ontem conheci um italiano.
um rapaz de dezanove anos que meteu conversa comigo, em inglês, num sítio da internet onde, por mera brincadeira - e pura estupidez - me decidi infiltrar.
mas, com certeza, valeu a pena. porque, ontem, conheci um italiano.
simpático, muito simpático. dos poucos, no meio de tantos outros que meteram conversa comigo, que não estava interessado numa relação patética e cibererótica [eu sei que esta palavra não existe]. apenas queria conversar, porque não conseguia, como eu, dormir. no final da conversa, depois de muitos risos e de eu ter descoberto que, afinal, o moço tinha namorada, deu-me o facebook dele.
sabem aquele estigma de que os italianos são giros, giros, giros; sexys, sexys, sexys ? ele e os seus amigos do facebook, provaram-me que é verdade.
ai de mim se não vou viver um ou dois anos em itália. ai de mim.
é claro que há sempre aqueles que fogem à regra. como os rapazes do jersey shore, por exemplo.
senhora: olhe, desculpe, isto é o parque de campismo de serpins?
eu - sim, é.
senhora - ai, não é não. o parque de serpins tem praia fluvial.
eu - pois, ali ao fundo é a praia.
senhora - não é nada.
[silêncio]
senhora - não é nada. sabe, eu queria ir para caminha, mas o meu marido quis vir para aqui, que era muito jeitoso, disseram-nos uns amigos. mas devemos estar enganados. ou eles.
era bom se conseguisse explicar aos outros porque volto atrás nas minhas decisões, para nos dar outra oportunidade; se soubesse como lhes dizer porque é que, apesar de tantos defeitos, continuo a olhar para ti como sendo perfeito; como lhes fazer perceber porque ainda te quero dar a mão e tento ao máximo dar-te o espaço que, a mim, me faz falta.
aliás, se por um único momento conseguisse trazer a mim uma boa razão para querer estar contigo, tudo seria bom, tudo seria fácil e, por mais incrível que pareça, tudo seria diferente.
não seria amor.
porque o amor não é como uma receita. não tem medidas certas, nem ingredientes que, só por si, sejam indispensáveis . não tem um modo de preparação que se conheça e não vai saber sempre ao mesmo.
o amor é tentar seguir em frente, mas não conseguir, e voltar atrás para ver se ainda me queres. o amor é olhar-te de soslaio, tentando passar despercebida e saber que me vês, mesmo assim. o amor é discordar de ti só para te poder ouvir. o amor é tocar a tua mão ao de leve, no cinema, só para que saibas que estou ali e te amo.
amor, o amor és tu. e sou eu. nós os dois e os nossos lábios colados. e as nossas mãos dadas. o meu corpo contra o teu. e o teu cheiro na minha pele.
amor, amor é o sabor do nosso último beijo cravado ainda na minha língua.
esta coisa é pequenina, pequenina. as teclas estão juntinhas, juntinhas. o ecrã só mostra metade da imagem. mas pronto, ninguém me mandou esquecer do computador em casa.
é a minha série preferida desde os meus onze anos, quando a descobri, na rtp2. friends, que contou, durante os dez anos de sucesso em que esteve no ar, a história de rachel, ross, monica, chandler, pheobe e joey e que garantiu a fama e o nome aos actores jennifer aniston, david schwimmer, courtney cox, matthew perry, lisa kudrow e matt le blanc.
quem nunca ouviu falar desta série?
agora é possível vê-la no canal sony entertainment, aos domingos. e eu já consigo juntar a família toda em volta do ecrã para a ver e soltar umas boas gargalhadas.
diversão garantida.
para quem não conhece é, a meu ver, a série "mãe" de how i met your mother.
eu - sabes? como assim "sabes"? eu achava que era segredo.
ele - tu não consegues esconder nada de mim. eu acabo por descobrir.
eu - então não sei como vai ser na faculdade [cliquem aqui para mais informações] .
ele - fácil, em vez de andarmos com outras pessoas, andamos um com o outro.
eu - quando fores para a universidade, se tiveres namorada, vais andar a comer outras gajas, mas sem ela saber.
ele - não, não vou.´
eu - vais sim, porque ela não vai ser nada de especial e tu vais andar sempre cheio de fome.
ele - estás a insultar-te a ti mesma, mas tu é que sabes.