quarta-feira, 28 de setembro de 2011

essa gente não percebe



não se trata de querer ou não querer. não se trata de beijar ou não beijar, gostar ou não gostar.

trata-se de resultar ou não. ter uma amizade sólida, ou perder tudo, por querer arriscar em demasia. trata-se de mim . e dele.

e não vale a pena dizer "vai!", "faz!", "atira-te!" . não quando eu sei que, se for, perco-me; se fizer, faço mal, e se me atirar, parto-me toda. não vale a pena lutar quando, à partida já não há esperança e já se vai cansado.

e é exactamente assim que eu eu estou .

terça-feira, 27 de setembro de 2011

pedro granger - versão bad boy



aos trinta anos continua com cara de puto.
com cara de menino fofito e lindito, todo simpático e engraçado.
a questão, fica então colocada - qual é a dele para apresentar um programa em que, basicamente, está a fingir que é mau? 


permitam-me que me corrija, qual é a dele para apresentar um programa em que, basicamente, está a comportar-se como um perfeito anormal inconveniente ? 

geologia = tortura

aqui está um belo exemplar da minha matéria prima a estudar

pedras. calhaus. cientificamente falando, rochas.

podia ser chato. podia ser muito chato. mas é dado pelo professor que eu menos gosto, durante a tarde, numa sala a abarrotar de gente - trinta pessoas.

ou seja, é extremamente aborrecido.

em contrapartida, filosofia e química estão a revelar-se disciplinas super interessantes .

sábado, 24 de setembro de 2011

eu agora sou aluna de ciências,



logo, deixei de escrever.

não, estou mesmo só a brincar. eu agora sou aluna de ciências e não estou a achar aquilo nada fácil. especialmente - talvez unicamente - no que toca a biologia. e os dias passam todos a correr, porque, de manhã e ao início da tarde tenho aulas e depois, quando chego a casa, só penso em estudar. venho à blogosfera à noite, mas já estou tão cansada que já não me apetece escrever nada.

por exemplo, eu sou fã do ficar acordada até altas horas da madrugada a escrever, ver filmes, ver anatomia de grey e tudo mais. fazer limpezas e tudo. eu adoro isso. ontem, como sabem, foi sexta - e se não sabem, é favor ir ouvir a música 'friday' de rebecca black. ontem foi sexta e eu estava tão, tão cansada, que ás onze da noite já estava a dormir.

e só não fui dormir mais cedo porque o meu porto jogou contra o benfica e eu quis muito ver.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

do charme



porque há alturas em que vemos uma pessoa uma única vez na nossa vida, trocamos dois dedinhos de conversa e pronto, estamos apanhadas. não mais nos sai da cabeça, como se tivesse sido colado com super cola3 .

no meu caso é rapaz, mais velho, tem uma barba tipo flynn rider (entrelaçados) e cabelo a fugir para o claro.

e, pois, sim, uma voz parecida com o vocalista dos pearl jam . (e o mesmo nome do meu ex namorado)

e é simpático .

e, por mias que tente, não me sai da cabeça .

domingo, 18 de setembro de 2011

route 66


isto de se estar ligado ao mundo da música tem as suas vantagens. isto de se ter amigos músicos tem as suas vantagens.
ontem à noite foi o concerto da banda de um amigo meu, os route 66.

hoje é a falta de voz. paciência, quando é para apoiar, é para apoiar a sério .

terça-feira, 13 de setembro de 2011

breathe (2am)



estou nervosa.
não tenho sono.
não me apetece fazer nada, para além de ver anatomia de grey deitada, na cama.
persianas fechadas, porta fechada.
sozinha.
saio para comer. saio para ir à casa de banho.

não quero ir para a escola. não quero estar mais de metade do meu dia com aquelas pessoas. não quero ter de partilhar uma sala com alguém que me detesta ao ponto de ter tornado a minha vida num autêntico inferno. não quero conhecer gente nova. não quero ter novos professores.

quero estar longe. quero ir para longe. quero ir já, agora, neste preciso momento para a faculdade de medicina num sítio remoto qualquer. longe deles todos. de quem gosta e de quem não gosta de mim.

estou nervosa e não tenho sono. e a última coisa que me apetece é respirar.

mas, caramba, é um facto: ninguém se consegue matar sustendo a respiração. por isso acho que é inevitável.


domingo, 11 de setembro de 2011

vai, para sempre, faltar qualquer coisa.

seja a voz de um ente querido, ou o seu toque; seja o cheiro do seu cabelo, ou o sabor do seu beijo; o seu acordar maldisposto; a maneira como o fato lhe acentava, perfeito, no corpo. a maneira como dizia "eu amo-te" .
seja o que for, vai, para sempre, faltar qualquer coisa. os seus passos, pela casa. o seu sorriso. o seu abraço.
ele. ou ela. ou eles. ou toda a gente. vai, para sempre, faltar qualquer coisa.

na paisagem, jamais se verá o que a vista alcançava, antes. e o mundo nunca mais foi o mesmo.

nova iorque, 11 de setembro de 2001. já lá vão dez anos. e, por mais que se tente, por mais que se queira, vai, para sempre, faltar qualquer coisa.





sábado, 10 de setembro de 2011

grey's anatomy



temporada 1 - check .

é fascinante como nunca tinha visto a série direitinha, desde o início. é, sem dúvida, uma das minhas preferidas - friends e how i met your mother são as outras -, mas não tinha começado do início a vê-la e não fazia ideia do que andava a perder.

e, também, nunca tinha percebido que a série tinha aquele tipo de qualidade de performance desde o início. normalmente, no início, os actores são sempre frouxos. mas não aqui. não em grey's anatomy.

temporada 1 - check.
seis temporadas to go .

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

chanel no.5


porque este continua a ser o melhor anúncio alguma vez feito.
(e o perfume, a maior desilusão da minha vida de consumidora)

love and other drugs



nunca pensei que este filme tivesse uma carga sentimental tão grande. para mim, era apenas mais uma comédia romântica, daquelas foleirinhas, mas, ainda assim, esfolei-me até o conseguir ver. afinal, era um filme com gente gira e com estilo. mas ia com as expectativas bem em baixo.

enganei-me.

não se trata apenas do palhaço-todo-bom-vendedor-de-medicamentos que tem relacionamentos sexuais todos os dias com uma nova e que, de repente encontra o amor da sua vida. há mais que isso.

não nele. não. ele, de facto, é um palhaço-todo-bom-vendedor-de-medicamentos que tem relacionamentos sexuais todos os dias com uma nova e que, de repente, encontra o amor da sua vida.

ela é diferente. ela não é apenas o amor da sua vida. é mais que isso.

e, para além disso, tem um cabelo mesmo giro. 

do orgulho



conheço-as desde que nasceram. a mais velha, com menos quatro anos que eu e a mais pequenina, dois anos mais nova que a irmã. durante mais de metade da vida delas andaram metidas em minha casa, semanalmente. os nossos pais davam-se muito bem e crescemos juntas.

a pouco e pouco, aqui há uns anos, começamos a deixar de nos ver tão frequentemente, mantendo ainda, a amizade que nos unia. as visitas deixaram de ser semanais para ser de 15 em 15 dias, para mais tarde acontecerem apenas mensalmente.

e, um dia, descobrimos porquê. os pais delas estavam a divorciar-se.

depois de sabermos a história e razão para o divórcio, ficámos todos muito abalados, cá em casa. mantivemos o grande laço que tínhamos com o pai das meninas - grande amigo dos meus pais, cresceram juntos - e com as mesmas. a mãe afastou-se de vez - e, graças a deus que assim o fez.

de vez em quando lá as vemos. mas fico sempre com a sensação de que ainda são tão pequeninas, tão inocentes, tão infantis. passaram por muito, durante o processo de divórcio e foram-se aguentando, mas nunca tinha olhado para elas e percebido que, de facto, estavam a ficar meninas crescidas.

até hoje.

a minha prima mais velha é uma senhora. tem onze anos, é certo, mas é uma senhora. não conheço miúda mais bonita que ela - a irmã equipara-se - e hoje provou-me que é responsável e muito inteligente.

apanhei-a a dar um mini sermão ao meu irmão porque ele estava a levantar cabelo com a minha avó. grande menina.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

cortes orçamentais acabam com a comparticipação da pílula e de algumas vacinas



e eu não podia estar mais chocada, indignada e irritada com esta situação toda.

e eu era daquelas que dizia que o governo, para já, merecia o benefício da dúvida, que não valia a pena estar já a começar a descascar em cima deles, que até se estavam a portar bem em relação á educação.

e pronto, aqui estou eu, depois de ouvir nas notícias que a pílula contraceptiva e algumas vacinas - como, por exemplo, contra o cancro do colo do útero - vão deixar de ser comparticipadas pelo estado. e, com isto, vão-se poupar uns bons milhões de euros.

não é tão fascinante? não vai ser fantástico ter mais jovens grávidas a andar por aí, porque não podem pagar pela contracepção e, obviamente, não vão deixar de ter relações por causa disso? não vai ser óptimo ter de pagar 129€ (por volta disso) para poder ter acesso àquela vacina que, no ano passado, era uma das mais importantes na vida de uma mulher? àquela vacina que é capaz de salvar a vida a tantas mulheres?

não é maravilhoso que seja neste tipo de coisas que eles cortam logo, com este tipo de leviandade ? saúde... não é maravilhoso?

porcos.

channing tatum foi stripper.


e ele está a gravar um filme em que interpreta um stripper masculino. é verdade, meninas (e meninos também, há que ter um objectivo). o filme - magic mike - vai sair em 2012 , é inspirado na vida de channing e conta também com a participação de outros actores jeitosos mas não tanto como ele como, mathew mc'conaughey, alex pettyfer ou matt bomer.


sem dúvida, um dos filmes pelos quais mais estou à espera, para o próximo ano.


aiaiai!


terça-feira, 6 de setembro de 2011

burlesque



só tenho uma coisa a dizer: poderoso!
(mentira, tenho duas: pensem o que quiseres, a christina sabe o que faz)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

parabéns, freddie*




too much love will kill you
if you can't make up your mind
torn between the lover
and the love you leave behind
you're headed for disaster
'cause you never read the signs
too much love will kill you
everytime.


* se não fosses tu, o que seria de nós. deixas saudades, freddie. parabéns pelos teus 65 anos.




water for elephants



este foi, sem dúvida, um dos meus grandes achados.

digam o que disserem - eu incluida, às vezes - este pattinson é um grande, grande actor e não se deixa ficar por trabalhitos pequenos. filmes de segunda.

começou no harry potter, seguiu-se a saga crepúsculo. daqui, muita gente começa a criticar, a tentar deitar abaixo. inveja, é o que eu acho. ganhou o meu total respeito quando fez o remember me e agora, este water for elephants, que já é um dos meus favoritos.

esta, caros leitores, é uma grande história de amor. amor de um homem, não só por uma mulher, mas também pelos animais. a todos aqueles que abominam os maltratos aos animais, eu aconselho. mas há que tentar não ficar demasiado impressionado com as coisas que vão ver. se bem que, todos sabemos, é a vida real.

agora, só penso em comprar o livro. se for tão bom como o filme, vou lê-lo depressa e muitas vezes. tal como eu gosto.

capitães de abril

este stefano accorsi é qualquer cosi, é sim senhora.

pois, eu entendo. não estamos em abril. e esta coisa da revolução dos cravos só costuma ser lembrada por essa altura. e, bem, faz sentido. também não andamos a pensar no natal, nem na páscoa durante o resto do ano.

mas quando vi o nome do filme e tendo já visto pequenos excertos, sabendo do que se tratava, não poderia estar mais curiosa. não podia deixar de o ver.

na escola ensinam-nos muito. na escola ensinam-nos tanto. mas há sempre qualquer coisa que falha, sempre qualquer coisa que não está no programa e, infelizmente, é certo, o que está no programa é a lei. é a regra. e, na escola, a lei e as regras não são para ser contornadas.

descobri que um dos militantes tinha o mesmo apelido que eu. acreditem... o meu apelido não é comum. de maneira nenhuma. para mim é dia de festa quando encontro alguém fora da minha família que também se chame assim.

o salgueiro maia subiu muito na minha consideração, sabem?

não sabem... se calhar nunca viram o filme.

a questão aqui é muito simples.

do que é que estão à espera?

just go with it



hoje comecei com o 'just go with it'. a típica comédia romântica, podem vocês pensar. sim... talvez. mas a esta eu posso de facto chamar comédia. e é com este tipo de filmes que mais vezes me desiludo, comédias que, de divertidas, têm muito pouco. bem, hoje não foi assim.

este filme conta com a participação da belíssima jennifer aniston e do há muito famoso adam sandler. é um daqueles leves, engraçados e fáceis de digerir. o ideal para uma tarde de domingo. o ideal para relaxar e deixar soltar umas belas gargalhadas.

oh, sim. umas belas gargalhadas!

andas pouco viciada, andas.

hoje vi três filmes. e devo dizer que não podia estar mais feliz.

vocês devem achar estranho. ando há alguns dias a falar somente em cinema e as criticas que faço - se é que se pode chamar isso - são sempre positivas. são sempre excelentes, sempre muito bons, os actores estão sempre bem.

não pensem que digo isto porque, simplesmente, não percebo nada do assunto e quero só dizer mais umas palavras. não é verdade.

aqui há uns dias atrás escolhi um monte de filmes que queria ver e ainda não tinha conseguido e decidi começar a fazer jornadas de filmes. uma espécie de maratona, para relaxar a sério até as aulas começarem. e, por sorte, ainda não me desiludi com nenhum deles.

quem diria... parece que tenho uma pontinha de bom gosto.

domingo, 4 de setembro de 2011

cheers (drink to that)

rihanna

se vos contasse da lista de mudanças que quero fazer na minha vida, este ano lectivo que aí vem, provavelmente iriam ficar com uma ideia de mim fantástica. eu passaria a ser a vossa heroína.

vamos brindar às mudanças. à busca pela felicidade. aos bons motivos para sorrir e festejar.

sábado, 3 de setembro de 2011

sim, vou continuar por aqui.



criei um tumblr . e estou a adorar aquilo.

maaas... não vou deixar o blog. gosto demasiado disto aqui para vos trocar pelas estrangeiros todos.

a walk to remember



maldito sejas, nicholas sparks.

maldito sejas pelas lágrimas que me obrigas a soltar de cada vez que leio um livro teu ou vejo um filme baseado nele. maldito sejas por seres tão bom no que fazes.

é assim que eu quero escrever. são histórias destas que quero trazer ao mundo.

será que choras, quando escreves?

bem, de qualquer maneira gostei. muito, muito. e o shane west é um docinho, sim senhor.

the notebook




sabem o que vos digo? quando for grande, quero ter um amor assim. viver um amor assim.

o livro é magnífico. um dos poucos que me conseguiu levar ás lágrimas, pela história belíssima. para mim, é a grande obra de nicholas sparks - ainda que não seja uma história prolongada em questões de número de páginas. 

mas o filme, o filme é estupendo! entrou directamente para o meu top dos favoritos. não só pelo desempenho brilhante do ryan gosling (e juro que a sua figura charmosa não tem nada a ver com o caso) . não só pela beleza da rachel mcadams. principalmente, pela química que os dois têm. não admira que tenham tido uma relação, fora de cena.

visto e aprovado. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

no strings attached

sim, ando numa fase de ver dois a três filmes por dia.

ontem à noite foi o filme com ashton kutcher e natalie portman, no strings attached (sexo sem compromisso).

e podia fazer uma grande critica ao filme, mas não gosto de comentar muito, porque há sempre alguém que não viu e quer ver.

mas tenho mesmo de dizer isto. ele é querido. ele é tão querido. e ela é tão cabrinha. e esta cena é deliciosa.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

e eu não senti nada .



ele diz que me esqueceu. passados seis meses, que me esqueceu.

e eu não senti nada. nada do que estava à espera. não fiquei triste, não me apeteceu chorar, não me senti perdida.

apenas aliviada. e inspirada.

finalmente vou começar uma nova etapa da minha vida. estou livre, sinto-me libertada. ele libertou-me. eu libertei-me.

quem diria ? quem diria que, depois de tanto, ia ser tão fácil.

por favor, sê simpático, sim ?


hey, então?


vieram cá parar, através do google, da seguinte forma:

eu sou parva .


questão: quando é que eu admiti isso aqui no blog, hein?

esta noite, vou voar mais alto e sonhar mais longe



e a culpa é toda da disney.

nunca fui menina de gostar de filmes de princesas. achava sempre que faltava alguma coisa, ou pela facto de o príncipe me parecer sempre demasiado sem sal, ou pela facto de, na altura em que perdia horas em frente àe televisão com o vhs ligado, ser uma simples criança. 

o meu filme preferido da disney foi sempre o corcunda de notre dame. aí, o príncipe - que, na verdade, era só cavaleiro - tinha piada. as gárgulas tinham piada. esmeralda não era princesa, mas sim cigana e lutava pela vida e dançava e cantava como ninguém. e o quasimodo era e continua a ser, a meu ver, o personagem mais adorável e bonito alguma vez criado.

mas hoje, hoje pela primeira vez, adorei um filme de princesas. e, quem diria, um filme de princesas daqueles que toda a gente achava que nunca mais voltaria a ser feito. um daqueles dignos dos grandes anos de ouro da disney.

entrelaçados.

e, agora que penso nisso, até tem alguma semelhanças invertidas com o corcunda de notre dame. 

se ainda não viram, devem ver. conselho de ninna. conselho de amiga. piada é coisa que não falta ao filme. mas que história mais bonita! ela é fascinante. ele é perfeito. 

só mesmo a disney para me fazer acreditar em príncipes outra vez.

só mesmo a disney, para me fazer sonhar com um final digno de filme. digno de princesa. 

com um felizes para sempre.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

e, às vezes, essa pessoa somos nós.



as pessoas esquecem-se depressa daquilo por que passam.
esquecem-se do sofrimento, da humilhação. esquecem-se das lágrimas e da falta da força para sorrir. às vezes, até se esquecem de como foi estar triste, ser triste. daquele sentimento que as invade e as toma e as deixa sós, tão sós no meio de tanta gente, que se sentem perdidas, sem rumo, sem norte.

mas esquecer-se disso é bom. esquecer o sofrimento e a humilhação, quer dizer que se vive são e confiante. esquecer as lágrimas é querer sorrir todos os dias. não lembrar o que é estar triste, é ser feliz, de verdade. e quando somos capazes de nos encontrar a nós mesmos no meio de uma multidão barulhenta, então o nosso destino e o nosso norte estão bem definidos e delineados.

mas as pessoas esquecem-se depressa daquilo por que passam e, por consequente, das outras pessoas que as ajudam a ultrapassar as fases menos boas.

esquecem-se que houve alguém que esteve lá para curar as feridas e proteger das vozes alheias. esquecem-se que houve alguém que limpou as primeiras lágrimas e segurou todas as outras. que houve alguém que esteve ali, dia e noite, noite e dia, nos piores momentos, à espera de um sorriso e a fazer de tudo o que estava ao seu alcance para o ver. as pessoas esquecem-se depressa daquela outra pessoa que lhes entregou a sua bússola, lhes ensinou a ler o mapa e lhes deu a conhecer o caminho certo.

e que, até hoje, ainda não ouviu um simples obrigado.

blue valentine



acabei agora de o ver e estou a lutar contra as teclas do computador. isto não costuma acontecer, não é de mim. quando escrevo, não sei porque é que acontece, mas as coisas saem fluidas. não preciso pensar muito. os momentos que passo a escrever são os únicos em que não tenho de pensar em nada, as coisas simplesmente tomam forma em frente a mim, em conjunto com o meu imaginário, as minhas vivências e as palavras.

mas agora, não tenho a certeza do que posso escrever. do que devo escrever.

como é que as pessoas conseguem chegar a este ponto? como é que o amor se gasta desta maneira? um amor daqueles, um amor como o que blue valentine retrata; como acabam as pessoas a dizer "i can't take this anymore"?

querem um conselho? vejam. e pensem. e ajam, depois.

porque a vida, feliz ou infelizmente, não é como a escrita. não dá para ver as coisas aparecer à nossa frente. é preciso fazê-las como nós queremos, precisamos e prometemos fazer delas.

excelente performance de ryan gosling e de michelle williams. eu fiquei apaixonada pela história. pela maneira como a personagem dele é e agiu. destroçada pela maneira como eles conseguiram chegar a um ponto daqueles.

eles e qualquer outro casal.
afinal, este é considerado um dos filmes
que melhor retratam o amor e as relações.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

eu sei, eu sei... mas a vontade é pouca.



eu sei que ando meio desaparecida.

mas não tenho tido vontade de escrever. não tenho tido vontade de ler. para ser sincera, nem sequer tenho vontade de fazer seja o que for. estou agora a aperceber-me que as férias estão a acabar e, pela primeira vez, vai ser a sério. vai ser a doer.

queres ter média para entrar em medicina, ninna jules - mesmo que depois te decidas por outra coisa? trabalha, estuda, esforça-te. sem isso, nada feito.


e não vai ser nada fácil.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

em relação ao barça vs. porto


dois zero. primeiro pelo messi. depois pelo fábregas.

o porto não era favorito. afinal, o barça é o melhor clube do mundo.
restava apenas a esperança de adeptos como eu, que só deixam a expectativa de mais um golo, já depois do apito final. que acabam de torcer pela sua camisola após o apito final. que sofrem até ao soar do apito final.

dois zero. primeiro o erro da defesa portista, oportunidade de messi. depois golo de fábregas.

até aí tudo bem.

o que não posso admitir são os dois cartões vermelhos. primeiro rolando. depois guarín. já nos últimos minutos. numa de "já que está perdido e está, deixa cascar neles". para mim, não é coisa de futebol clube do porto. para mim, não é a classe a que estou acostumada. não é a equipa por quem sofro, torço e, por tantas vezes, me alegro.

não sei... eu, que sou uma simples adepta e que, se calhar, percebo um bocadinho disto, não fiquei agradada com o resultado, como é óbvio. mas se há coisa que detesto de verdade, é que num campo de futebol, num jogo de futebol, com espírito de futebol, seja obrigada a ver wrestling. vale tudo, menos arrancar olhos.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

parabéns, princeso




o meu irmão faz hoje sete anos.

está cada vez mais giro, cada vez mais amoroso, cada vez mais irresistível. e pensar que, um dia, foi o maior peste que eu alguma vez vira!

parabéns, princeso. a mana gosta muuuuuiiiiito de ti .

ah e tal, mas que prenda lhe vais dar, mesmo?
e eu respondo, dei - meus sonhores, o rapaz nasceu à 00:05 - 
uma máquina fotográfica muito fashion
do faísca mcqueen.
e ele adorou!

sábado, 20 de agosto de 2011

ele já devia ter aparecido, mas...



ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem, ele vem.

ele não veio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

há gente mesmo gira

dianna agron
- quinn fabray, glee - 

jessica stroup
- erin silver, 90210 - 

leighton meester
- blair waldorf, gossip girl - 

pareço uma cabra, mas a realidade é que é preciso aprender por nós próprios.



uma grande amiga minha - uma daquelas giras que se fartam -, namora com um rapaz que é catalogado por mim como sendo da pior rés que se pode encontrar. daqueles sem o mínimo de educação, de instrução, de moral e nem a sua aparência física o safa. não há nada, nada, que se aproveite, no rapaz.

tal como, um dia, também eu namorei com um parecido.

ela diz que é feliz. tal como eu dizia.

quero acreditar que, tal como eu - naquela altura -, também ela se sente carente e esta relação não vai durar. mais tarde, ou mais cedo, ela abre os olhos. tal como eu abri.

e depois, eu digo-lhe o que ela me disse a mim:
- não sei onde tinhas a cabeça. mas estavas feliz e isso, para mim, era o mais importante. de qualquer maneira, sabia que não ia durar muito.

e só faço isto porque, se lhe disser, ela manda-me dar uma curva. não me vai ligar nenhum, vai amuar, vamos ficar chateadas e eu gosto demasiado dela para que isso aconteça. assim, deixo-a aprender por si, que é mais produtivo.

tal como foi comigo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

eu não gosto...



não gosto quando as pessoas me desaparecem assim, sem mais nem porquê.


e para ti, o que é a beleza ?

 tenho andado aqui a magicar umas ideias. mas vou precisar da ajuda de vocês todas!

antes de mais me adiantar, deixem-me que vos pergunte: para vocês, o que é a beleza?



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

agrrr, que nervos.


escrevo um mail.
leio o mail.
releio o mail.
e mais uma vez.
e outra.
e outra.

envio o mail.

volto a lê-lo.

agrrrr, descubro uma virgula muito, muito mal colocada. 

stay classy #16






[let's be classy, shall we?]

terça-feira, 16 de agosto de 2011

finalmente, a realização de um sonho [mais ou menos, talvez não muito] antigo



ontem conheci um italiano.
um rapaz de dezanove anos que meteu conversa comigo, em inglês, num sítio da internet onde, por mera brincadeira - e pura estupidez - me decidi infiltrar.
mas, com certeza, valeu a pena. porque, ontem, conheci um italiano.
simpático, muito simpático. dos poucos, no meio de tantos outros que meteram conversa comigo, que não estava interessado numa relação patética e cibererótica [eu sei que esta palavra não existe].  apenas queria conversar, porque não conseguia, como eu, dormir. 
no final da conversa, depois de muitos risos e de eu ter descoberto que, afinal, o moço tinha namorada, deu-me o facebook dele. 


sabem aquele estigma de que os italianos são giros, giros, giros; sexys, sexys, sexys ? 
ele e os seus amigos do facebook, provaram-me que é verdade. 


ai de mim se não vou viver um ou dois anos em itália. ai de mim.

é claro que há sempre aqueles que fogem à regra. como os rapazes do jersey shore, por exemplo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

e depois há destas coisas.

li uma coisa identica em dois blogues diferentes. blogues dos quais gosto muito. e nenhum deles dizia o autor.

fiquei muito triste.

conversas [ou, há gente muito pobre de espírito]


na parque de campismo de serpins:

senhora: olhe, desculpe, isto é o parque de campismo de serpins?
eu - sim, é.
senhora - ai, não é não. o parque de serpins tem praia fluvial.
eu - pois, ali ao fundo é a praia.
senhora - não é nada.
[silêncio]
senhora - não é nada. sabe, eu queria ir para caminha, mas o meu marido quis vir para aqui, que era muito jeitoso, disseram-nos uns amigos. mas devemos estar enganados. ou eles.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

em relação ao penúltimo post


1 - há que tempos que não escrevia daquela forma.
2 - tenho para mim que perdi o jeito.
3 - não me chamo ninna jules se não o recupero c:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

true .


ensaio sobre o amor


era bom se conseguisse explicar aos outros porque volto atrás nas minhas decisões, para nos dar outra oportunidade; se soubesse como lhes dizer porque é que, apesar de tantos defeitos, continuo a olhar para ti como sendo perfeito; como lhes fazer perceber porque ainda te quero dar a mão e tento ao máximo dar-te o espaço que, a mim, me faz falta.

aliás, se por um único momento conseguisse trazer a mim uma boa razão para querer estar contigo, tudo seria bom, tudo seria fácil e, por mais incrível que pareça, tudo seria diferente.

não seria amor.

porque o amor não é como uma receita. não tem medidas certas, nem ingredientes que, só por si, sejam indispensáveis . não tem um modo de preparação que se conheça e não vai saber sempre ao mesmo.

o amor é tentar seguir em frente, mas não conseguir, e voltar atrás para ver se ainda me queres. o amor é olhar-te de soslaio, tentando passar despercebida e saber que me vês, mesmo assim. o amor é discordar de ti só para te poder ouvir. o amor é tocar a tua mão ao de leve, no cinema, só para que saibas que estou ali e te amo.

amor, o amor és tu. e sou eu. nós os dois e os nossos lábios colados. e as nossas mãos dadas. o meu corpo contra o teu. e o teu cheiro na minha pele. 

amor, amor é o sabor do nosso último beijo cravado ainda na minha língua. 

mesmo já tendo passado tanto, tanto tempo.