domingo, 20 de novembro de 2011

o nosso futuro amor




mas eu já não sei mais que te diga.
o amor que os une é grande. 
daqui a uns anos vamos ter um cão e um apartamento no último andar de um condomínio de luxo, com vista para o douro . um jardim enorme e uma empregada de limpeza. já não vamos ser só nós os dois, mas no fundo, e de vez em quando, estaremos sozinhos. vais trabalhar num lado e eu no outro. vais abrir pessoas e eu vou esperar que elas se abram. 
vais ser pai. e eu vou ser a mãe dos teus filhos. 
o amor que nos une é grande e o silêncio entre nós é confortável . 
não sei mais que te diga . nada mais para além de que te amo .

- ninnajules, when in love .

não há nada melhor do que isto



levantar de manhã ao meio dia , depois de uma noite de conversa e de escrita. a coração a bater forte. o visor do telemóvel em branco. mando-lhe uma mensagem. responde-me passado meia hora - dorme mais que eu, ora pois então . o seu mais sincero e imaculado bom dia.
dizer o quanto o amo, ouvir o quanto me quer. despedir. vamos os dois trabalhar.
nem parece domingo. mas a alma está lavada e o amor mais vivo que nunca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

é oficial



apesar de "ação" ser a coisa mais horrível de sempre, e eu passar a vida a escrever essa palavra, sabe-se lá por amor de quem, estou a adaptar-me ao novo acordo ortográfico com enorme afinco.

sábado, 12 de novembro de 2011

o meu amor



o meu amor não é loiro, mas também não é moreno - é um misto, uma coisa intermédia sem definição. não é alto, nem é baixo - é mais alto que eu, mas mais baixo que quase todos os outros rapazes.
não é arrogante. não é mal educado. não é mau. não é idiota, nem ridículo.
é inteligente. é amoroso. é querido. é orgulhoso e ligeiramente pretensioso. gosta de futebol e de água - muita, muita água.
o meu amor é mais novo que eu (menos de um mês), mas mais responsável.
o meu amor tem umas costas perfeitas. tem umas pernas perfeitas. umas mãos mais-que-perfeitas. uns braços perfeitos - quem estou eu a querer enganar ? o meu amor é perfeito.
às vezes, é muito, muito chatinho. às vezes, veste as calças na relação (mas só às vezes). às vezes é só meu. outras partilho a sua inteligência com mais uma ou duas pessoas sortudas.
o meu amor é o meu melhor amigo, o meu melhor crítico, o meu melhor balanço entre o que quero, o que preciso e o que gosto. e dá os melhores beijinhos do mundo.
o meu amor foi a melhor coisa que já me aconteceu, em termos amorosos. foi o meu primeiro amor. e o primeiro amor, é sempre o último (tahar ben jelloun).


e hoje, hoje estamos apaixonados há um ano.

parabéns, meu amor.

philosophy



a atração é a forma mais física da química humana e é exatamente o oposto do amor. quem não vir isso não ama de verdade nem chega nunca a viver a felicidade da simples atração entre dois Homens .

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

o meu irmão



hoje, em geologia, estivemos a dar o sistema terra-lua. como é óbvio não vou estar aqui a dar explicações científicas acerca do assunto, apenas quero dizer-vos que adorei. esta disciplina, apesar de ser trabalhosa, pois exige muito estudo, torna-se muito interessante depois de lhe tomarmos o fio à meada. e esta matéria é excelente - especialmente se compreendermos os assuntos para trás.
ora, eu gostei tanto de saber mais sobre a lua, que decidi adaptar algumas das coisas que aprendi e contá-las ao meu irmão mais novo, de sete anos.

disse-lhe, então, que temos "um pedaço de lua" na nossa cozinha. isto porquê: porque os nossos balcões são feitos de granito, que é constitiuido por uns minerais chamados feldspatos - que existem, também, na lua.

devo dizer-vos que nunca vi ninguém tão entusiasmado com um balcão de granito. 

para além disso, expliquei-lhe também que a lua tinha mares e continentes, como a terra, apesar de serem diferentes daquilo a que estamos acostumados.

e não é que o meu rapaz, o meu maior orgulho, apanhou tudo o que eu lhe disse, fez perguntas daquelas que fazem sentido e, ainda por cima, fez isto tudo com mais facilidade que alguns dos meus colegas - que olham para a matéria e parecem um burro a olhar para um palácio ? 


a casa dos beijos

  


 iam os dois pela rua, de mãos dadas. dir-se-ia que não pisavam o chão. dir-se-ia que deslizavam, que vogavam, que voavam. a felicidade estava-lhes cunhada nos rostos; e também nos gestos, nos sorrisos, no olhar. Iam de mãos dadas pela rua e iam muito felizes.
   [...]
   nem sequer reparavam que muitas pessoas os observavam. algumas pessoas com a conivência de um sorriso. outras pessoas com um ressaibo de inveja, no olhar de esguelha. pararam um pouco em frente à pastelaria suiça, no rossio, ele disse qualquer coisa a ela, ela encolheu os ombros. não deixavam de sorrir enquanto conversavam. depois entraram e beberam café.
   o rapaz e a rapariga decidiram, depois de tomar café, passear pelo rossio. estavam muito felizes. e é bom que se repita isto, porque as pessoas, habitualmente, andam para aí cheias de infelicidade, ao menos que haja alguém feliz, mesmo que seja uma ou duas pessoas.

   passeavam pelo rossio e, de vez em quando, davam beijos, sempre sorrindo um para o outro, como se estivessem a sorrir para todo o mundo, e todo o mundo experimentava uma grande sensação de espanto e de júbilo. paravam junto as montras do rossio, olhavam, claro, mas não fixavam nada do que nas montras se expunha, só sabiam um do outro, só estavam ali juntos para apenas estar um com outro, juntos e assim mesmo: de mãos dadas e aos beijos.
   foi numa dessas ocasiões. beijavam-se tão felizes, tão um do outro, que essa felicidade molestou uma senhora obesa e flácida. a senhora obesa e flácida estacou, indignada, a fuzilá-los com as balas do ódio. e gritou:
   - não podiam fazer isso em casa?
   a rapariga dos longos cabelos e seios puxados para a frente deixou o beijo a meio. o rapaz experimentou uma estranha sensação de pasmo. olharam-se. E foi então que a rapariga respondeu, indicando tudo em derredor:
   -  esta é a nossa casa!
   nesse instante témulo, o mundo feliz, começou a aplaudir.
- baptista-bastos

(hoje fiz um teste de português e este foi o texto
que o meu professor escolheu.
realizei um sonho - falar de amor durante
um teste inteiro. e ainda poder filosofar um pouco
fora da disciplina própria)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

hoje fazemos um ano



hoje, estamos de parabéns. não sou eu, não só a ninna, não só o blogue. mas todos nós. também vocês que aí estão desse lado.

hoje, fazemos um ano. e que belo ano foi.

vou apagar uma vela e pedir um desejo.

(parabééns, ninna. parabééns, pessoal)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sunny days*



gosto dos dias assim. em que nem está frio, nem calor. em que não chove, mas está sol e o céu é azul e sem nuvens. gosto destes dias. em que não é verão, nem inverno, nem primavera, nem outono. é simplesmente um dia. e um dia daqueles bonitos.
e acima de tudo gosto dos dias assim, porque ando com a inspiração colada a mim, capaz de me escorrer pelos dedos como se não houvesse amanhã. e isso, no mínimo, põe-me um sorriso na cara.

preciso da vossa ajuda. mais do que nunca.

Com certeza já conhecem o concurso Conte Connosco, do Santander Totta. A ideia é divulgar o talento nacional (bem, talvez não seja, mas é essa a minha esperança), nas áreas de Fotografia, Música, Ensino e Escrita.

E foi precisamente neste último que eu concorri.

Por isso, o que vos peço é que cliquem neste link e votem em mim (lá se vai o meu anonimato...). não estou a concorrer só pelo prémio (que pode ser iPad ou até mesmo 5.000€ em conta poupança no totta), mas principalmente porque quero ver a minha escrita divulgada. e quero saber o que é que as pessoas pensam da minha maneira de contar histórias .

espero que gostem (e, por favor, não liguem ao grande erro ortográfico que lá tenho - nem há desculpa que cole, para aquilo... desgraça total) e que votem muito, uma vez que podem votar todos os dias .


(para votar é necessário ter conta no facebook, mas para ler não é necessário. uma opinião cá no blogue já é bem vinda).

domingo, 6 de novembro de 2011

do orgulho



o meu irmão acabou agora de escrever o primeiro texto. e, como sabe que a mana gosta mais destas coisas da escrita e da literatura que outra pessoa qualquer - cá em casa - decidiu vir todo contente mostrar-mo.

qual não é o meu espanto quando olho para o seu magalhães e vejo um relato futebolístico escrito em forma de versos (sem rima, atenção. eu acho que o rapaz só ainda não percebeu que as frases podem ser escritas seguidas umas das outras), sem vírgulas e no qual o seu egocentrismo natural da idade está mais explícito que nunca. é que o jogo estava a 0-0 até ele entrar e marcar o golo da vitória.

hoje, meus senhores e minhas senhoras, sou a mana mais feliz do mundo. hoje, sou a mana mais orgulhosa do mundo.

é que, hoje, meus senhores, hoje tenho o persentimento que começou a hipótese de uma bela futura carreira no mundo da escrita ou do jornalismo, para o meu irmão. sabe-se lá o quanto este relato de um jogo de futebol fictício pode evoluir.

sábado, 5 de novembro de 2011

someone like you - cover tão bonito !

charlie puth e emily luther 

nunca pensei vir a gostar mais de uma cover de uma música da adele, do que da música original. isto é tão bom de se ouvir .
ela tem uma voz tão diferente daquilo a que estou acostumada. e , juntos, existe uma química vocal tão malodiosa...

não há palavras para isto.

aproveitem aí .

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

não se reconquista o amor com argumentos




para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. a razão de amar é o amor. também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. porque tu já não desejas esse. se não, amar-me-ias ainda. mas educar-te-ei para mim. e, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo. 


- antoine de saint-exupéry, in cidadela

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

#1 - sensualidade











acredito que a sensualidade não está na quantidade de pele que se deixa, ou não, ver ; mas sim nos pormenores subtilmente sexuais e entusiasmantes que o nosso corpo tem denotados na personalidade de alguém .

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

trust



o amor é importante. a amizade é importante. um passado em comum pode ser muito importante. mas nada - nem o amor, a amizade ou o passado em comum - sobrevive se não houver confiança.

e nele, minhas amigas, nele eu confio. ele diz eu amo-te e eu acredito . ele diz és linda e eu acredito. ele olha-me nos olhos e eu vejo o porquê de eu o amar tanto . é que, olho-o nos olhos e vejo confiança.


a tua vida é a lição que dás ao mundo. torna-a memorável.

- lorrin lee