto do governo como das pessoas que vivem do que a terra lhes dá (e nos dá a todos), hoje, choveu.

e, para ser sincera, até nem me importo nada.

james morrison-please don't stop the rain

sexta-feira, 9 de março de 2012

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO


este é o vídeo que o mundo todo deveria ver. porque, se estudamos história e nos horrorizamos com o que hitler fez, não há motivos, não há razões, para acreditar que, hoje, em pleno século XXI, nós todos podemos mudar a história.
e daqui a uns anos, os nossos filhos, verão hitler como uma vitória. mas kony, como um milagre que a humanidade, junta, foi capaz de fazer acontecer.

partilhem. ajam. e façam-se ouvir .

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sinais de loucura



adicionei ontem o meu diretor de turma, no facebook.
o tal que aqui há uns dois ou três meses atrás era capaz de dizer que odiava profundamente e com todas as minhas forças. o tal que, na mesma altura, era capaz de dizer que me odiava profundamente e com todas as minhas forças - mesmo sem ter, para essa afirmação - provas concretas. o tal de quem tanto reclamei aos meus pais, que era mau, que era mal encarado, mal humorado, mal amado pela mulher e pela família (mais uma vez, sem provas). aquele, o único professor do qual não gostei, no início do ano.
esse mesmo, que agora, digo ser o meu professor preferido.
esse mesmo, que admitiu à minha mãe que eu era boa aluna.
esse mesmo, que ao contrário do que eu pensava, até me dá algum valor (não demasiado, isso não - mas também não sou assim tão extraordinária de biologia)
e contra todas as minhas expectativas, contra tudo aquilo que eu estava à espera...
ele aceitou. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

eles dizem que querem aproveitar a vida ao máximo






e eu, desde sempre, que só quero ser mãe cedo (25 anos). e não acho que isso seja desperdiçar a vida e a juventude.