segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

true


em nome da tolerância, é possível tolerar tudo?



lembram-se daquela tese de filosofia que eu estava tudo menos entusiasmada por fazer? aqui está um excerto dela. (daqueles excertos que, só por si, não levam a conclusão nenhuma acerca do trabalho como um todo)


Ser mulher, não é menos que ser homem (e sem mulheres, os homens também não existiam). Ser judeu, não é menos que ser cristão, lamaísta, ateu, ou muçulmano. O clitóris não impede qualquer mulher de dar à luz e a sua remoção não torna uma mulher mais pura. O Tibete não será destruído para sempre. A proibição da burka não mostra que um estado é laico – mostra que é preconceituoso e sem escrúpulos. Os atentados terroristas não resolveram assunto nenhum.
E já Mahatma Gandhi dizia: “an eye for an eye, makes the whole world blind”


a minha professora de filosofia elogiou muito o trabalho. não lhe pôs sequer um único entrave. não lhe apontou um único erro. não fez uma única correção. aliás, disse até que era um trabalho "alguns níveis à frente" daqueles a que estava habituada.

não tirei 20. sou parva o suficiente para não ter posto bibliografia*, nem paginação no trabalho. é nestes momentos em que me apetece arrancar cabelos.

*sejamos sinceros, eu não usei bibliografia (nem webgrafia) nenhuma para elaborar a tese. limitei-me a utilizar a cultura geral e matéria dada, o ano passado, em geografia.

prefiro assim



que assim não há nada a dizer; que assim é mais simples; que assim é menos sensual, sexual, erótico ou o que quer que seja.
prefiro assim, mas hei de encontrar alguma coisa que me agrade ainda mais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012





estavam os dois sozinhos, no quarto dele.
tinham chegado a casa há pouco tempo e ele tinha de trabalhar. um relatório para entregar no dia seguinte. 
estava frio e estavam cansados.
ele aproximou-se dela, os cabelos desalinhados e um sorriso, daqueles que ela já conhecida. daqueles que ela sabia que, naquele momento, tinha de reprimir. deu-lhe uma palmada no ombro e um leve empurrão.
"tens um relatório para fazer".
abraçaram-se e beijaram-se. a ternura em todos os gestos. a ternura em todos os lados. em cada olhar, cada beijo, cada pedaço de si.
depois, ela largou-o e sentou-se na cama, enquanto o via a dirigir-se para a secretária. tirou os sapatos e puxou a coberta para trás. ele sentou-se ao computador. ela recostou-se na cama. 
a cada minuto que passava, recostava-se mais um pouco, cada vez mais para baixo; o seu olhar sempre preso nele, a sua memória sempre agarrada aos lábios que lhe pertenciam sem serem seus. a luz, do outro lado da janela, clara e brilhante.
a certa altura começou a ouvir uma música baixinho. como que lá ao fundo. como que no seu imaginário.
deixou de dar por si.
e depois acordou, com um beijo. a céu escuro, próprio da noite.
"temos de ir embora, princesa", disse-lhe ele.
tinha-a coberto e aconchegado. estava sentado a seu lado, o cabelo ainda desalinhado, o sorriso ainda nos lábios. 
beijaram-se e depois ele ajudou-a a levantar.
era por isto que ela sabia que o amava. 
era por isto que valia a pena amar alguém.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ajudem aí, por favor


é só uma perguntinha simples, simples.
este novo header, com esta rapariguita toda gira, é assim um bocadinho a cair para o demasiado sensual, nudista, ou coisa que o valha? é que estou, digamos que, reticente em relação à imagem...
o meu namorado diz que gosta. e isso ainda me preocupa mais, não sei se me percebem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

f de f(uck)ilosofia



tenho que escrever uma tese para filosofia e só me apetece escrever coisas totalmente diferentes. apetece-me cozinhar. petece-me namorar. apetece-me ir as compras. cortar o cabelo. ir ao spa. ao parque de diversões e a china.
apetece tudo, tudo menos escrever a tese para filosofia .

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

valentine's day



se a coisa não me correr mal, ele vai ficar feliz.

(ouviste? se a coisa não me correr mal... mas não penses que vai ser assim uma coisa mirabulante)

domingo, 29 de janeiro de 2012

da distância



tenho andado distante. distante de vocês, que por vezes me lêem. tenho estado distante, tenho estado ausente.
não tenho vontade de escrever muito. escrevo só de vez em quando, agora, porque não tenho tempo para mais, e porque já não sinto necesidade. amo e respeito as letras cada vez mais. cada vez mais percebo a falta que fazem às pessoas, à sociedade. mas cada vez mais sinto menos a falta de exprimir por palavra escrita aquilo que me vai na alma.
principalmente porque o sentimento cá dentro têm-se repetindo nos últimos três meses. e seria aborrecido vir para aqui, todos os dias, falar-vos dele e de como o amo. dele e de como me sinto bem a seu lado. dele e do seu sorriso quando os seus olhos me tocam, do seu abraço, do seu beijo, da sua voz.
não tenho escrito muito - nao tenho escrito nada - porque arranjei um amigo. um amigo que me responde, que me dá alento, que faz o meu coração bater, que me ama e que eu amo. um amigo que, para além de amigo, é amante. e amante no sentido original da palavra, não o outro, atribuido pelas piores razões.
estou cada vez mais apaixonada. e como paixão não é o mesmo que amor, deixem-me que vos digo: eu amo(-o) cada vez mais.
e não quero nunca que pare.
nem mesmo se a distancia se imposer sobre nós.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

e na verdade, é tudo mentira



s pessoas gostam de dizer que, quando a gente cresce, a vida é boa. ou se calhar só eu achava isto. quer dizer, afinal de contas temos a independência, a autonomia e tudas aquelas coisas com as quais sonhamos, enquanto crianças.
fiz dezasseis anos a semana passada. e achava que isto ia ser fantástico.
e, na verdade, é tudo mentira.´
a minha avó materna está no hospital com uma infeção respiratória e outra urinária. só ontem é que começou a falar como sempre falou, porque desde domingo que não dizia coisa com coisa.
uma mulher que há muito anda atrás dos meus pais, porque "convive" com eles no local de trabalho e já fez queixa deles a todas as entidades possíveis e imaginárias, decdiu, agora, também fazer queixa de mim.
vou ver se consigo festejar a minha festa de aniversário amanhã, já está tudo marcado e tudo. o grande problema é que vim hoje recambiada da escola porque as dores menstruais e as crises de enxaquecas deram cabo de mim.
e dos dezasseis, ainda não houve nada de novo. nem sequer de bom.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

16


hoje faço 16 anos. 
esperei toda a minha vida por este dia e nem sei bem porquê. mas estou feliz. mais feliz que nunca, melhor que nunca. 
se os 16 forem sempre assim, não quero crescer mais.



sábado, 7 de janeiro de 2012

pseudo facto : as novelas da tvi não trazem nada de novo e instrutivo.



e pseudo facto porque as novelas da tvi trouxeram-me este senhor. hola guapo!

bossa nova e samba




vamos viver no brasil, meu amor. vamos viver no brasil e ser felizes. e dançar e cantar. ir para a praia de noite, em dezembro. tomar banho e sentir o calor na pele. andar todos os dias de branco e abrir negócio em copacabana, chocolates à noite, caipirinhas de dia .

vamos viver no brasil, meu amor. viver no brasil e ser felizes.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

inveja



ficam roxas, verdes, azuis bebé com bolinhas amarelas canário, ficam roídas de inveja com uma silicone, ou um peito grande.
fora de brincadeiras, era só isto que eu queria dizer: parece-me a mim que é tudo inveja . mas eu também me engano .