domingo, 18 de março de 2012

e eis se não quando

dás por ti, um dia. um dia como os outros, em que pode chover ou fazer sol, em que pode estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, mas sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. finalmente vivo.
esse dia chega e tu nem dás por isso. e passa e tu nem dás por isso.
e, de vez em quando, lá vem um dia desses.
mas eis se não quando aparece, num dia desses, alguém diferente. vem de manso, tu nem te apercebes, mas chega e quando chega diz-te um "como estás?" sentido. um "como estás?" que não costuma ouvir-se por aí.
sem que dês por isso, vai ficando por aí, junto a ti. vai-se agarrando a ti. vai criando raízes, dentro de ti e de todos aqueles a quem o apresentas.
e, um dia mais, um dia daqueles, dás por ti, de novo. pode chover ou fazer sol, estar frio ou calor. acordas e, não sabes como, sentes-te bem, quase que renovado. olhas o dia que tens pela frente e sentes-te vivo. outra vez, finalmente vivo.
o dia chega e nem dás por isso.
e, nesse dia, a primeira coisa que fazes, a primeira coisa que pensas é em fazê-lo feliz. a esse alguém que chegou num dia como este. e que tornou todos os dias um bocadinho melhores. sais de casa e diriges-te a ele (seja ele quem for, amigo, amante, mãe, pai ou irmão). e com um sorriso, um sentido sorriso dentro de ti, respondes finalmente, "eu, estou feliz. feliz como só tu sabes saber".



eu, meu amor, contigo, estou bem até quando não pareço estar. e o medo que tens e me perder, acredita, tem de ser varrido para longe em dias como este. em dias em que, do fundo de mim e das minhas lágrimas (todas elas de alegria, porque te tenho) posso dizer, a ti e ao mundo, que te amo. que te amo de verdade.

sábado, 17 de março de 2012

e choveu

após dias de um sol glorioso, que nos fez voltar a querer sair à rua sem casaco (pelo menos a mim fez), após rezas e rezinhas, tanto do governo como das pessoas que vivem do que a terra lhes dá (e nos dá a todos), hoje, choveu.

e, para ser sincera, até nem me importo nada.

james morrison-please don't stop the rain

sexta-feira, 9 de março de 2012

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO


este é o vídeo que o mundo todo deveria ver. porque, se estudamos história e nos horrorizamos com o que hitler fez, não há motivos, não há razões, para acreditar que, hoje, em pleno século XXI, nós todos podemos mudar a história.
e daqui a uns anos, os nossos filhos, verão hitler como uma vitória. mas kony, como um milagre que a humanidade, junta, foi capaz de fazer acontecer.

partilhem. ajam. e façam-se ouvir .

MAKE KONY FAMOUS - EU CONHEÇO.

quarta-feira, 7 de março de 2012

sinais de loucura



adicionei ontem o meu diretor de turma, no facebook.
o tal que aqui há uns dois ou três meses atrás era capaz de dizer que odiava profundamente e com todas as minhas forças. o tal que, na mesma altura, era capaz de dizer que me odiava profundamente e com todas as minhas forças - mesmo sem ter, para essa afirmação - provas concretas. o tal de quem tanto reclamei aos meus pais, que era mau, que era mal encarado, mal humorado, mal amado pela mulher e pela família (mais uma vez, sem provas). aquele, o único professor do qual não gostei, no início do ano.
esse mesmo, que agora, digo ser o meu professor preferido.
esse mesmo, que admitiu à minha mãe que eu era boa aluna.
esse mesmo, que ao contrário do que eu pensava, até me dá algum valor (não demasiado, isso não - mas também não sou assim tão extraordinária de biologia)
e contra todas as minhas expectativas, contra tudo aquilo que eu estava à espera...
ele aceitou. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

eles dizem que querem aproveitar a vida ao máximo






e eu, desde sempre, que só quero ser mãe cedo (25 anos). e não acho que isso seja desperdiçar a vida e a juventude.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

oh summer



please come back soon 

ele regressa hoje,



e vem agora, de mansinho, num avião que só vai aterrar daqui a mais de uma hora, no sá carneiro.
disse-lhe um "até já" nervosinho, quando me ligou para se despedir, temporariamente. por mais que negue, há sempre qualquer coisa dentro de mim que fica agitada, quando o rapaz põe um pé no avião .
quando desligou, lembrei-me uma oração que, desde miúda, ouço a minha avó rezar, cada vez que saímos de carro. estava a fazer um bolo e, em frente ao forno, quase de lágrimas nos olhos, dei por mim a rezá-la. não sei porquê, nunca lhe achei piada, nem sequer rezo muitas vezes. mas achei que, pelo sim, pelo não, valia a pena. afinal, a minha avó nunca teve um acidente de carro.

hoje fazemos quatro meses. ele diz que quando chegar tem uma surpresa para mim. não sei o que é, não consigo imaginar nada suficientemente bom neste momento - porque ele diz que vai fazer a surpresa a partir de casa dele.

o bolo deve estar pronto. ele regressa hoje. já rezei. e já se passaram quatro meses.

o dia esteve lindo.

não há motivos para não ser feliz.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

hey there dalilah

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

quando tiveres saudades minhas



e quando tiveres saudades minhas, lê-me aqui, porque aqui é onde vivo. nas palavras que escrevo, nas frases que digo, nos momentos que, quase sem pensar, vou deixando imortais, aqui e ali, uns à mão, outros virtualmente.
sou assim e tu sabes disso. não sei ficar calada mesmo até quando não falo. falo, não só pelos cotovelos, como pelos dedos, pela ponta da caneta. falo e não paro, nem a dormir.
tenho saudades tuas e acho que também tens saudades minhas. gostava de te ler, para te sentir ainda mais vivo (as chamadas e as mensagens sabem a pouco, meu amor), mas tu não gostas destas coisas de fama virtual.
 eu não te posso ler, quando de ti sinto saudades, mas todos os dias, a qualquer hora, quando sentires saudades minhas, lê-me aqui, que o que escrevo é só nosso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

true


em nome da tolerância, é possível tolerar tudo?



lembram-se daquela tese de filosofia que eu estava tudo menos entusiasmada por fazer? aqui está um excerto dela. (daqueles excertos que, só por si, não levam a conclusão nenhuma acerca do trabalho como um todo)


Ser mulher, não é menos que ser homem (e sem mulheres, os homens também não existiam). Ser judeu, não é menos que ser cristão, lamaísta, ateu, ou muçulmano. O clitóris não impede qualquer mulher de dar à luz e a sua remoção não torna uma mulher mais pura. O Tibete não será destruído para sempre. A proibição da burka não mostra que um estado é laico – mostra que é preconceituoso e sem escrúpulos. Os atentados terroristas não resolveram assunto nenhum.
E já Mahatma Gandhi dizia: “an eye for an eye, makes the whole world blind”


a minha professora de filosofia elogiou muito o trabalho. não lhe pôs sequer um único entrave. não lhe apontou um único erro. não fez uma única correção. aliás, disse até que era um trabalho "alguns níveis à frente" daqueles a que estava habituada.

não tirei 20. sou parva o suficiente para não ter posto bibliografia*, nem paginação no trabalho. é nestes momentos em que me apetece arrancar cabelos.

*sejamos sinceros, eu não usei bibliografia (nem webgrafia) nenhuma para elaborar a tese. limitei-me a utilizar a cultura geral e matéria dada, o ano passado, em geografia.

prefiro assim



que assim não há nada a dizer; que assim é mais simples; que assim é menos sensual, sexual, erótico ou o que quer que seja.
prefiro assim, mas hei de encontrar alguma coisa que me agrade ainda mais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012





estavam os dois sozinhos, no quarto dele.
tinham chegado a casa há pouco tempo e ele tinha de trabalhar. um relatório para entregar no dia seguinte. 
estava frio e estavam cansados.
ele aproximou-se dela, os cabelos desalinhados e um sorriso, daqueles que ela já conhecida. daqueles que ela sabia que, naquele momento, tinha de reprimir. deu-lhe uma palmada no ombro e um leve empurrão.
"tens um relatório para fazer".
abraçaram-se e beijaram-se. a ternura em todos os gestos. a ternura em todos os lados. em cada olhar, cada beijo, cada pedaço de si.
depois, ela largou-o e sentou-se na cama, enquanto o via a dirigir-se para a secretária. tirou os sapatos e puxou a coberta para trás. ele sentou-se ao computador. ela recostou-se na cama. 
a cada minuto que passava, recostava-se mais um pouco, cada vez mais para baixo; o seu olhar sempre preso nele, a sua memória sempre agarrada aos lábios que lhe pertenciam sem serem seus. a luz, do outro lado da janela, clara e brilhante.
a certa altura começou a ouvir uma música baixinho. como que lá ao fundo. como que no seu imaginário.
deixou de dar por si.
e depois acordou, com um beijo. a céu escuro, próprio da noite.
"temos de ir embora, princesa", disse-lhe ele.
tinha-a coberto e aconchegado. estava sentado a seu lado, o cabelo ainda desalinhado, o sorriso ainda nos lábios. 
beijaram-se e depois ele ajudou-a a levantar.
era por isto que ela sabia que o amava. 
era por isto que valia a pena amar alguém.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ajudem aí, por favor


é só uma perguntinha simples, simples.
este novo header, com esta rapariguita toda gira, é assim um bocadinho a cair para o demasiado sensual, nudista, ou coisa que o valha? é que estou, digamos que, reticente em relação à imagem...
o meu namorado diz que gosta. e isso ainda me preocupa mais, não sei se me percebem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

f de f(uck)ilosofia



tenho que escrever uma tese para filosofia e só me apetece escrever coisas totalmente diferentes. apetece-me cozinhar. petece-me namorar. apetece-me ir as compras. cortar o cabelo. ir ao spa. ao parque de diversões e a china.
apetece tudo, tudo menos escrever a tese para filosofia .

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

valentine's day



se a coisa não me correr mal, ele vai ficar feliz.

(ouviste? se a coisa não me correr mal... mas não penses que vai ser assim uma coisa mirabulante)