terça-feira, 8 de novembro de 2011

hoje fazemos um ano



hoje, estamos de parabéns. não sou eu, não só a ninna, não só o blogue. mas todos nós. também vocês que aí estão desse lado.

hoje, fazemos um ano. e que belo ano foi.

vou apagar uma vela e pedir um desejo.

(parabééns, ninna. parabééns, pessoal)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sunny days*



gosto dos dias assim. em que nem está frio, nem calor. em que não chove, mas está sol e o céu é azul e sem nuvens. gosto destes dias. em que não é verão, nem inverno, nem primavera, nem outono. é simplesmente um dia. e um dia daqueles bonitos.
e acima de tudo gosto dos dias assim, porque ando com a inspiração colada a mim, capaz de me escorrer pelos dedos como se não houvesse amanhã. e isso, no mínimo, põe-me um sorriso na cara.

preciso da vossa ajuda. mais do que nunca.

Com certeza já conhecem o concurso Conte Connosco, do Santander Totta. A ideia é divulgar o talento nacional (bem, talvez não seja, mas é essa a minha esperança), nas áreas de Fotografia, Música, Ensino e Escrita.

E foi precisamente neste último que eu concorri.

Por isso, o que vos peço é que cliquem neste link e votem em mim (lá se vai o meu anonimato...). não estou a concorrer só pelo prémio (que pode ser iPad ou até mesmo 5.000€ em conta poupança no totta), mas principalmente porque quero ver a minha escrita divulgada. e quero saber o que é que as pessoas pensam da minha maneira de contar histórias .

espero que gostem (e, por favor, não liguem ao grande erro ortográfico que lá tenho - nem há desculpa que cole, para aquilo... desgraça total) e que votem muito, uma vez que podem votar todos os dias .


(para votar é necessário ter conta no facebook, mas para ler não é necessário. uma opinião cá no blogue já é bem vinda).

domingo, 6 de novembro de 2011

do orgulho



o meu irmão acabou agora de escrever o primeiro texto. e, como sabe que a mana gosta mais destas coisas da escrita e da literatura que outra pessoa qualquer - cá em casa - decidiu vir todo contente mostrar-mo.

qual não é o meu espanto quando olho para o seu magalhães e vejo um relato futebolístico escrito em forma de versos (sem rima, atenção. eu acho que o rapaz só ainda não percebeu que as frases podem ser escritas seguidas umas das outras), sem vírgulas e no qual o seu egocentrismo natural da idade está mais explícito que nunca. é que o jogo estava a 0-0 até ele entrar e marcar o golo da vitória.

hoje, meus senhores e minhas senhoras, sou a mana mais feliz do mundo. hoje, sou a mana mais orgulhosa do mundo.

é que, hoje, meus senhores, hoje tenho o persentimento que começou a hipótese de uma bela futura carreira no mundo da escrita ou do jornalismo, para o meu irmão. sabe-se lá o quanto este relato de um jogo de futebol fictício pode evoluir.

sábado, 5 de novembro de 2011

someone like you - cover tão bonito !

charlie puth e emily luther 

nunca pensei vir a gostar mais de uma cover de uma música da adele, do que da música original. isto é tão bom de se ouvir .
ela tem uma voz tão diferente daquilo a que estou acostumada. e , juntos, existe uma química vocal tão malodiosa...

não há palavras para isto.

aproveitem aí .

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

não se reconquista o amor com argumentos




para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. a razão de amar é o amor. também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. porque tu já não desejas esse. se não, amar-me-ias ainda. mas educar-te-ei para mim. e, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo. 


- antoine de saint-exupéry, in cidadela

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

#1 - sensualidade











acredito que a sensualidade não está na quantidade de pele que se deixa, ou não, ver ; mas sim nos pormenores subtilmente sexuais e entusiasmantes que o nosso corpo tem denotados na personalidade de alguém .

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

trust



o amor é importante. a amizade é importante. um passado em comum pode ser muito importante. mas nada - nem o amor, a amizade ou o passado em comum - sobrevive se não houver confiança.

e nele, minhas amigas, nele eu confio. ele diz eu amo-te e eu acredito . ele diz és linda e eu acredito. ele olha-me nos olhos e eu vejo o porquê de eu o amar tanto . é que, olho-o nos olhos e vejo confiança.


a tua vida é a lição que dás ao mundo. torna-a memorável.

- lorrin lee

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

o amor em portugal





mesmo que dom pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de dona inês, júlio dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em portugal. Basta pensar no incómodo fonético de dizer «eu amo-o» ou «eu amo-a». em portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras: «i love you» ou «je t'aime». as perguntas «amas-me?» ou «será que me amas?» estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. por isso diz-se antes «gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa. 
o mesmo pudor aflige a palavra amante, a qual, ao contrário do que acontece nas demais línguas indo-europeias, não tem em portugal o sentido simples e bonito de «aquele que ama, ou é amado». diz-se que não sei-quem é amante de outro, e entende-se logo, maliciosamente, o biscate por fora, o concubinato indecente, a pouca vergonha, o treco-lareco machista da cervejaria, ou o opróbio galináceo das reuniões de «tupperwares» e de costura.  [...]
a retracção épica a que os portugueses se forçam no uso próprio das palavras do amor, quando o contexto é minimamente público, parece atirá-los ilogicamente, para uma confrangedora catarse de lamechices cada vez que se encontram sós com quem amam. dizer «eu amo-te» é dizer algo que se faz. dizer «eu tenho uma grande paixão por ti» é bastante menos do que isso — é apenas algo que se tem, mais exterior e provisório. os portugueses, aliás, sempre preferiram a passividade fácil do «ter» à actividade, bastante mais trabalhosa, do «fazer».  [...]


- do por mim já muito amado miguel esteves cardoso,
in , a causa das coisas

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

(de novo) primeiro beijo



o primeiro beijo deve ser dado com os olhos. depois com o coração. e só quando todas as partes do corpo se tiverem beijado, sem que os dois se tenham tocado, aí sim, todo esse amor se pode - e deve - reunir num beijo verdadeiro.

e hoje, hoje seria capaz de viver só disso. o meu corpo a fundir-se nos seus lábios. a sua mão a percorrer-me cada fio de cabelo, cada pedaço de pele, cada pedaço de mim. eu contra ele, num delicado e violento confronto. guerra aberta. selada com um beijo.

um beijo há já tanto esperado, há já tanto desejado, há já tanto esquecido. e hoje, hoje (de novo) pela primeira vez, reunimos os olhos, o coração e todo o nosso corpo num só beijo. os meus lábios nos seus. as suas mãos nas minhas. os nossos corpos juntos - fundidos - como um só . 

às escondidas, para ninguém ver . às escondidas para ninguém saber.

ninguém o viu, toda a gente o conhece. 

é que o amor, por vezes tem destas coisas - sem se ver, sabe-se, mesmo que se negue. mesmo que não se fale. mesmo que não se toque.

afinal, o primeiro beijo deve ser dado com os olhos . 


domingo, 23 de outubro de 2011

vou apresentar esta lista à minha mãe devagarinho...

muito, muito devagarinho. que ela tem problemas de coração e eu quero-a vivinha da silva durante muitos e muitos anos.
(e quero as peças todas e se as mostrar assim, de repente, ela dá-me um não redondo como resposta e eu fico a ver navios)

zara

zara

camisa pull and bear

camisa stradivarius

camisola zara

casaco berska

pull and bear

pull and bear (amor à primeira vista)

pull and bear

stradivarius (as sandálias também são um amor)

pull and bear

zara

pull and bear

por isso é que ela é a minha artista favorita

love on top - beyoncé

isto é tão 80's e tão actual ao mesmo tempo!
ela sobe de tom quatro vezes.
ela tem o melhor guarda roupa de sempre.
e este disco, depois do B'day, é o que mais gosto.

deliciosa, honey b, és deliciosa .

sexta-feira, 21 de outubro de 2011





nesta era em que tudo é fabricado, em que nada é natural, em que nada é puro; em que os primeiros beijos se trocam por telemóvel, se fala por sms e os ditos «encontros românticos» acontecem no cinema, entre um balde de pipocas e um copo de coca-cola, nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; deixa-me falar-te de amor. não quero falar deste «amor» novo, feito de «roda-bota-fora», que nasce podre e é vazio. não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca. 

não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. o amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. o amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito. 

no nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. no nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. e companheiros. olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. olho para ti e sei-te de cor. sorrio e mergulhas nesse sorriso. abraças-me e absorves-me inteira. dizes-me «amo-te» e eu acredito. 
o amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta!



 - ana  rita rocha - museu nacional da imprensa



terça-feira, 18 de outubro de 2011

considerações do primeiro mês de aulas



ando cansada. 
ando tão cansada que até já quase adormeço a ver documentários sobre a tectónica de placas.

ando estranha (andamos todos, na verdade).
as nossas expressões variam consoante a área onde estamos. nós, de ciências, só falamos de rochas e de elementos químicos leves existentes no universo. o pessoal de artes, já roga pragas de uma maneira diferente "ele devia era engolir tinta da china, para ver o que é bom". e imaginamos todos que quem está em economia, chantegeia quem quer dizendo, "vê lá se a troika não te apanha".

há mesmo, assim literalemnte, quilos de matéria.
após um mês de aulas, já demos um terço do livro de geologia. assim, mais ou menos a matéria toda de sétimo ano - mas mais aprofundada.

estou a adorar.
tanto, tanto, que sei que não poderia estar mais feliz, se tivesse escolhido humanidades. a esta hora, teria aulas de história e espanhol - desgraça total - aulas essas que troco, com muito gosto, pelas minhas predilectas (e até é para admirar): química, geologia e filosofia . 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

conversas


(a ariel é a princesa disney mais bonita de todas e não há cá mais letra)


 - ás vezes dá-te uma coisa qualquer e ficas de mau humor. às vezes és do piorio, irritas uma pessoa. mas pelo contrário vicias uma pessoa em ti

será ?



se acontecer, faço uma festa com foguetes e tudo .